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ARQUIVO: TÉNÉRÉ x DOMINATOR

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Outra vez no ringue: Honda e Yamaha!  Invadimos um pouco a década de 1990 hoje, pois esse duelo aconteceu em junho de 1992, e foi publicado na revista MotoShow!

Se a Ténéré já era uma velha conhecida, testada, aprovada, aclamada pelos brasileiros, a Dominator entrou com a abertura das importações em 1991, tinha um estilo mais moderno, mais urbano e menos "dakariano"... tanto que seu nome leva a sigla NX e não a guerreira XL.

Mas haviam semelhanças técnicas, e muitas, isso torna o comparativo muito válido!


A Ténéré estava também em seus últimos suspiros aqui no Brasil e logo seria substituída pela XT600E - perdendo o Z do nome, perdendo o tanque e todo o apelo "dakariano" e se tornando uma forte moto urbana, a exemplo da Dominator! A tendência dos anos 90 era justamente essa:  a adaptação das off-road para uso urbano / estradeiro, era nosso adeus às Dakarianas, às XLs...

Nas próximas páginas voce acompanha na íntegra esse teste comparativo, como sempre em nosso sit…

As duas mochilas do motociclista...

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Viajar de moto é, e sempre foi, uma atividade muito gostosa, conhecer lugares diferentes, manter contato com a natureza, fazer parte da paisagem e não apenas vê-la através de uma janela, sentir cheiros, temperaturas, chuvas, temporais, cruzar com animais das mais diversas espécies, fazer amigos, curtir o trajeto e não necessariamente o destino, assim é e sempre foi -

Se é um site de motociclismo, disso todos sabem,né?! você ta literalmente "chovendo no molhado", resmungou um abusado lá do fundo da sala...

... Ops! tá bom...parei...Era pra ser só uma introdução...

Se hoje em dia arrumar a bagagem em uma moto é uma tranquilidade, tamanha a oferta de acessórios, malas, cases, bolsas, alforges disponíveis, dos mais diversos materiais, fibra, plástico, alumínio, tecido, nylon, emborrachados, impermeáveis ou nem tanto...

Anúncios de Época!

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A primeira vista é uma delicia ver esses anúncios incríveis - Pura recordação!  Quanto tempo passamos "namorando" uma propaganda dessas, olhando detalhes, sonhando, até chegar a comprar - ou que não compramos e nunca deixou de ser um sonho - isso pouco importa!  Os anúncios tem essa magia, de nos transportar de volta aquele momento incrível!

Más, além disso, são uma fonte fidedigna de detalhes para restauradores, pois na foto do anúncio a posição dos adesivos, o acabamento dos manetes, espelhos, banco, cores, faixas, cromados, refletivos, a cor daquele pedalzinho que você estava em dúvida... tudo está lá! e na maior perfeição!  Basta ter a sorte de que a foto do anuncio reflita aquele lado da moto que você quer ver...

Tradição ou Tecnologia? (óleo 2 tempos)

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Ahhhhh... moto 2 tempos é uma delicia, não é mesmo?

Estridente, respondona, cheia de personalidade... Sem dúvida as motos 2 tempos são uma espécie em extinção e, em sua imensa maioria - altamente colecionáveis, valorizando-se dia a dia.

No entanto, o cheiro e a fumaça, embora façam parte do "pacote 2 tempos anos 70 e 80", não agradam a todos, principalmente as garupas reclamam de ter os cabelos impregnados por aquele cheiro - que nós homens, entendemos como perfume, até afrodisíaco segundo alguns já comentaram...

Além das garupas "reclamonas", há um outro fator que nos remete a uma reflexão mais profunda: a carbonização dos motores e escapamentos, isso... Os motores 2 tempos, por queimarem o óleo juntamente com o combustível durante a combustão - geram uma carbonização excessiva no cabeçote e no escapamento, e deve fazer parte de sua manutenção periódica a descarbonização de ambos.

É bom sonhar...

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Essa é a história da minha oldtimer, uma Honda XL 600 RM de 1987. Escrevo sobre minhas experiências com ela, como a razão e motivação de procurá-la, assim como as dificuldades, a paciência e persistência necessária para obter o sucesso e a alegria de encontrá-la, com o simultâneo começo das dificuldades de restaurá-la. O prazer de vê-la dia a dia melhorado, e também reconhecer o perigo de se tornar um perfeccionista... 

