quinta-feira, 9 de outubro de 2014

110, 120, 160... só pra ver, até quando, o motor aguenta!

Assim cantavam os Engenheiros do Hawaii no sucesso "Infinita Highway" de 1987... Humberto Gessinger talvez se preocupasse em falar na "estrada da vida" em forma figurada, mas sem duvida tornou-se um hino de uma geração, inclusive de motociclistas!

Mas por trás desses números, surge uma reflexão bem legal...  Ainda me lembro, nos idos dos 80, dirigir um carro a mais de 160km/h era um feito!  Poucos carros nacionais atingiam aquela velocidade, e nas motos não era diferente. As CB400/450 lambiam esse limite, a XT600Z Ténéré também. As recém lancadas Honda CBX750F e Yamaha RD350R, no Brasil, tentavam quebrar os míticos 200 km/h!


Será que, se lançada em 2014, Infinita Highway teria esses números?  Olhamos pra trás, e os 200 km/h já não são tão impressionantes assim, existem vários carros nacionais que superam esse número mágico, e muitas motos, inclusive pesadas big trail, são capazes de não apenas superar, como manter essa velocidade por longos trechos. Uma Hayabusa moderna por exemplo, passa dos 200km/h usando apenas a primeira e segunda marcha, das seis que estão disponíveis!!

O mercado abriu-se em 1991 e começaram a chegar as superesportivas, Honda CBR1000, Kawasaki Ninja (ZX-10) foram os ícones da velocidade, e atingiam espantosos 270km/h.  Um belo número!

No finalzinho dos "90" Honda, Kawasaki e Suzuki dispararam uma luta pela melhor relação peso x potencia x aerodinâmica jamais vista, e surgiram monstros de 170 hp que eram capazes de ultrapassar os 300 km/h, chegar próximo aos 320 km/h!  Alegria durou pouco, e os fabricantes japoneses entraram em um acordo de cavalheiros e limitaram suas criaturas a "apenas" 300 km/h.  Claro que formas de desbloqueá-las não faltaram no mercado, e os pilotos no mundo todo eram capazes de atingir algo em torno de 320 km/h com motos originais de fábrica, apenas desbloqueadas.



Ha muito cogita-se o lançamento de uma nova Hayabusa, com motor turbinado. Mas, nesse campo dos "sonhos" há muita especulação, não podemos acreditar em tudo o que lemos. O fato é que não havia mais pra onde correr, como colocar maior desempenho e potencia sem lançar mão da turbina ou do compressor! A questão era obvia!
Assim foi feito, mas quem apareceu primeiro foi a Kawasaki, com uma moto (ainda destinada apenas a pistas, mas que já mostra o caminho a ser seguido nos próximos anos) com apenas 1000cc e incríveis 300hp em um motor sobrealimentado (compressor)...

Com ou sem o bloqueio eletrônico de velocidade, não precisamos fazer muitos cálculos pra imaginar o potencial dessa nova geração que vem surgindo...

Qual a sua aposta?  Veremos velocímetros apontados pros 400 km/h nos próximos anos?  Será que os pneus estão preparados pra suportar tamanha força centrifuga? quais serão as motos desejadas, icônicas, daqui a 30 anos?

Qual será o limite? e quando ele aparecerá?





3 comentários:

  1. É, o tempo vai passando, as coisas melhorando(um pouco), e nós ficando "velhos".
    Uma CB chegava a pouco mais de 160 reais, mas nem é preciso muito, pois andar a 120 km/h com ela é terrível, um sofrimento de motor e piloto. O motor passa a gastar pra caramba(média de 14/15), mais que uma Bandit 1250, e sofre demais, sem ser um tipo projetado para altas rotações. Mas está tudo aí, gravadinho.

    ResponderExcluir
  2. É, o tempo vai passando, as coisas melhorando(um pouco), e nós ficando "velhos".
    Uma CB chegava a pouco mais de 160 reais, mas nem é preciso muito, pois andar a 120 km/h com ela é terrível, um sofrimento de motor e piloto. O motor passa a gastar pra caramba(média de 14/15), mais que uma Bandit 1250, e sofre demais, sem ser um tipo projetado para altas rotações. Mas está tudo aí, gravadinho.

    ResponderExcluir
  3. Quando eu tinha 4 anos (1973) fiquei louco por entrar num Porche em Pinheiros e seu velocímetro ia até 320Km/h. Pude pregar o pé de v8 ford, v12 BMW, v6-biturbo, viuva rd, galo e 1000 esporte, colei vdo nesses citados (mas caguei da violência de uma rg500gamma, admito). Minhas atuais condições e objetivos de vida são outros, mas tenho vontade de dar vdo nas primeiras busas douradas, em que o velocimetro vai até 350 km/h, mesmo que necessite up-grade. Garanto aos leitores que veiculos potentes antigos, a adrenalina é muito maior por EXIGIR BRAÇO, dá um P*** tesão.

    ResponderExcluir