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Mostrando postagens de Março, 2014

A SOLIDARIEDADE DO CAMINHONEIRO

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Esta quem contava era o Emilio, saudoso primo que morava em Chicago com quem fizemos grandes e memoráveis viagens de moto: Tinha acabado de trocar os pneus da minha BMW GS Paris Dakar em casa e fui dar uma voltinha pra tirar a cera. Devo ter passado muita vaselina nas bordas dos pneus pra facilitar a montagem no aro e quando já estava a umas 70 milhas/h em plena Interstate não deu outra: o pneu traseiro girou em falso no aro e arrancou o bico da câmara de ar.

YAMAHA DT 180

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Esse site não faria o menor sentido se não falássemos sobre a Yamaha DT180!
Ela foi a primeira, a que abriu nossos caminhos literalmente, para o off road. Com ela vieram os enduros, as trilhas de final de semana, a "moda" de usar motos trail nas cidades, e toda uma geração, de motos e motociclistas "trail" dos anos 80.
Estávamos em 1981, como já falamos anteriormente as importações estavam fechadas, a indústria motociclistica nacional timidamente dava seus primeiros passos, polarizada entre Honda e Yamaha, que disputavam, lançamento a lançamento a preferência dos consumidores. Eis que surgia a DT180.
Simplicidade era a palavra de ordem!

Motor monocilindrico refrigerado a ar, ciclo de dois tempos, 176cc, 16,6hp, partida a pedal, suspensão traseira monoamortecida, câmbio de 5 marchas, parte elétrica de 6 volts, freios a tambor...assim era a DT180 que nos era apresentada naquele momento.

O CHUTE NA FACIT

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Na década de 70 a Honda patrocinou um TORNEIO NACIONAL DE RALI DE REGULARIDADE com provas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro culminando com a etapa final que teve saída simultânea de São Paulo e Rio de Janeiro com a chegada em São Lourenço, MG. O premio para a equipe vencedora do torneio foi uma Honda XL 250, aquela japonesa prata sonho de consumo da galera na época e a dupla vencedora de cada etapa receberia uma cinquentinha dobrável da Honda, se não me falha a memória.

A PRIMEIRA VIAGEM DA MINHA PRIMEIRA MOTO

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Meu primo, Paulo Kerr Salem, motociclista da gema, conta a historia da primeira viagem da sua primeira moto: Na primeira semana de março de 1974, semana da inauguração da Ponte Rio-Niterói meus primos Eduardo e Marcio que moravam em São Paulo ligaram dizendo que no dia seguinte iriam com as namoradas pro Rio de Janeiro de moto pra participar da inauguração e estavam me convidando para fazer parte do grupo.

HONDA CBR450SR

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Lançada no final dos anos 80, a CBR450SR foi uma forma de resposta da Honda ao bom desempenho no mercado da concorrente, Yamaha RD350R.   A moto era (e ainda é) lindíssima! carenagem integral - cobrindo inclusive o quadro, visual afinado com a linha CBR japonesa que o mundo inteiro conhecia naqueles tempos (CBR600F, CBR1000F)...  no entanto, a carenagem escondia um motor que não condizia com o visual da moto, o já desatualizado e de desempenho modesto - motor da CB450. 
Dois cilindros, refrigeração a ar com radiador de óleo,  3 válvulas por cilindro, potência abaixo dos 50 hp - não condizia mesmo com o visual moderno e esportivo da CBR. Como naqueles anos o mercado de motos no Brasil era polarizado por duas grandes potencias, Yamaha e Honda, o consumidor também se polarizava, e formando dois grandes "times", os hondeiros e os yamahistas.  Os hondeiros daquele tempo eram mais conservadores, um publico mais maduro e não menos apaixonado, e os yamahistas gostavam de desempenho…

AVENTURA: QUANDO A PONTE FECHA A COISA COMPLICA

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Eu, a Dani e o João, estávamos em Cusco dentro da van que nos levaria até a estação do trem pra Machu Picchu e aproveitamos para perguntar ao motorista qual era a distancia até Nazca, destino da primeira etapa da volta da nossa viagem pro Peru. Queríamos conhecer suas famosas e polêmicas Riscas. O prestativo peruano disse que a distância era “x” horas. Curioso, no Peru quando indagamos a respeito de alguma distância todos respondem em tempo. Fica a pergunta: com qual veículo? Falou também de um trecho de terra e acrescentou que teríamos de atravessar um rio pela água, a ponte estava interditada, mas não teríamos dificuldade. Era muito raso e todos estavam passando por lá para ir a Nazca. Dissemos também que precisávamos de um mapa atualizado do Peru de preferencia com as distâncias em quilômetros o que originou risos da turma. Ele se prontificou a nos pegar na estação no fim da tarde na volta de Machu Picchu.

