terça-feira, 29 de abril de 2014

HONDA CB400

Convido o leitor a fazer uma viagem ao tempo:  Imaginar-se bem no comecinho dos anos 80, importações fechadas ha 4 anos, as motos "grandes" importadas se deteriorando, quebrando, sofrendo da falta de peças e principalmente, perdendo prestigio rapidamente, pois já eram superadas no exterior e aqui eram "modelo antigo e descontinuado".  Eis que neste cenário surge, produzida no Brasil (muito embora apenas 15% nacionalizada) a noticia do lançamento da CB400. Apesar de ter apenas 2 cilindros e gerando algum descontentamento  dos "órfãos das four" dos anos 70, a CB era moderna, estava em linha na Europa e USA, era fabricada no Japão, trazia desempenho excelente para aquela época.





O sucesso foi enorme, a moto era linda!  trazia muitos cromados e um acabamento digno das "motos grandes importadas", banco em dois níveis, rodas "Constar", para-lama, escapamento, amortecedores, guidão e espelhos cromados, freio a disco hidráulico na dianteira,  painel completo, partida elétrica.


Com dois carburadores, dois cilindros paralelos, 3 válvulas por cilindro (2 de admissão e uma de escapamento) e 40 cv de potencia e 3,2 kgf.m de torque a CB não fazia feio, tinha velocidade máxima de cerca de 160 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos. 


Mas desempenho não era tudo que a CB400 tinha a oferecer, o apelo era muito maior para o conforto e principalmente o prestigio oferecido aos abastados compradores.

A CB400 permaneceu no mercado por incríveis 14 anos, recebendo modificações estéticas e mecânicas ao longo de sua vida:

- Em 1981 surgia a CB400II - pequenas mudanças apenas, como guidão mais alto, duplo freio a disco dianteiro - e claro, novas cores.

- em 1983 a CB perdia as rodas "Constar", e em seu lugar rodas de alumínio com 6 raios eram apresentadas, o para-lama dianteiro deixava de ser cromado e passava ser pintado na cor do kit da moto.

- no final de 1983 a Honda, atenta aos anseios de seu consumidor, já tinha evoluído os freios, o conforto, o visual da maior moto em linha daquela época, resolveu acrescentar desempenho, elevando a cilindrada na mesma proporção que o prestigio,. Era apresentada a CB450. Alem do aumento da cilindrada (consequentemente potencia e torque), a moto passou a ser oferecida em versões.

A Custom, privilegiando conforto, exibindo cromados, guidão alto.

CB450 Custom



E a Esporte, que como o nome diz, tinha apelo mais esportivo, menos cromados, motor pintado de preto, pequena carenagem de farol (de função estética apenas), guidão mais baixo e regulavel, lembrando muito as grandes CB de 4 cilindros japonesas daquela época.

CB450 Esporte

Algumas mudanças mecânicas, como o freio a disco traseiro, radiador de óleo, pisca-alerta, marcador de combustível e o farol quadrado passaram a fazer parte da linha neste momento.

No entanto, a CB400 não havia saído de linha, permaneceu por mais cerca de 1 ano, o modelo era chamado de Tucunaré, era uma opção mais econômica.

CB400 Tucunaré

Em 1986 - talvez a mais rara, mais emblemática, mais bonita e certamente mais desejada pelos colecionadores, a versão especial de série limitada "Nelson Piquet" era lançada, nada podia ser melhor, as cores eram iguais as da Williams do Campeão.... a moto era linda!




Mas nem tudo eram flores, e com o lançamento da Yamaha RD350R em 1986 e também a Honda CBX750F no mesmo ano, todo o prestigio - alicerce que suportava a CB400/450 foi corroído.

Difícil escolha?


Perante a RD a CB conheceu um desempenho de maquinas de pista, com tecnologia de ponta, já perante a CBX a CB sentiu o peso da idade, acabamento e demais sinais de envelhecimento, sem falar na volta dos motores 4 cilindros pra destronar definitivamente a CB400/450 do posto de maior moto do Brasil.

Em 1989 a Honda ainda tentava, de alguma forma, manter a CB400/450 viva, com o lançamento da CBR450SR  cuja matéria já publicamos anteriormente.

CBR450SR
 Mas nada que se comparasse com a tecnologia e desempenho das motos concorrentes da epoca.  A partir dai, nomenclatura foi substituida, de Custom e Esporte para DX e TR, mais tarde a TR descontinuada e a DX permaneceu em linha até 1994. A CBR450SR permaneceu por mais um ano. E assim terminava a saga da CB400/450 no Brasil.



