terça-feira, 19 de agosto de 2014

MZ250 RSJ

Esqueça tudo que conhece sobre motocicletas! A lista de "esquisitices" da germânica-brasileira MZ250 é interminável!

Fabricada pela FBM - Fábrica Brasileira de Motos, no RS a partir de 1984, usando tecnologia da fabrica alemã (da alemanha oriental!!) MZ - Motorradwerke Zschopau - que herdava tecnologia das DKW!


Pra começar o pedal de partida fica no lado esquerdo (por favor, não me pergunte o porque disso), os comandos para acender o farol estão não como conhecemos, nos "punhos de luz", ficam no centro do painel, junto a chave de ignição, obrigando o piloto a tirar a mão do guidão para ter acesso ao farol! Seu motor de ciclo 2 tempos refrigerado a ar e 250cc desenvolve apenas 21cv (os motores de ciclo 2 tempos normalmente produzem o dobro de potência do que motores 4 tempos de mesma cilindrada e configuração semelhante - numero de cilindros por exemplo), cilindrada inferior a da XL250R, uma trail de 4 tempos.  Como referencia, uma RD350R com 350cc e 2 tempos, produzia naquela época 55cv, e uma simples RD135Z, com metade da capacidade cúbica da MZ250 produzia exuberantes 18cv, A Agrale Dakar 30.0 produzia 30 cavalos com apenas 200cc...








Sua corrente de transmissão ficava encapsulada numa espécie de carenagem, totalmente embutida, de forma a não ter contato com o ambiente externo (poeira, chuva etc), conferindo assim maior durabilidade ao conjunto.




Durabilidade inclusive foi a palavra de ordem em todo desenvolvimento desta moto, motor de baixa potência e baixo regime de rotação, feito para durar muito! Quadro superdimensionado, cambio robusto - muito embora duro e com engates difíceis, por conta dessa robustez toda, seu peso era elevado - 153 kg em ordem de marcha (com todos os fluidos) - uma RD350 (carenada, com refrigeração liquida e muito mais potente) pesava, também em ordem de marcha 176kg.

Outra particularidade era o sistema de lubrificação do motor, diferente do padrão para motores 2 tempos, neste motor o óleo, não é misturado a gasolina antes de entrar na câmera de combustão, injetado pelo carburador. O óleo é direcionado direto pro virabrequim e de lá segue para a câmera de combustão, sendo queimado junto com a gasolina e expelido pelo escapamento!



Bem, tantas criticas a este modelo, e a pressão de concorrer no Brasil com gigantes japoneses, a fez desaparecer em poucos anos,  sendo produzidas menos de 12.000 unidades, tornando-a um modelo disputado à tapa pelos colecionadores atuais!



Encontrar uma MZ até que não é tão difícil, mas não podemos falar o mesmo sobre as peças de reposição...


Gostou de ler sobre a MZ?  conheça outras motos interessantes na nossa seção de Clássicas.

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8 comentários:

  1. e pensar que "naqueles anos", eu quase troquei minha SXT 16.5 - 1985 por uma MZ 250 RS ....rsss fiz test drive e tudo mais.... mas como costumava viajar de Lorena/SP pra Nova Lima/MG de 2 / 3 meses, acabei pegando outra Agrale, desta vez uma Elefant 16.5 - 1986... o ano era 1987.......
    Mas é uma boa moto,. um amigo meu restaurou uma e da gosto de vê-la.....
    Giancarlo

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    1. Cara, a minha história é parecida. Um vendedor da loja de Criciuma fez proposta para eu trocar minha RDz por uma MZ. Mas depois que eu fiz teste drive corri da proposta. Kkk.

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  2. Alguns modelos rejeitados na época, são apreciados por pessoas como eu como um resgate ao passado.

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  3. O motivo pelo qual a MZ 250 tem o pedal de partida do lado esquerdo, explica-se pelo fato de que era comum o uso dela com um side-car à D. Desta forma, caso o pedal do kick fosse à D, não haveria como acionar o mesmo.

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  4. O pedal é apenas uma questão de costume, dá se partida com o pé direito, antes de montar na moto. Simples assim! tenho duas uma ano 84 e outra 87

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  5. Precisso um doble e um primario de MZ 250 novo

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  6. Quero comprar peças da Moto MZ 250

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