segunda-feira, 21 de abril de 2014

A PRIMEIRA VIAGEM DA DNA. ROSE


Lendo o excelente post sobre a Yamaha DT 180 lembrei-me da primeira viagem da minha esposa pilotando uma motocicleta.
Um pouco antes do lançamento da DT 180 a Yamaha lançou a TT 125 e eu comprei uma pra minha esposa que nem sabia andar de bicicleta. Depois de um treinamento inicial intensivo e alguns passeios curtos sem habilitação ela tirou sua esperada e tão desejada carta. Foi quando comprei minha primeira DT 180. Aquela vermelhinha linda de morrer. 




O Victor, um médico argentino meu vizinho, e o Lupércio, seu colega de trabalho da mesma equipe de anestesistas tinham DTs  e nos convidaram pra um churrasco em São Sebastião.
Suas esposas já estavam na praia e nós iríamos no sábado levando o material do churrasco do domingo e resolvemos descer a serra pela Estrada da Petrobras para conhecê-la e colocar as nossas trails pra trabalhar.
A TT 125 era a única que tinha bagageiro, então a Rose ficou incumbida de levar o carvão, a carne e os utensílios para o preparo do churrasco.
Na época a coragem da patroa era muito maior que a habilidade e lá fomos nós pelo asfalto até Salesópolis, meu irmão, o Victor, o Lupércio e eu com as DT 180 e a Rose, amaciando sua carta, com a TT 125, cada vez mais animada por estar conseguindo acompanhar, sem dificuldade, o ritmo dos marmanjos. Entramos na estradinha de terra da Petrobras com muita pedra solta de todos os tamanhos e prosseguimos agora num ritmo bem mais lento compatível com as suspensões das DTs mas um pouco alto para as suspensões da TT e da habilidade da piloto.
A Rose que não tinha nenhuma experiência no off-road e com a moto carregada, empolgada com a nova aventura tentou acompanhar a turma e já na primeira curva comprou um terreninho que pagou com um dos espelhos retrovisores. Obviamente diminuímos a tocada e chegamos a São Sebastião no começo da tarde depois de mais alguns tombinhos da patroa, felizmente sem consequências. Quando a convidamos para conhecer a Praia de Castelhanos em Ilha Bela depois do almoço ela retrucou: daqui não saio daqui ninguém me tira.



A volta no Domingo foi outra aventura. Depois do churrasco a saída foi sendo protelada e quando resolvemos pegar a Rio-Santos que na época ainda tinha alguns trechos pela praia e inúmeras pontes estreitas de madeira já começava escurecer e a Rose pagou todos os seus pecados. Apesar de tudo ela sempre recorda desta primeira viagem com muita alegria e não se arrepende de ter encarado o desafio. Outros grandes desafios vieram e ela sempre foi uma heroína, ora pilotando, ora na minha garupa.

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