Ficha Técnica CB400


Ficha Técnica CB450


Ficha Técnica CBR450SR

Motor 4T. 447 cc, dois cilindros em linha, três válvulas por cilindro comando simples no cabeçote (SOHC), refrigerado a ar
Diâmetro e curso 75,0 mmx 50,6 mm
Taxa de compressâo 9,2: 1
Potência máxima 46,5 cv a 8.500 rpm
Torque máximo 4,2 kgf.m a 7.000 rpm
Alimentaçáo dois carburadores Keihin 31,3 mm
Câmbio 6 marchas
Transmissão corrente, pinhão 15 e coroa 43 dentes
Tanque de gasolina 14 litros (2,5 litros de reserva)
Óleo 2,6 litros
Quadro dupla trave lateral em tubos de aço
Suspensões telescópica, 140 mm de curso na dianteira e um, amortecedor – Pro-Link – 110 mm de curso na traseira
Pneus Pirelli MT 65 110/80-17 na dianteira e 130/70-17 na traseira
Freios Dois discos, pinças de dois pistões laterais na dianteira e disco fixo com pinça de um pistão na traseira
Comprimento 2.010 mm
Largura 720 mm
Altura 1.120 mm
Altura do banco 775 mm
Entre-eixos 1.370 mm
Distância livre do solo 140 mm
Peso (a seco) 178 kg

28 comentários:

  1. Como feliz proprietário de uma CB 450 DX 88 há mais de 13 anos e também por ter tido uma exatamente igual há mais de 20 anos atrás, sou suspeito para dizer que acho essa moto uma das melhores já produzidas no seu tempo. Servia para viagem, lazer e dia-a-dia com versatilidade e elegância. Seu desempenho não era o foco, mas ainda assim respeitável. Seus freios a disco garantem boa segurança. E hoje é uma ótima moto para iniciar no mundo das motos da década de 80.

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  2. História de sucesso amo minha CB 450 DX 1988. Já tive também uma CB 400 1982 .

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  3. História de sucesso amo minha CB 450 DX 1988. Já tive também uma CB 400 1982 .

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  4. As CBs são motos confortáveis, dando um baile nesse quesito em muitas motos modernas de hoje. Tenho a minha TR de 1987, na qual não vendo, não troco e não empresto. Velhinha que me deixa feliz. Seu desempenho era coerente com os anos 80, quando o limite de velocidade no país era de 80 km/h. Apesar de seu projeto ultrapassado, conforto de hoje. Mas no final de 1985(lá fora), a Honda fez coisa melhor com a mesma coisa, a CB 450 SR, usando o mesmíssimo motor, chassí moderno, que foi até o lançamento da CB 500 na Europa, 3 freios a disco. Qual moto, nua como ela, oferece hoje o mesmo conforto para duas pessoas? Dá para contar nos dedos.

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  5. E quem será o rapaz que "acostumado as importadas, subiu na 400 ansioso"? Como estará hoje?

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  6. Tive uma cb 400 82, confortável e muito segura. Seja para viagens curtas ou longas, não deixava a desejar em nada! Saudades daquela moto. Tempo bom

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  7. quanta unidades da cb 400 tucunaré foram produzidas? estou tentando encontrar essa informaçao na internet mas ta dificil. grande abraço

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    1. Lucas, se vendiam em média, 250 CBs ao mês no Brasil.

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  8. tenho 36 anos e cresci no tanque de uma CB400 83 que meu pai cmprou zero, mais tarde quando entrei na faculdade herdei essa mesma CB, hj tenho ainda essa moto e comprei uma 81 pra adaptar para o estilo café racer!!!!! amo o modelo!!!!!!!!!

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  9. Alguém se interessa em comprar uma?? Fone pra contato... Whats..14998963715... Valeu galera

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    1. Motor original... Com pouco uso... Preta e vermelha... Mais detalhes e fotos entre em contato!!!

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    2. Olá Ilton, certamente vai encontrar interessados, mas pense em publicar um anuncio de sua moto, facilita o contato com os interessados. Veja as instruções em nossa seção de ANUNCIOS DE MOTOS. obrigado, abraço

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    3. Olá vc já vendeu a sua moto? De onde vc é? Queria ver a moto.

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    4. Boa tarde amigo. Qual a sua, como ela estar, fala tudo sobre.

