quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Aventura: A Quebrada do Cozinheiro




Voltando do Atacama na minha viagem solo de 2001 ao descarregar a moto no estacionamento do Hotel em San Juan encontrei o cozinheiro que acabava de chegar com a sua moto. Papo vai, papo vem, depois de todas aquelas perguntas de praxe, quanto custa no Brasil, e na Argentina, quantos cavalos tem, qual o consumo, etc, o gaúcho perguntou qual era o destino do dia seguinte e eu mostrei no mapa da bolsa de tanque o roteiro que pretendia fazer para Santiago Del Estero.


Grande conhecedor da região ele sugeriu que eu fosse pela RP 510, uma quebrada que encurtaria muito minha jornada, não era rota de caminhões e o visual era incrível.

Fui pro quarto e depois daquela ducha maravilhosa, enquanto esperava a abertura do restaurante pro jantar, refiz meu roteiro no GPS que pareceu bem interessante.

No dia seguinte sai cedinho de San Juan e a uns 60 km da rodovia federal RN 141 encontrei a saída da RP 510, a “Quebrada do Cozinheiro”, que cortaria caminho para Santiago Del Estero. 

Era uma estradinha asfaltada muito estreita, sem acostamento que serpenteava entre as pequenas elevações com uma vegetação que lembrava muito o nosso cerrado mato-grossense.

Muita terra na pista arrastada pela chuva e a impressão que dava era de que muito pouca gente passava por ali.

Depois das primeiras curvas naquela estradinha perdida no interior argentino veio a mente a imagem do jovem cozinheiro tomando uma cervejinha no bar da esquina depois do jantar e comentando com os amigos sobre a viagem que o brasileiro estava fazendo e contando da sugestão que tinha dado sobre o roteiro do dia seguinte. 

A luzinha de alerta começou piscar na cabeça do “macaco velho”. 

Seria um lugar perfeito para um assalto e já fui imaginando uma caminhonete me esperando depois da próxima curva.

Voltei imediatamente para a estrada principal e resolvi continuar pelo caminho mais longo mesmo. 

Nem é preciso explicar a falta de fotos da quebrada do cozinheiro!


Na foto acima a Gloriosa tirada por um motociclista catarinense que também voltava para casa e nos conhecemos na aduana do Paso do Cristo Redentor no dia anterior. 


2 comentários:

  1. Seguro morreu de velho, já dizia o ditado..!!!

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  2. Josenildo Ferreira3 de janeiro de 2016 15:22

    Acho que este é o maior desafio de uma viagem solo.

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