Tenho dicas de como fazer o metal se tornar novo, cuidados quando lixar e polir alumínio, quais os produtos que dão resultados, como colar adesivos, tirar ferrugem e pintar peças e principalmente experiências com os erros que se devem evitar, dicas de como encontrar peças em outros países, do que se aconselhe comprar e do que se deve de preferência tirar as mãos. Faço um comparativo com a XLX 350 R, o que a Honda do Brasil na época também poderia ter herdado dela e o que conseguiu fazer melhor (isso mesmo, muitos detalhes a Honda da Amazônia caprichou...). Como é dirig…

As XL que você nunca viu.

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Oras!  O titulo deve estar equivocado!dispara o leitor afobado...

Espera ai!  Antes de correr no campo de comentários e digitar:

- Essa moto eu já vi, amigo meu tem uma, você mesmo, Diego, tem uma na sua coleção...

Olhe com atenção... apesar da incrível semelhança estética, essa moto não é a XL250R, tao querida do brasileiro.  Trata-se da XL500R, dobro de cilindrada, aro dianteiro de incríveis 23 polegadas! - por outro lado, tem muitas peças em comum com nossa querida XL250R, herdeira de sua robustez!

VIDEOS - COMERCIAIS DE TV - ANOS 80 - de motos, é claro!!

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Pessoal
Garimpei no youtube alguns comerciais legais da década de 1980 - de motos é claro.
















Dignidade na hora da venda!

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O que me motiva a escrever essa postagem é a grande quantidade de anúncios que recebemos mensalmente para publicar e também muitos anúncios que vemos publicados em websites de circulação centenas de milhares de vezes maiores do que este, como por exemplo o www.moto.com.br.

Preparei algumas recomendações simples que, com absoluta certeza, vão, não apenas valorizar a sua motocicleta na hora da venda, como vão atrair maior numero de compradores.

Pode parecer obvio, mas apesar disso, muitos dos anúncios chegam aqui com fotos borradas, motos fotografadas no fundo da garagem, balde ao lado da moto, papagaio, suja, empoeirada...  Poxa!  custa colocar a moto pra fora, dar um belíssimo banho nela, fazer brilhar, escolher um local bonito do bairro, uma vista bonita da cidade, esperar um horário de sol apropriado (primeiras ou ultimas horas do dia) e bater a melhor fotografia?  um pouco de cera ajuda também viu!?

Um homem de palavra e mais uma clássica na garagem

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Sabe aquela história: "quando for vender me avisa"? Todos nós já estamos cansados de ouvir, não é mesmo?!

Todos acham linda a moto, e na hora que você quer realmente vendê-la aparecem as desculpas:

- poxa! agora? nossa! acabei de comprar um terreno!  ou então:

- ahhh! troquei o carro da minha esposa semana passada, que pena!

E ai, você descobre que dos 100 que queriam sua moto, ninguém a quer realmente, ou acham caro, ou eram "entusiastas de araque"...

Mas a história que trazemos hoje teve um final diferente.  Uma série de coincidências fizeram isso acontecer, dizem que o "universo conspira", uns acreditam, outros não.  Mas, se o papo é moto, vamos a ela.

Ação entre amigos e meu sonho

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A vida de motociclista apaixonado e que gosta de viajar sempre revela surpresas interessantes. Elas podem acontecer ao parar em lugares até então inéditos para você e conhecer outras pessoas ligados ao mundo das motos. Na semana passada estava a trabalho em Bragança Paulista, aqui pertinho de Atibaia, e tive uma dessas surpresas bem legais. A primeira delas foi conhecer o Alessandro Hernandes, da Lê Motos, um mecânico que cresceu dentro de uma oficina e seguiu os passos do pai. Ouso dizer que ele é "um cara que respira motos" e em nosso papo de quase uma hora mostrou grande respeito e amor por essas máquinas fascinantes.
Foi a primeira vez que entrei na sua loja/oficina. Algumas motos antigas no grande saguão e uma velha DT 180 pendurada na parede chamam atenção.
Porém o mais legal foi uma linda Yamaha DT 180, ano 83, reluzindo ao lado de uma moderna BMW.
Como uma capsula do tempo aquele motor 2T de apenas 16 cavalos (e torque quase irrisório de apenas 1,74 kgf.m que, para …

A carta de um leitor

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A internet, quando bem utilizada pode fazer coisas incríveis!