HONDA NX150 - INÍCIO DE UMA NOVA ERA

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Era o final da década de 80, a família XL da Honda já dava sinais de cansaço, muito embora as vendas ainda fossem importantes e o maior modelo, de 350 cilindradas, tivesse recém sido lançado e muito bem aceito.
Mas,a Honda estava atenta as tendências vindas do exterior - e entre elas - a linha trail que se modernizava!
A nova linha tinha como característica principal o fato de passar a ser menos fora de estrada e mais urbana. A ideia (muito feliz por sinal) era aproveitar as melhores características das trails no uso urbano e estradeiro.

Desta forma, em 1989 chegava ao Brasil a NX150!

AVENTURA: O SEGURO MORREU DE VELHO

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Em 1998 saímos de Miami em direção a Milford, simpática cidadezinha localizada 60 milhas ao sul de Boston em Massachusetts para o casamento de uma prima, filha do Paulinho que morava em Miami. Começamos a viagem em quatro motos, uma Yamaha Royal Venture, duas Honda Goldwing e uma BMW K 75 do pai da noiva que foi emprestada para outro casal de primos que também veio do Brasil para a festa. Das quatro motos somente uma, a BMW K 75, não chegou ao destino andando, seu piloto teve um tremendo desarranjo intestinal e precisou continuar a viagem a bordo da mini van do pai da noiva ao lado da moto e dos presentes dos noivos.

YAMAHA XT600Z TÉNÉRÉ

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Se há uma moto dos anos 80 que freqüenta os meus sonhos, essa moto é a Ténéré. Com certeza por eu ser um cara tão exigente pra escolher as motos que ponho em minha garagem, ainda não consegui comprar uma. Disposição pra isso não falta, eu vivo procurando (sabendo de alguma me avisa!). Mas a maioria, infelizmente, foi muito rodada, recebeu intervenções mecânicas importantes, foi repintada (qualquer tombo bobo machucava aquele maravilhoso tanque)... E essas não me enchem os olhos.
Mas enfim, não é por não ter uma Ténéré pra chamar de minha que não vou postar sobre ela, tive uma 1988 e ainda me lembro nitidamente de sua condução para descreve-la aqui.

AVENTURA: SALAR DE UYUNI E LAGUNAS BOLIVIANAS VIA ACRE

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Salar de Uyuni e Lagunas Bolivianas - Via Acre
1ª Parte – São Paulo-Acre


A viagem de São Paulo ao Acre é tranquila apesar da distância. São 3.800 km de boas estradas pavimentadas. No trecho Paulista feito pela Rodovia Marechal Rondon, apesar dos inúmeros pedágios onde moto também paga, foi onde encontramos as piores condições do asfalto e a preocupação com os radares é constante.

RESTAURAÇÃO X REFORMA

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Em uma matéria anterior, falamos das "entrevistas" a que somos submetidos nas ruas quando estamos com nossas motos antigas, e elas são realmente muito comuns,  uma das conversas mais comuns, alem do tradicional e embaraçoso "quanto vale ?" que relatamos naquele momento, é a seguinte:

- Que linda moto! Parabéns!  É restaurada?

HONDA XL250R FAZ 30 ANOS E GANHA FESTA!

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Uma grande companheira sempre merece homenagens. Ainda mais se ela abriu as portas para as aventuras, incentivou a viajar por todos os lugares do Brasil, com ela – seu companheiro, na época de apenas 15 – encarou trilhas em busca da melhor paisagem e claro entrou para o mundo das duas rodas.
Seu dono é Diego Rosa, 40 anos, que resolveu fazer uma homenagem à amiga que completou 25 anos em sua garagem e três décadas de nascimento, ou melhor: fabricação. Sua Honda XL 250R, ano 84, a quem ele chama carinhosamente de Vermelinha. “Os barcos não têm nome? As motos devem ter também” justifica o piloto...

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AVENTURA: DECEPÇÃO NA CHAPADA DOS PARECIS

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Em 1983 fomos pra Manaus, eu com a minha gloriosa XL 250 e meu irmão com sua DT 180 equipada com um tanque de combustível maior de fibra de vidro. Na época o trecho de Cuiabá a Porto Velho tinha uns 1.400 km de estrada de terra intransitável no tempo das chuvas.