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	<title>Resultados da pesquisa por &#8220;label/Aventura&#8221; &#8211; Motos Clássicas 80</title>
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	<description>Motociclismo à Moda Antiga</description>
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	<title>Resultados da pesquisa por &#8220;label/Aventura&#8221; &#8211; Motos Clássicas 80</title>
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	<item>
		<title>DICAS: IRON BUTT</title>
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					<comments>https://www.motosclassicas80.com.br/2015/05/10/dicas-iron-butt/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2015 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[Até hoje, &#160;mais de 13 anos depois de eu ter feito a ultima prova de IronButt em 2003, ainda pessoas me procuram pra pegar algumas dicas, roteiros, sugestões etc. Nada mais justo que publicar aqui.....Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q4OtvUxPCsM/U61aqpYQgVI/AAAAAAAAB2E/WA9N331wxW0/s1600/pernas%2Bcruzadas.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img fetchpriority="high" decoding="async" border="0" height="473" src="https://1.bp.blogspot.com/-Q4OtvUxPCsM/U61aqpYQgVI/AAAAAAAAB2E/WA9N331wxW0/s640/pernas%2Bcruzadas.jpg" width="640" /></a></div>
<p>Até hoje, &nbsp;mais de 13 anos depois de eu ter feito a ultima prova de IronButt em 2003, ainda pessoas me procuram pra pegar algumas dicas, roteiros, sugestões etc. Nada mais justo que publicar aqui..</p>
<p>As estradas mudaram nesses 12 anos, mas as dicas que passo aqui são válidas ainda, e podem ajudar a você que que fazer seu primeiro IronButt.</p>
<p><a name='more'></a></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-kKKL_QBWq3M/U61dZoV5diI/AAAAAAAAB2k/eldXgGLHItk/s1600/iba.gif" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" height="199" src="https://1.bp.blogspot.com/-kKKL_QBWq3M/U61dZoV5diI/AAAAAAAAB2k/eldXgGLHItk/s320/iba.gif" width="320" /></a></div>
<p>Primeiro, explicando, IronButt é uma associação norte americana que certifica motociclistas que estejam dispostos a rodar muitos quilômetros em pouco tempo, IronButt, em tradução livre para o português seria &#8220;bunda de ferro&#8221;. &nbsp;No Brasil chamamos de &#8220;bunda de aço&#8221; ou simplesmente IronButt mesmo!</p>
<p>IronButt não incentiva excesso de velocidade nem desrespeito às leis de transito. Basta rodar em velocidade constante, parando pouco e por pouco tempo que todos os desafios são possíveis! &nbsp;O desafio é de resistência e não de velocidade.</p>
<p>Mais informações sobre a &#8220;IronButt Association&#8221; em&nbsp;<a href="http://www.ironbutt.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.ironbutt.com</a>.</p>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>IronButt começou no Brasil no final dos anos 90 ou começo dos 2000, não sei ao certo quando e quem foi o primeiro a certificar-se no Brasil, sei que logo que soube da novidade, já curtindo as longas distancias em cima de motos esportivas, me senti atraído e resolvi fazer as primeiras brincadeiras. &nbsp;Devo ter sido, não o primeiro a fazer, mas dos primeiros Brasileiros a fazer a prova. (meu primeiro IronButt data de &nbsp;7 de julho de 2001 &#8211; como todos os 14 que vieram depois &#8211; em cima de uma mesma Yamaha YZF-R1 ano 2001).</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-oa_JEZBu1-w/U5xxDuJ5UgI/AAAAAAAABy8/VTlIpfn9pGs/s1600/IMG_0491.jpeg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" height="480" src="https://1.bp.blogspot.com/-oa_JEZBu1-w/U5xxDuJ5UgI/AAAAAAAABy8/VTlIpfn9pGs/s1600/IMG_0491.jpeg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Meus certificados IronButt: 8 SaddleSore 1000 &#8211; 2 SaddleSore 2000 &#8211; 2 BunBurner 1500 &#8211; 1 BunBurner Gold 1500 &#8211; 1 Latin America 30cc Gold (costa a costa)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira coisa que recomendo é que você tome contato com o site da associação, entenda as regras, formulários e escolha o desafio a fazer. &nbsp;Como primeira tentativa, recomendo fortemente que o desafio seja o mais simples &#8211; SaddleSore 1000.</p>