Transcrevo abaixo o e-mail que nos enviou o leitor Victor Gellert, que é um excelente exemplo disso, e, de quebra traz um pouco de historia da "nossa" XLX350R  e fotos maravilhosas de uma XL que pra grande maioria dos brasileiros é desconhecida, a XL600RM...


De Senna a Hamilton, herois da F-1 sempre tiveram seu amor por motos

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Texto de Roberto AgrestiPublicado originalmente em UOL em 03/10/2017
Amor dos pilotos da Fórmula 1 por motocicletas é caso antigo. "Escapadinhas" ao guidão em busca de uma emoção inédita, radical e diferente daquela vivida nos cockpits dos carros da principal categoria do automobilismo mundial são frequentes entre idolos de ontem e hoje.

Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet são os mais notórios  entre os brasileiros que, de maneiras diferentes, se envolveram com motocicletas. Entre os "gringos", Michael Schumacher, Sebastian Vettel e, agora, seu arquivival Lewis Hamilson tiveram e têm um "caso" com a moto.

Enquanto isso em Frankfurt...

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Nos adaptando as novas mídias, novas tecnologias...  recebi pelo Whatsapp, infelizmente não foi possível identificar a fonte para confirmar exatamente o evento e dar credito às fotos, o Whatsapp é uma maravilha, mas é um grande e rápido "telefone sem fio", que atravessa oceanos a velocidade da luz..  então, como "quem conta um conto aumenta um ponto"...  não posso garantir, mas "dizem" que é um encontro em Frankfurt que aconteceu agora, no final de setembro (2017) e, pelo que identifico nas fotos, havia uma incrível exposição também...  Pois é, se a informação é pouco precisa (por isso me desculpo), o leitor verá, as fotos são incríveis, e compensam a imprecisão.

Olhando atentamente a uma das fotos, penso ser o Distinguished Gentleman's Ride deste ano...


Hard Alpi Tour (HAT) - 9a. Edição

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A nona edição do Hard Alpi Tour (HAT), começou em Sanremo e terminou em Sestriere na Itália. O desafio mostrou a importância que os europeus dedicam as aventureiras clássicas.

TRIWAY TR 250R - UMA XLX COM TRÊS RODAS

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Publiquei aqui ha algum tempo uma matéria sobre o triciclo LAVRALE - baseado na mecânica das motocicletas Agrale.  Agora, essa matéria trás o triciclo Triway, baseado na Honda XLX250R.




Aventura: Coincidência?

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Há dias resolvi matar saudades da viagem pra Manaus que fizemos em 1983 revendo o percurso pelo Google Earth e fiquei surpreso ao ver pelas fotos do satélite que a Chapada dos Parecis, região de cerrado intransitável na época das chuvas naquele tempo, atualmente só tem quadradinhos verdes das plantações de soja. Exatamente no local desta foto (S 14°11,475' W 057°33.102'), no entroncamento da atual MT-480 com a BR-364 só existia um posto de abastecimento onde paramos alguns minutos pra foto. Neste mesmo local, hoje existe um vilarejo chamado Deciolândia. Gostaria de conhecer o Xará, provável pioneiro da região.

Os guardiões da lenda

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Recebi por Whatsapp ha poucos dias de um amigo, uma matéria interessante publicada no jornal O Globo - pelo jornalista Roberto Dutra.


Repasso para os amigos deste site, com a mensagem de observar atentamente o excelente exemplo dos apaixonados colecionadores cariocas e, mais e mais, tirar as nossas clássicas da garagem, reunir com os amigos, vivenciar o colecionismo, vestir aquele capacete antigo, a jaqueta dos anos 80 e ir pra praça, pro ponto de encontro, pros eventos, pras exposições, pro passeio de final de semana...  onde seja, mas por favor - não deixa-las guardadas escondidas!

Aos CBzeiros cariocas - meus parabéns!  excelente exemplo!  
A responsabilidade é grande!por favor, não deixem a lenda morrer!

Você levaria sua paixão para o mau caminho?

