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Mostrando postagens de Junho, 2018

Um rastro de fumaça e desejo

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Quando a Agrale chegou ao Brasil, lá no inicio de 1985, com a SXT 16.5 os amantes das motos logo abriram um sorriso, "opa tem coisa nova chegando". A promessa da tecnologia Cagiva e os motores dois tempos de 125 cc com 16,5 cavalos, logo fizeram brilhar os olhos dos amantes das máquinas europeias. Também tinha aquele povo, assim como eu, que não queria andar de Honda ou Yamaha, gente que buscava algo diferente.
Tive três Agrales entre o final da década de 1980 e começo dos anos de 1990, uma Elefant SXT 27.50 e duas Elefantre 30.0. Fui muito feliz com elas e fiz grandes viagens pelo Brasil e também pela Argentina e Uruguai. Mas não é das minhas viagens que gostaria de falar com os leitores, quero falar da paixão e agradecimento.


Os italianos inventaram moda... mas a moda não pegou!

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A vida era simples demais: - Zé tinha uma trailzinha Honda 125 e sonhava com uma 250. A Pedro provocava a pesadona Honda 750 com sua peso leve, mas apimentada RD350.

Embora os números não fossem consequência direta de desempenho, quase nunca eram. Sabíamos que uma "2 tempos 350" podia andar tanto quanto uma "4 tempos 750", e que uma trail 180 andava menos que uma street 135... mas pelo menos tínhamos uma referencia do tamanho da moto.
- Era Intuitivo!

Bem, as 125 eram motos pequenas, a partir das 250 entravamos nas médias cilindradas e das 500 pra cima, eram consideradas as grandes!  (muito embora essa classificação não faça mais sentido hoje em dia, pois uma 750cc atualmente é uma média cilindrada por exemplo...)

Neste momento, aparece a Agrale no mercado!  e lança motos com numerações todas esquisitas...

13.5... 27.5... 30.0 ?!?  16.5?

Hei!?! que historia é essa de colocar ponto? Que números são esses?

Ferrugem no interior do tanque de combustível.

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Como em quase tudo, no colecionismo existem as linhas e seus seguidores, dificilmente encontra-se uma unanimidade. Nelson Rodrigues afirmava que "Toda unanimidade é burra", e certamente o é!  Sem querer concordar cegamente...

Alguns usam a nacionalíssima e exportada para todo o planeta "cera de carnaúba" para o polimento de suas máquinas, outros já preferem as mais modernas ceras sintéticas importadas - como a Next da marca Meguiar´s por exemplo.
Os mais variados produtos são usados nos pneus, pra deixa-los pretinhos...  desde: NADA, apenas uma excelente limpeza com escova.  Passando por produtos específicos importados para pneus. E até graxa de sapatos liquida - Nugget 
Há colecionadores que abasteçam suas motos apenas com gasolina comum (pouquíssimos, é verdade), a grande maioria opta pelas gasolinas premium, como a Pódium de Petrobrás...  E assim, vamos, nas mais diversas receitas, que englobam capas, cavaletes, calibragem, produtos, óleos, e tudo a que se refer…

Arquivo: Lançamento da XL250R na Inglaterra - 1982

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Ja falamos bastante sobre a XL250R, com frequência ela aparece nas paginas deste site, talvez por ser a "menina dos olhos" desse que vos escreve, entre as clássicas dos anos 1980...

Mas essa matéria, cujos originais consegui comprar direto da Inglaterra, é interessante por nos mostrar que a Honda, já naquele longínquo 1982 esforçava-se para globalizar os produtos, algo tão falado hoje em dia.

Ela nos permite ainda identificar as pequenas diferenças entre a moto lançada aqui e no mercado europeu (carenagem de farol, tanque por exemplo).

No tema "tanque de combustível" inclusive há uma grande curiosidade:  No modelo lançado na Europa e USA, o tanque era de 9 litros e tampa sem chave, aqui no Brasil recebeu chave (por razões obvias e lamentáveis, as quais abstenho-me de comentar) e foi aumentado para 12 litros, a razão do aumento da capacidade é o curioso, pois naquela época vivíamos uma ditadura militar, e os postos de combustível eram obrigados por força de lei a pe…