<p>Abaixo, a descrição de alguns dos desafios existentes:</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-qJTHAKnXMuM/U5xxDfY4MMI/AAAAAAAABzI/gnevo_waGDs/s1600/IMG_0744.jpeg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="300" src="https://3.bp.blogspot.com/-qJTHAKnXMuM/U5xxDfY4MMI/AAAAAAAABzI/gnevo_waGDs/s1600/IMG_0744.jpeg" width="400" /></a></div>
<p>&#8211; <b>SaddleSore 1000 </b>&#8211; o menor e mais simples de todos, é o primeiro degrau para certificar na IronButt association. &nbsp;O desafio consiste em pilotar por 1.000 milhas (1.609 km) ou mais, em menos de 24 horas.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-TdfIgzGs52o/U5xxD3IyhdI/AAAAAAAABzA/t1KOkvjQHBk/s1600/IMG_1706.jpeg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="400" src="https://2.bp.blogspot.com/-TdfIgzGs52o/U5xxD3IyhdI/AAAAAAAABzA/t1KOkvjQHBk/s1600/IMG_1706.jpeg" width="300" /></a></div>
<p>&#8211; <b>SaddleSore 2000</b> &#8211; consiste em rodar com sua moto mais de 2.000 milhas (3.218 km) em menos de 48 horas.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-1hrKKN2AZ_Q/U5xxIPAkLWI/AAAAAAAABzo/vGCE0clfOBU/s1600/IMG_9810.jpeg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="400" src="https://4.bp.blogspot.com/-1hrKKN2AZ_Q/U5xxIPAkLWI/AAAAAAAABzo/vGCE0clfOBU/s1600/IMG_9810.jpeg" width="300" /></a></div>
<p>&#8211; <b>BunBurner 1500</b> &#8211; consiste em rodar com sua moto mais de 1.500 milhas (2.414 km) em menos de 36 horas.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-CsVXu1Qe030/U5xxGqYOpVI/AAAAAAAABzc/qIgvlzkg0nY/s1600/IMG_4013.jpeg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="400" src="https://3.bp.blogspot.com/-CsVXu1Qe030/U5xxGqYOpVI/AAAAAAAABzc/qIgvlzkg0nY/s1600/IMG_4013.jpeg" width="300" /></a></div>
<p>&#8211; <b>BunBurner 1500 Gold</b> &#8211; consiste em rodar com sua moto mais de 1.500 milhas (2.414 km) em menos de 24 horas.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-RET5Xq8ApCg/U5xxG7bbPxI/AAAAAAAABzY/kaEDIk-h6Ks/s1600/IMG_6189.jpeg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="400" src="https://4.bp.blogspot.com/-RET5Xq8ApCg/U5xxG7bbPxI/AAAAAAAABzY/kaEDIk-h6Ks/s1600/IMG_6189.jpeg" width="300" /></a></div>
<p>&#8211; <b>Latin America 30cc Gold</b> &#8211; consiste em atravessar o continente Sul Americano, (de oceano à oceano) não importando a direção, se do Atlântico ao Pacifico ou se do Pacifico ao Atlântico, em menos de 30 horas e cruzando no mínimo 4 países.</p>
<p>Uma vez escolhido o desafio, é hora de escolher roteiro, data, horários, moto, acessórios, cuidar da moto, alimentação, preparação e etc.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-Q4OtvUxPCsM/U61aqpYQgVI/AAAAAAAAB2A/1kIdi7hs3Is/s1600/pernas+cruzadas.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="474" src="https://1.bp.blogspot.com/-Q4OtvUxPCsM/U61aqpYQgVI/AAAAAAAAB2A/1kIdi7hs3Is/s1600/pernas+cruzadas.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Dá até pra relaxar durante o passeio!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Seguem minhas dicas:</p>
<p>&#8211; <b>Roteiro</b>: Eu recomendo que seja um roteiro conhecido, &nbsp;previamente estudado (hoje com google maps fica moleza cria-los), considere os seguintes pontos a serem evitados durante a seleção do roteiro:<br />&nbsp; &nbsp; &nbsp;a) <b>Rodovias pedagiadas</b> &#8211; o tempo perdido na desaceleração, pagamento do pedágio, aceleração e quebra de ritmo é alto, desgasta o motociclista e deve ser evitado ao máximo. Alem do mais, as rodovias pedagiadas normalmente são bem fiscalizadas por radares. (não estou incentivando ninguém a exceder os limites de velocidade, mas apenas alertando que é uma preocupação a mais).</p>