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Se existe uma motocicleta que traz a aventura em seu DNA é a BMW R GS. Boa parte dessa fama é herança pela participação no "Rali da Morte". Naquele tempo, final da décadas de 1970 e começo de 1980, a competição era mais romântica e muito mais perigosa. O fato de terminar a prova, cruzando os temidos desertos, já era uma grande vitória.
O modelo fabricado pela alemã BMW experimentou grandes momentos no Dakar entre eles a primeira vitória com o francês Hubert Auriol, em 1981, a bordo de uma R 80 GS.

EQUIPAMENTOS: LIÇÕES DO PASSADO

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Calça jeans, uma bota ou tênis de cano alto mais reforçado, jaqueta "Califórnia Racing de nylon de paraquedas" e luvas iguais as da policia rodoviária federal era o que havia de mais robusto pra equipar o motociclista naqueles tempos. Havia também alternativa de jaquetas de couro (iguais da policia, claro!) ou jaquetas jeans!   O "grau de eficiência" era semelhante!

Quem tinha muita bala na agulha,usava um capacete italiano "Nava",quem não tinha, ia pros nacionais mesmo,Peel´s ou Taurus, San Marino, Induma etc.  Isso apenas nas estradas, pois nas cidades, quase ninguém usava capacete mesmo! Todos eram muito ruins, barulhentos, entrava vento por toda parte, e o pior estava reservado pra viseira - finas, riscavam fácil, embaçavam fácil, eram difíceis de remover pra lavar...um caos comparado ao que existe atualmente!  Pilotar a noite era um festival de efeitos visuais causados pelos faróis dos carros projetados nos riscos dos capacetes!

Pelo no Peito

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Somos daqueles tempos em que "dirigir carro esportivo era perigoso e fazer sexo sem preservativo era seguro" - realmente, os carros esportivos eram brutos, os pneus tinham pouca aderência, os freios eram precários... e o sexo era, bem... não precisa explicar.

     Nas motos acontecia o mesmo.  As esportivas eram indomáveis, pareciam fios de alta tensão desencapados! e ai estava o prazer da tocada!


Cafe Racer - certeza que existe um padrão?

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O mundo muda. E muda a cada instante.

Imagine-se então tendo herdado uma linda, moderníssima, rentável, enorme fábrica de carburadores nos anos 1960 - 70.  Com os melhores e mais modernos equipamentos, fazendo uso das mais modernas ferramentas de gestão. Uma empresa enxuta, invejável, modelo a ser seguido, não havendo preocupação com o humor do mercado regional, pois exportava para todo o mundo. Visitada, copiada, invejada...   até que... de repente! O carburador extinguiu-se!

Se em algum momento o herdeiro imaginou-se não querendo mudar: - Perdeu!  como dizem na gíria!

E assim aconteceu com muitos que não mudaram, Kodak é um gigante exemplo... o que aconteceu? Eles tinham certeza de alguma coisa!



Mas aqui falamos de motos, especificamente as antigas, as de coleção - sorte nossa, nesse mundo de mudanças diárias e rápidas, elas seguem estáticas, como a frieza do metal, congeladas em um passado confortável! Mas seriam elas imutáveis?  Ou nós também temos que abrir nossas cabeças!?

Atrib…

BONNEVILLES NO COTIDIANO PARISIENSE

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Nos 2 últimos anos tive a oportunidade de conhecer o dia a dia do motociclista de Paris, não os usuários de scooters, mas os que cultivam a "lenda" Bonneville. Tenho comigo, ainda, a vontade de  possuir uma das antigas Bonnes, anteriores às mudanças comerciais e empresariais que modificaram aquele ar "meio selvagem" das Bonnes da década de 1960. Raras no Brasil, são quase comuns no cotidiano parisiense.
Seguem algumas fotos:

Somos quase trinta milhões

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Agora está fácil ser motociclista no Brasil, temos até um dia: o 27 de julho. Além disso basta virar a esquina que se encontra uma loja de peças, equipamentos e concessionárias. Mas nem sempre foi assim. Se você é leitor do Classicas80 sabe do que estou falando, mas é bom recordar. Voltar nos anos de 1970 para ter uma ideia de como era complicado ser motociclista no Brasil.
Para começar as motos eram vendidas em magazines, isso mesmo. Lojas como o Mappin tinham um setor de artigos de acampamento, bicicletas e motocicletas. Achar um capacete, capa de chuva, jaqueta ou bota específica para andar de moto era uma grande dureza. Na verdade era quase tudo na base do improviso.

