quinta-feira, 15 de junho de 2017

Dá pra emprestar?

Qual dos amigos que tem algumas motos antigas em casa que já não se viu na saia-justa quando recebeu algum conhecido em casa e pediu pra dar uma voltinha nelas?

Poxa, voltinha?

Mostrar a coleção é legal, dar partida, exibir uma a uma suas relíquias, falar delas, cada qual com sua historia... mas o tema de emprestar ou dar uma voltinha é sempre mais complicado.



Quando o convite parte do colecionador, ai, tudo bem, pode aceitar, pega logo o capacete mais próximo e sobe na motoca pra curtir, pois ele confia em você e está te presenteando com essa oferta - aproveite!  São raros esses casos.

Mas, de outra forma, oferecer-se para acelerar uma das raridades, nunca será uma boa ideia, isso deveria fazer parte do manual de etiqueta do colecionismo, se ele existisse.

Frescura?

Não, na realidade não é frescura, há uma razão simples para evitar "voltinhas" e principalmente "empréstimos" mais longos, das veteranas:

- Se por exemplo, empresto uma moto moderna a um amigo qualquer, pra ele fazer uma viagem, e ele sofre um pequeno acidente, ou a deixa cair parada e amassa o tanque, coisa boba, simples de resolver...  basta ir a concessionaria e encomendar um novo tanque de combustível.  

Mas e se isso acontece com aquela moto de 35 anos de idade?  Onde encontrar um tanque de combustível novo?  vamos repintar o tanque que estava com pintura original de fabrica até agora?

Nem precisa ser tão drástico, machucando o tanque, mas um simples risco em um para-lama, coisa simples de resolver em uma motocicleta moderna, é um perrengue lascado em uma clássica!  por isso elas ficam embaixo de capas, no canto escuro da garagem.


Desgaste

Além disso, muitas das peças que ali estão, não existem mais.  Quando falamos não existem mais, são peças que se tornaram obsoletas no mundo inteiro, não são mais encontradas mesmo!  Alguns modelos de pneus por exemplo. Então, por mais que seja necessário rodar pra mante-la em ordem, rodamos o suficiente para não desgastar, afinal de contas, se passaram "apenas" 30 anos, e queremos ve-las funcionando (com aqueles pneus...) por pelo menos mais uns 40 anos (dai pra frente talvez nossa visão não esteja lá essas coisas...)   Portanto, não dá pra ficar oferecendo voltinha pra todos que nos visitam.


A saída


Essas aqui tudo bem (a R1 só por enquanto!)


Pra isso, é claro - as motos mais modernas estão sempre á disposição dos amigos-visitantes - com um sorriso no rosto, este colecionador que lhes escreve, sempre conseguiu sair bem da saia-justa:


- poxa, essa não vou te oferecer pra dar uma volta, mas aquela ali eu deixo - apontando pras modernas.

e você?  diz ai? empresta as suas?

5 comentários:

  1. kkkkkk um amigo meu queria que queria matar a saudade das 2 Tempos... num encontro dentro de um shopping aqui na minha cidade ele apareceu e não teve jeito..., mas pelo menos foi numa situação controlada, ou quase..rssss

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  2. Comprei minha CB em 2003, e estava inteiraça. Deixei um amigo dar uma volta, caiu, ferrou com laterais, manchou o tanque, e por aí vai.
    Hoje sou um chato, mas nada de voltinhas.

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  3. Saúde & Paz.
    De praxe (mesmo para motos novas) "dar voltinha" é quando Vc. esta vendendo o veiculo e o comprador quer ver como funciona.
    No mais é como o velho ditado inglês: "“Não peça pra andar na minha moto, que eu não peço para f.d.r com a sua esposa”.
    Como foi dito, questão de etiqueta: é para olhar e não andar.
    Abraços e boas aceleradas.

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  4. Dependendo de quem é, eu ofereço. Mas sou seleto. Já tive duas experiências em que um amigo e um primo foram dar uma voltinha inocente na quadra, caíram e até hoje espero o reembolso... Um ao menos me deu uma guitarra como parte do pagamento.

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  5. Depende da pessoa fico tranquilo. Mas prefiro não arriscar

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