quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Opção não é escravidão!

Em uma roda de amigos comentava sobre o rigor com o qual trato as motos de minha coleção (assim como a maioria dos colecionadores que conheço faz!): passeios semanais, cuidados na limpeza, troca de óleo por tempo e não por quilometragem, capas mesmo na garagem, jamais sair de dias de chuva e outras "frescuras"...  quando um deles, apontando o dedo disse que eu era escravo das motos e que aquilo não podia dar prazer!

Passados os 40 anos, não é qualquer assunto que te põe na pilha de discutir...
... dei um sorriso, entre uma e outra dose de whisky falamos sobre outras motos.  Mas confesso, fiquei matutando:  estaria eu escravizado?  "institucionalizado" por meia dúzia de motos antigas?

O fruto dessa elucubração tornou-se esse post!

"Trabalhe em algo que você realmente goste e nunca precisará trabalhar na vida" 

... é uma das máximas da administração moderna! onde os gurus procuram nos incentivar a selecionar a profissão que mais nos agrada, o que nem sempre é possível, quase nunca é. 

Mas a coleção!?  poxa, ninguém coleciona motos por acaso! Acorda numa sexta feira e decide comprar meia dúzia de motocicletas antigas pra por na garagem.  O colecionador já nasce colecionando.  Hoje coleciona motos, mas em outro momento colecionou latinhas de cerveja, moedas, selos, carros talvez, enfim, são pessoas que gostam do ato de colecionar.

Quem coleciona conserva.  Não há como fugir disso!  Caso contrario entram na categoria de acumuladores, o que é bem diferente, uma patologia a ser tratada pela psicanálise inclusive.

Não há nada que dê maior prazer ao colecionador do que apresentar a sua coleção a algum amigo, ir tirando as capas das motos, exibi-las todas sempre muito limpas e brilhantes, desafiar o amigo a escolher qualquer uma delas pra dar a partida "na primeira", uma prova inequívoca que estão sendo bem cuidadas, fazer uma piadinha com isso talvez.

Isso demanda um certo trabalho, que, seguindo a máxima que citamos no começo da conversa, não é um trabalho, é uma atividade apenas, que por sinal pode dar muito prazer a quem pratica e proporciona uma intensa higiene mental. Talvez, algo que, cultivado durante toda uma vida, venha a ser uma grande atividade depois da aposentadoria, ja pensou nisso?  Dizem que a pior coisa que pode acontecer com o aposentado, é acordar e não ter pra onde ir.  




Um comentário:

  1. Escravo das motos? Bom, se só se pode dar uma voltinha, até pode ser, pois é mesmo trabalhoso. Mas eu, com minha CB 450 TR de 1987, além dos passeios, viajo, e pra longe, pra curtir a fundo e não ficar só admirando. Mas cada um pensa de um jeito e concordo com todos. Curta as suas.

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