Moto Tattoo

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Ao falar em motociclista, vem a mente imagens de tatuagens! Ha uma relação forte entre a rebeldia do motociclista e a arte da tatuagem.

Mas, nem todos motociclistas tatuados são aqueles gordos, barbudos, de colete de couro e tatuagens "born to ride" ou "harley-davidson" - ícones da cultura Norte Americana, que não necessariamente estão ligadas ao motociclismo brasileiro.

Estão aparecendo motociclistas de outras tribos, que usam partes de seus corpos para homenagear a companheira - motocicleta!

Alguns exemplos bem criativos que garimpei por ai...

Comprar uma clássica exige cuidados.

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Talvez o amigo leitor chegou até aqui e está pesquisando a compra de sua primeira clássica, morrendo de saudades de dar uma "voltinha de moto" e não faz isso há mais de 20 anos. Pode ser que, neste estágio da sua vida, já "quarentão" ou "cinquentão", tenha perdido o costume de adquirir veículos usados, graças às boas condições financeiras, mas agora, procurando uma clássica pra por na garagem, se veja longe do conforto de comprar um zero km por telefone e recebe-lo em casa.

     Vendo-se obrigado a exercitar mais um saudosismo - a compra de um usado!  Mesmo para quem chegou aos 50 cuidando do patrimônio e fazendo boas e inteligentes compras de veículos semi novos, as dicas abaixo serão úteis, tenho certeza, mesmo porque, quando falamos de semi-novos falamos de veículos de 3 ou 4 anos e quando falamos de clássicas, falamos de motos de 30 ou 40 anos - uma larga diferença!

     Revendo o passo a passo da compra de um usado, e incluindo os cuidados adic…

Meio milhão de amigos aqui em casa

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Você ficaria feliz de abrir a porta da sua casa e receber meio milhão de amigos? Pois é isso que o Motosclassicas80 comemora nesta semana: atingimos meio milhão de visualizações. É um número bem modesto se comparado às quantidades astronômicas atingidas por vídeos de celebridades na internet. Mas aqui, como diz lá no título, são visitas especiais, são os amigos das motos clássicas. Gente que curte o motociclismo à moda antiga, àquele que sempre vem regado a um bom bate-papo. Seja sobre mecânica, estilos de motos, desempenho, viagens e até alguns "causos" típicos das estradas. Motociclistas que se apaixonaram por essas incríveis máquinas de duas rodas que nos faz viajar na estrada e também na tela do computador ou do smartphone.

O PAPO COM O FRENTISTA!

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Já falamos anteriormente das "entrevistas" que inevitavelmente damos quando saímos com as clássicas pra um passeio, este que vou relatar aqui é apenas mais um deles, mas aconteceu dias atrás e foi bastante divertido!

Sai na realidade pra trabalhar, mas a Agrale estava na reserva do combustível e resolvi abastece-la.
Frequento um posto distante, por conta da gasolina Pódium que gosto de usar nas antigas. Fui até lá.

Chegando no posto, desci da moto, abri o bocal do tanque e o frentista começou a encher o tanque.  Antes da entrevista, um comentário meu:  Caramba, parece um carro... R$ 70,00 de gasolina num tanque de moto?! vai ter tanque grande assim lá longe!...sorte que dura um tempão!
Mas, seguindo com a historia, ele começou a abastecer e notei que ficava olhando no tanque, procurando pela marca. (obs..: a marca da Agrale está estampada, bem grande, no tanque perto do bocal).

A Ilha da Fantasia!

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Junho, frio no hemisfério sul, ficamos encolhidos, enquanto o pessoal lá do outro lado do mundo sacode a neve que cobriu suas casas, ativa suas motocicletas e vai curtir o sol que volta a brilhar, diferente do Brasil - tropical por natureza - a maioria dos povos do hemisfério norte tem que aproveitar o verão ao máximo, pois o inverno os castiga com força!

Paraíso esquecido

Um ilha, praticamente esquecida, gelada no inverno e nem tão quente no verão, não é daquelas ilhas que o leitor está imaginando, com coqueiros, praias de areia branca, paisagens paradisíacas... Não não, nada disso, uma ilha sombria, com escarpas, mar agitado, gelado durante todo o ano.

