A guerra durou pouco, mas deixou saudades...


Vai dizer que você não torce o pescoço ao ouvir aquele zumbido estridente do motor 2T, se for um dois cilindros então... Nossa, além de torcer o pescoço, eu ainda respiro fundo tentando distinguir o tipo de óleo que se mistura à gasolina. Dependendo de como o piloto acelera deixa aquela típica nuvem branca (ou azulada) em formato de espiral. Uma verdadeira revolução.
Essa revolução começou em outubro de 1986 quando a Yamaha iniciou a produção da RD 350 no Brasil. O modelo se manteve em linha por nove anos.
Em 1987 ela reinou absoluta e a produção acumulou 7.535 unidades e foi o recorde de vendas da RD, depois as vendas foram caindo e a fábrica acabou com a RD em 1993. Nos primeiros três meses daquele ano foram produzidas apenas 400 unidades. Era o fim da RD que em nove anos acumulou a venda de 23,826 motos - segundo dados da Abraciclo, a associação dos fabricantes do setor.

Ela também durou pouco 

Não tão empolgante quando a Yamaha 350, a Honda CBR 450 SR também deixou saudades e, prá nós durou pouco. A produção começou em julho de 1989, naquele ano o modelo bombou com 5.608 unidades produzidas.
Ela era muito cobiçada e quem desfilava com uma CBR também se destacava. Apesar disso o modelo teve vida curta, ficou em produção até 1994 quando foram produzidas apenas 589 unidades. No total apenas 14.101 CBR foram produzidas.

Virou guerra


Agora o mais legal dessa história foi a guerra que as marcas travavam para atrair o consumidor. Cada uma se agarrava nas principais qualidades da sua moto. A Yamaha, por exemplo, dizia que para andar junto com a RD "tinha que ser na garupa". Já a Honda respondia com o apelo da evolução e tecnologia. Qual era a sua preferida????

Comentários

Tabajara disse…
A RD era o sonho de consumo, porque também sonhava em participar da copa RD 350. Um sonho de motocicleta, ainda hoje.