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  10. Tenho 60 anos e piloto desde os 9. São 51 anos de motocicletas diversas, desde as Indian, Jawa, Leonette...passando pelas "cincoentinhas" da Honda e Yamaha, já na entrada dos anos 70, depois pelas "galo" CB750, CB 400Four,CB 550F, as dois tempos, bravas, RD350 Viúva Negra, Suzukis GT380 e GT 550...tendo depois, já nos anos 80, várias dessas maravilhas, que foram as CB 400, na época. Muita saudade. Abraço aos irmãos da estrada

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  11. Pepa
    Anos 80. Saudosos anos, onde havia muito respeito. E vieram as CB400, mais exatamente em dezembro de 1979, no finalzinho do mês, com anúncio da venda destas, por consórcio. Vendi minha GT380 e dei um alto lance, tendo minha primeira CB logo no começo de 1980. E aí, tive as 1981, 82, 83 e 85. Migrei para a CBX750 pretona, em 1986, um show de moto...daí vieram as CBR 900 RR, CBR 1000 e a história ainda continua sendo contada. Espero que até meus 90 anos

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  12. Eu tive 3 CB, uma ano 80, uma 82,e uma 84,são baita moto, hoje eu tenho uma CB450E ano 83 modelo 84,e muito bom andar com ela.

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  13. Amigo que entrou em contato comigo sobre a cb vc poderia entrar en contato de novo perdi seu número e me interessei na nua moto

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  14. caras tenho uma cb 450 dx 83 preto onix, parada no sitio nao vendo nao troco e nem empresto um dia vou restaurar ela....

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  15. Algum admirador dessas máquinas poderia me ajudar comprei uma cb 1980 gostaria de saber se consigo mais ou menos saber qual foi o número de fabricação e se ela foi as fabricadas no Japão

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  16. Unkdown, pelo que ouvi, quase todas as CBs 400 de 80/81, eram motores japas, o restante sendo made in Brazil. Eram produzidas, e não fabricadas, em Manaus. Taí a diferença.

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  17. Tenho uma CB 400 ano 1981 com motor japonês e manual.
    Foi restaurada pelo melhor restaurador da redondeza. Ficou do mesmo jeito que ela saiu da fábrica.
    Tenho 35 anos e sou apaixonada por motos antigas. Novas, tbm. É claro!
    Tive 3 RD's 350 (só vendi a última por motivo de saúde), tenho 1 GB 400 ano 1981. 1 RX 180 ano 1982. Tive uma COR 350 ano 1990 em estado de zero. Toda elas reformadas pelo mesmo rapaz, que reforma motos de colecionadores.
    Mas, infelizmente, terei de vendê-lá.
    Quando vendi as RD's, me eu um aperto no peito... Com a XLR, tbm.
    Mas, tudo bem. Cuidando da saúde eu compro outras, depois.

    Se alguém tiver interesse, me chama no Whatsapp: 032988106001
    Obrigada!

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    1. Caro Anonimo, lembrando apenas que temos uma área exclusiva para anúncios, onde podem postar fotos, detalhes e etc.

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  18. Tenho 22 anos , tenho uma cb 400 82 , moto incrível , forte confortável , e dá muito PAL nas novas por aí , muito boa a moto , tive meio resseioso por pegar ela , divido as pessoas que dizem que é velha , as peças são difíceis e etc . Não tem nd haver , peças tem ,tem mão de obra , . Não me arrependo a moto é muito boa , ela tem 34 anos e ainda chama muito atenção , principalmente para os bonitões que param de moto novinha do lado de achando e come poeira kkkkk .

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  19. Tenho uma CB400 82 desde zero e é isso mesmo que o colega de 22 anos falou. Paro no semáforo e os carinhas com motos zero se achando. Ficam se achando sim, mas na poeira!!kkkkk!! Moto muito resistente e confortável. A manutenção é fácil de encontrar peças e sou eu mesmo que me divirto fazendo. Um forte abraço a todos os apaixonados pela GRANDIOSA CB400.

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  20. Tenho uma CB400 1981 exatamente igual à da primeira foto, com 28.000 k. rodados. É minha há 25 anos e nunca tive problemas com peças ou mão de obra, mesmo porque ela não quebra. Um grande abraço por todos os aficcionados pelas 400 dos anos 80.

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  21. VENDO OU TROCO,,,, Olá uma Boa noite a todos, tenho uma CB 400 II Modelo policial toda restaurada com 26mil KM original entre em contato preciso de uma kombi urgente ou 12 mil eu vendo a moto contatos ou zap (16) 98834-2693 Jorge sou de Ribeirão Preto mando pelo zap fotos e vídeos da moto.

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