Paraíso fiscal?

Podia até ser, mas lá atrás, quando "fundamos" essa sociedade chamada Motos Clássicas 80, combinamos de não misturar assuntos de religião e politica aqui, lembram-se?  pois é, faz parte do estatuto, está lá no capitulo iv, paragrafo 4.  basta consultar... então, apesar do assunto estar em alta, essa hipótese nã…

Dá pra emprestar?

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Qual dos amigos que tem algumas motos antigas em casa que já não se viu na saia-justa quando recebeu algum conhecido em casa e pediu pra dar uma voltinha nelas?

Poxa, voltinha?

Mostrar a coleção é legal, dar partida, exibir uma a uma suas relíquias, falar delas, cada qual com sua historia... mas o tema de emprestar ou dar uma voltinha é sempre mais complicado.


ARQUIVO: RANDY MAMOLA NUMA AGRALE???

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O leitor habitual, ao ler o título da matéria deve imaginar que este editor bateu com força a cabeça no ultimo tombo de moto!!  Pois é, mas nada de bater cabeça, você leu certinho: Randy Mamola realmente acelerou uma Agrale Dakar 30.0 e quer mais?

...vendi e me arrependi!

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... apareceu uma oportunidade, a XT600 estava novinha e eles aceitavam a XLX350R na troca, tinha rodado apenas 600km com minha XLX, ia fazer a primeira troca de óleo, nunca tinha andado na terra com ela, mas naqueles 600km a paixão por aquele modelo já havia despertado em mim... mesmo assim, como a oferta da troca era boa e não havia espaço na garagem para as duas motocicletas naquele momento, a troca foi feita.

30 anos em 30 minutos

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Veja como um curto passeio numa moto clássica é capaz de reviver o passado. Em uma tarde de sábado subimos os morros de Atibaia (SP) para matar a saudade de rodar nas Honda XL dos anos de 1980 da coleção do Diego Rosa. Eu fui com a XL 125, ano 1987; o Diego com a sua XL 250, ano 1984 enquanto o Alexandre Leonard encarou a XLX 350, ano 1988. Para o Alexandre foi a chance de reviver a emoção da compra de sua primeira moto, uma XLX 350 no final dos anos de 1980.

Apesar do curto passeio, Alexandre nos presenteou com seu relato emocionante e uma visão muita clara do motociclismo atual e o antigo, uma visão que gostaríamos de dividir com os amigos e leitores do Clássicas80.


Passo a Passo da PLACA PRETA

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Muito falamos aqui da Placa Preta, a valorização do veiculo de coleção, seu reconhecimento, as exigências, a pontuação, os cuidados, mas quase semanalmente recebo e-mails questionando:  
Como consegui-la?



Este post, a partir da próxima semana ficará fixo na parte superior do menu, desta forma com acesso bem simples e fácil, espero que seja localizado de maneira mais simples pelos amigos que desejam colocar a placa preta em sua primeira motocicleta (o procedimento é idêntico para os automóveis).


A ORIGEM DAS "CAFE RACER"

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Está na moda!  isso é legal, pois as "cafe racer" são simplesmente incríveis! um visual muito ligado a cultura inglesa da motocicleta nos anos 60.



Mas afinal, porque esse nome estranho? e qual a razão das modificações?

A galinha choca (e as motos com isso !?!...)

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Outro dia fui ainda repreendido por tanto falar de moto, e procurando mudar de assunto lembrei-me que, aos 13 anos, meu primeiro trabalho foi como "granjeiro", sim, criava aves e para me locomover e fazer a entrega dos ovos eu tinha uma Monareta (ei..não era pra falar de motos... 😕)... ah é...



Um dos temas que mais curtia na minha pré-adolescência de "empresário-granjeiro" era justamente o período do choco, quando as patas e galinhas caipiras, interrompiam suas atividades, mudavam seus comportamentos, abstinham-se até mesmo de alimentar-se corretamente, ficavam agressivas, e focavam, unica e exclusivamente em sentar-se sobre seus ovos, dia após dia, não importando as condições climáticas, aqueles ovos eram defendidos de animais muito maiores do que elas, ignorando o medo, praticamente cegas e tendo um único objetivo em mente - choca-los!




 No caso das galinhas, me lembro claramente, eram (e ainda são) 21 dias...

