terça-feira, 1 de abril de 2014

HONDA XLX250R

Normalmente a chegada de um novo modelo desperta curiosidade do público e logo ele se transforma em objeto de desejo de um grupo. E não foi diferente com o lançamento no Brasil da XLX250R no segundo semestre de 1984, a moto era a evolução da XL250R, modelo de grande sucesso na época. 
No entanto o que veio a seguir é que foi fora do normal, o público, que tinha aceitado bem a XLX, logo começou a reclamar de seus defeitos e a comparação inevitável com o modelo anterior se fez cada vez mais freqüente. 10 em cada 10 motociclistas, preferiam a XL250R à XLX250R. Isso fez a fama da "japonesa" como é conhecida a XL crescer e deu trabalho pra Honda arrumar a casa, várias modificações foram feitas na XLX nos primeiros anos de produção, tentando agradar a este público que já começava a demonstrar-se exigente!  

Felizmente com o tempo tudo se acalmou, a XLX250R permaneceu em linha por quase 10 anos.



A XLX, quando lançada era, como disse anteriormente, uma evolução da XL250R importada do Japão  (montada em Manaus) que estava no mercado desde 1981, a evolução era principalmente no motor e alimentação, seguindo a tendência mundial da família "XL" - o motor continuava a ter 4 válvulas, mas ela foram dispostas radialmente na câmera de combustão, favorecendo a queima do combustível e fazendo com que o motor pudesse atingir rotações ligeiramente mais elevadas. Esse sistema a Honda nos apresentou sob a sigla RFVC - Radial Four Valve Chamber. 



 Até aí tudo bem, o "pecado" veio da alimentação escolhida, ao invés de um carburador como anteriormente, a XLX recebeu um carburador duplo de corpo duplo, praticamente 2 carburadores ligados por apenas uma cuba (solução igual a Yamaha adotou na XT600Z Ténéré poucos anos mais tarde). (informação retificada em setembro de 2017 - após alerta do leitor Geraldo - HT Motos - no campo de comentarios. Geraldo,obrigado pela correção!!! )   Esse carburador e o novo motor ofereciam um desempenho muito superior ao que os usuários da XL250R estavam acostumados, principalmente em altas rotações, retomadas e velocidade final, o motor nitidamente "respirava" muito melhor. No entanto, o "encanto" da XL250R era seu torque disponível nos mais baixos giros, fazendo com que fosse muitas vezes chamada de "tratorzão", esse torque muito mais importante do que potência quando falamos de uso em trilhas, e aí a XLX deixava a desejar.  Sem falar na difícil regularem do carburador de corpo duplo e nas engasgadas que a moto dava (principalmente nas retomadas em baixa rotação - comuns em trilhas) e da dificuldade em fazê-la pegar novamente depois de cada engasgada. No visual não houve grande mudança, apenas adesivos, cores, alguns detalhes como painel que continuou com 2 instrumentos redondos, mas ganhou novo grafismo no fundo... O que foi uma pena, pois no exterior, a mesma moto já recebia farol quadrado, tanque de maior capacidade em formato de vulcão, banco envolvente. 
Tudo que a Honda tinha agradado quando trouxe em 1982 a XL250R - exatamente igual a lançada la fora, deixou cair neste segundo momento, quando começou a distanciar-se do que se fazia no exterior. (como exemplo, abaixo a XL250R 1986 com farol quadrado e a espetacular pintura vermelha em seu motor, transbordando esportividade - na foto aparece do lado da irma maior, XL600R que infelizmente nunca foi comercializada por aqui)


aqui era assim...:

Mas na questão mecânica, a Honda reagiu, e apresentou em 1997 a XLX250R com apenas um carburador, solução que manteve-se até que se encerrasse a fabricação deste modelo em 1993. Com um carburador apenas (venturi de 30 mm ao invés do venturi de 28 mm da antiga XL250R) o problema dos engasgos da carburação e do mal humor dos usuários foi sanado, dai em diante a Honda cuidou basicamente de atualizar seu grafismo até os últimos dias.


Comparando seu desempenho com Honda XLX350R, Agrale Dakar 30.0 e Yamaha DT180N:


Hoje, podemos dizer que as XLX250R de carburador de corpo duplo são mais "desejadas" por colecionadores do que as mais modernas, apesar dela ter sido "a problemática", era a de maior desempenho (e como andava!), e quando bem regulada dava muito prazer ao seu condutor.  Acabou tornando-se uma raridade, e como tal, muito disputada.





10 comentários:

  1. Na Realidade Não Entendo o Motivo Para a Honda Ter Trocado o Motor na XLX , Que Fora isso , é a Mesma Motocicleta .

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  2. Estou comprando uma xlx 250r 1983 com carburador de twister moto impecável , por míseros 1400 reais

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  3. Tenho uma 1989 com 23mil km estou vendendo com dó é uma motona super conservada troquei a relação recentemente e era original ainda sou de SP tel 963495783 tenho fotos

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  4. Tenho duas XLX 250R uma 1986 e outra 1987, muito boas, andam muito!

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  5. A informação sobre o carburador duplo está incorreta, são duas cubas, diferente das XT's e Tenere's, estas sim com apenas uma cuba.

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    1. Caro Geraldo, muitíssimo obrigado pela correção. O texto já foi revisado. É justamente o elevado nível técnico de nossos leitores que vem tirando o MC80 do lugar comum! obrigado!
      Abraço,

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  6. Olá gostaria de uma opinião de alguns de vcs tenho uma motoka ML 86 e tô com um projeto de coloca uma MOTOR desses aí, mais tô em dúvidas qual sério o melhor MOTOR pra coloca na minha motoka e só pra mim desfila com a minha motoka nos finais de semana mesmo.

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  7. Tenho uma 1192 vermelha , é uma maquina

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  8. ALGUEM SABE SE O MOTOR DA XLX 250R E A MESMA DA XR250R

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    1. Olá Luis, tudo bem?
      Os motores da XLX250R e da XR250R não são iguais, apesar de basearem-se na mesma arquitetura apresentam diferenças importantes, como por exemplo: o diâmetro x curso da XLX250R 1988 é de 72,0 x 61,3 mm - gerando 25hp enquanto a XR250R do mesmo ano tinha diâmetro x curso de 73,0 x 59,5 mm - gerando 30hp. abraço

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