As patas demoravam um pouco mais, 28 dias, mas as ve…

A Partida à Pedal

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E aos poucos a partida à pedal caiu em desuso!...

Nos dias de hoje são raras as opções de motos com partida à pedal, a enorme maioria (excluindo-se ai motos muito básicas pra frotistas) vem equipada com a partida elétrica!

Uma simples Honda Biz já tem esse item de série, na CG125 é opcional... afinal de contas é um grande conforto!

Um item bem corriqueiro hoje, tal qual é a partida na chave nos automóveis, antigamente não era bem assim...

A MONTESA NO BRASIL

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Até hoje, poucas imagens me marcaram tanto quanto uma moto Montesa, eu tinha cerca de 12 a 13 anos, começo dos anos 80, acelerava minha "monaretta" e sonhava com uma DT180... mas abastecendo em um posto de gasolina vi chegando uma Montesa.  Não sei dizer ao certo se era uma 250 ou 360, mas a vejo ainda hoje em minha memoria, como num filme:  Uma moto altíssima, pneus de cravos, tudo enorme, o barulho emitido pelo escapamento demonstrava sua força, impunha respeito... abasteceu e foi embora, fazendo mais barulho e fumaça ainda quando saiu.



Será que alguém vai curtir?

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Contava os dias para atingir 18 anos e por a mão na carteira de motorista, o fascínio era tanto que pensava em morar nos USA só pra poder dirigir aos 16 anos, muito embora, pilotasse motocicletas desde os 13 anos na cidade, não podia viajar, era um grande desejo, mas confesso que na fissura de completar os tais 18 anos, a ansiedade era tanta, que não curti o que deveria meus 15,16 e 17 anos...

Meus pais diziam, em forma de mantra que era "ideia fixa", que devia pensar em outras coisas, eu até pensava, afinal de contas a testosterona estava aflorando naquele mesmo momento, mas invariavelmente, até mesmo a conquista, passava pela gasolina e motores a combustão!

A invasão ao templo!

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São poucos os espaços onde o cara consegue, efetivamente, ficar sozinho. Desconectar-se do mundo! 

Pra quem pratica o mergulho autônomo - aquela hora que passamos ali embaixo da água, ouvindo a própria respiração, admirando a vida marinha e brincando com a diferente atuação da gravidade sobre o corpo - sabe o que estou falando, aquele é um momento intimo, de introspecção

Embora você esteja mergulhando em um grupo de 2 ou mais pessoas, o vidro de sua mascara, a água que invade seus ouvidos e a dificuldade de comunicação te colocam nessa tão especial situação!

Na moto a situação é muito parecida...

Exposição - Clássicas Off Road - Sidney Australia

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Peço desculpas aos leitores se a informação não estiver 100% correta, hoje em dia recebemos um turbilhão de informações, mas nem sempre conseguimos verificar a fonte, e infelizmente foi o caso dessas fotografias!

Em uma manha de domingo recebi, de dois amigos diferentes, quase simultaneamente, via WhatsApp, uma enxurrada de fotos de motos maravilhosas, de cross em sua maioria, clássicas, e ao questionar de onde vieram, os dois disseram que receberam em um "grupo" e se lembraram de me enviar.

Segundo consta em tal grupo, foi de uma exposição, ou corrida - que seja, um evento, de motos off road clássicas que acontecia em Sidney na Australia por aqueles dias e um amigo do amigo que lá estava (que também não consegui contato, sequer nome), enviou as fotos.  (Caro amigo do amigo, caso leia esta postagem, meus sinceros agradecimentos!)

Apesar da falta de qualidade das informações, pelas quais me desculpei com os leitores do Motos Clássicas 80, leitores que já estão acostumados e …

A historia da Yamaha XT

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Em outubro de 1975, durante o 21⁰ Tokio Motor Show o mundo conheceu, ainda que tímida e discretamente, o que viria a se tornar uma lenda!  A primeira, não de uma família, mas de uma saga, a Yamaha XT500.



Perdemos a inocência! Onde vamos parar com tantas regras?!

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Lembrar dos "anos 80" muitas vezes nos faz suspirar!

Muita coisa era diferente, o "politicamente correto" não estava tão na moda...  andávamos de motocicleta sem usar capacete, pura inocência, as vezes até portávamos o equipamento, mas pendurado no cotovelo!

Espelhos?  esses retirávamos das motos, seguíamos a "moda" ditada pelas competições...  não que estivesse certo, estava definitivamente errado! mas era assim que a coisa funcionava. E que atire a primeira pedra o motociclista daquela época que não cometeu nenhuma das "infrações" acima...

Tempo atrás, um de nossos editores Cícero Lima publicou no site UOL uma matéria falando sobre transportar cães em motocicletas. Cícero mandou muito bem e está coberto de razão!  Não dá pra misturar as coisas e levar o peludo pra passear de moto, certo?


Eu gosto das clássicas na rua, na estrada e na terra

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Sou um cara que adora a tecnologia dos smartphones, principalmente na hora de fotografar. Estou andando na rua e vejo uma moto legal, não dá outra, saco o telefone e click!!!! Assim tenho a chance de dividir com os amigos do Clássicas80 algumas imagens de modelos bem legais que vejo em nossas ruas e estradas.

Uma delas é essa Suzuki DR 650 RS, ano 1995, que vi aqui pertinho do meu escritório - na região da Paulista, em São Paulo. A moto está mesmo show, bem conservada, seu dono parece não se curvar consumismo. Se alguém conhecê-lo, por favor dê os parabéns. Eu tive uma dessas na minha garagem e lembro com saudades da sua capacidade de fazer curvas e sua robustez. O barulho do motor de arranque deslocando o enorme cilindro era outra marca registrada dessa Suzuki.

Enquanto isso...no outro lado do planeta (parte 2 - as 400cc)

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Pois é, morríamos de inveja naqueles tempos quando liamos nas revistas, e ainda sentimos essa inveja quando olhamos pras nossas coleções dos anos 80 e sentimos falta dessas motocicletas!

     Os japoneses, como contamos no post anterior, tinham (e ainda tem) um sistema de habilitação que acompanha a evolução do motociclista para lhe permitir pilotar motocicletas maiores, mas a industria foi mais esperta e provou que maior não quer dizer mais eficiente (um tapa das americanas!? talvez, mas não intencional dessa vez!).  E os pequenos foguetes de 250cc e depois de 400cc começaram a surgir.  A tecnologia incrível aplicada nesses bólidos ainda hoje, é respeitada!  Imagine naquela época!


Enquanto isso... no outro lado do planeta (parte 1 - as 250cc)

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O mundo era muito maior, sem duvida!  A distancias eram maiores, levávamos muito mais tempo para atravessa-lo, para ter noticias do que acontecia no outro lado, a população mundial no inicio dos anos 1980 era de cerca de 4,5 bilhões de habitantes, atualmente fazemos parte de uma massa de 7,5 bilhões!

O "outro lado" era distante, romântico, fantasioso.  Não havia internet para nos mostrar em instantes como são as coisas lá, raramente conhecíamos alguém que tivesse ido ao Japão, e quando conhecíamos, conversávamos por horas tentando entender, pesquisar, conhecer através de suas palavras...

O ultimo suspiro de liberdade...

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Outro dia, conversando com Tiago Songa,  organizador do evento Pé na Tábua, TT - Barra Bonita, do qual o Motos Clássicas 80 participou com Stand, falávamos sobre as motos dos anos 1980 e as que vieram depois...  Depois de trocar umas ideias, regadas por algumas cervejas, relembramos que não é apenas a idade que faz a moto ser clássica, memorável, desejada, lembrada...

DUAS GRANDES BIG TRAIL

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Na década de 90 tive a oportunidade e o imenso prazer de andar com dois ícones do mundo das big trail da época.
A primeira, uma Yamaha XT 600 Tenere, adquirida “0” km. Não me lembro do valor da compra nem da venda, mas a moto era o sonho de consumo da maioria dos motociclistas brasileiros que gostavam de uma longa viagem sem se preocupar com o tipo ou estado das estradas.  Com ela rodei 70.000 km por nossas estradas. A segunda, uma Kawazaki 650 KLR usada, comprada em Chicago com apenas 3.000 milhas por, acreditem, US$ 1.400 e vendida depois de 16.000 milhas por US$ 1.100 em Anchorage, no Alaska. Deve ser por isso que esqueci do preço da Tenere, pra não ficar mais nervoso.