<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp;b) <b>Grandes cidades</b> &#8211; quase sempre é impossível criar um roteiro sem que uma ou outra cidade grande seja atravessada, nestes casos, sendo impossível evita-las, sugiro calcular de forma que a travessia da cidade grande seja feita em horários bem adequados (madrugada talvez!).</p>
<div></div>
<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;c) &#8211; <b>abastecimento</b> &#8211; conhecer os postos de abastecimento previamente não é nada mal também.</p>
<p>&#8211;&nbsp;<b>horário&nbsp;de&nbsp;saída&nbsp;e chegada</b>&nbsp;&#8211; existem pessoas que produzem muito nas primeiras horas do dia e pessoas que produzem muito depois do por do sol. &nbsp;Entenda o seu ritmo para escolher o melhor horário. &nbsp;Eu por exemplo, sou um cara que sou capaz de acordar as 04.00h da manha e sair a 1000 por hora, mas depois do por do sol, meus faróis começam a ficar baixos. &nbsp;Eu prefiro começar o dia cedo e terminar cedo, mas ai realmente depende do ritmo de cada um. (pense nisso se estiver considerando fazer a prova com algum amigo &#8211; indivíduos são diferentes).</p>
<table cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-wwZ9qV_xFk8/U61b5SU1_zI/AAAAAAAAB2Y/XlN_BmIR1t8/s1600/Raul+e+Aleixo.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="282" src="https://2.bp.blogspot.com/-wwZ9qV_xFk8/U61b5SU1_zI/AAAAAAAAB2Y/XlN_BmIR1t8/s1600/Raul+e+Aleixo.jpg" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Esportivas são SIM adequadas a longas viagens!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#8211; <b>moto</b> &#8211; eu recomendo que você vá com qualquer moto com a qual esteja habituado a pilotar por algumas horas, que te deixe confortável, com a única exigência que esteja 100% revisada e apta a funcionar por até 24 horas sem parar! &nbsp;Pneus novos, óleo, filtros, parte elétrica, faróis, freios, regulagens, tudo deve ser muito bem revisado pra evitar algum dissabor.</p>
<p>&#8211; <b>acessórios/ equipamentos</b> &#8211; eu me equipo com roupa de cordura impermeável, capacete confortável, luvas, botas impermeáveis. &nbsp;O conforto será seu melhor aliado.</p>
<table cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-Is7ddzsBqn8/U61bDFrnfWI/AAAAAAAAB2I/MiOqi239W8I/s1600/101-0146_img.jpg" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="240" src="https://4.bp.blogspot.com/-Is7ddzsBqn8/U61bDFrnfWI/AAAAAAAAB2I/MiOqi239W8I/s1600/101-0146_img.jpg" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Da esquerda pra direita, durante um IronButt ao Mato Grosso do sul:<br />Beto &#8220;cagiva&#8221;, Aleixo, Diego, Décio Kerr e &nbsp;Raul Fernandes</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#8211; <b>alimentação</b> &#8211; antes do desafio você tem que estar bem alimentado, mas nada pesado. &nbsp;Durante a viagem, eu prefiro apenas manter-me hidratado, eventualmente alguma barra de cereais ou proteína, mas nada que seja demorado. &nbsp;Evite a todo custo coxinhas, frituras antes e durante o desafio.</p>
<p>&#8211;&nbsp;<b>as paradas</b> &#8211; aqui está uma das chaves para o seu sucesso: as paradas para abastecimento devem ser rápidas. Aproveitando ao máximo a autonomia de sua motocicleta. Eu com a R1 parava a cada 180 &#8211; 200 km (dependendo da velocidade em que viajava na região), as paradas eram sempre rapidíssimas &#8211; gasolina na moto, coca-cola no piloto, banheiro se necessário. Nunca, jamais &#8211; essa recomendação é muito importante &#8211; não apenas num IronButt mas em viagens longas de motocicleta, tire a jaqueta ao parar em postos de gasolina. Por maior que seja o calor no sertão do Maranhão, ou ao sol escaldante do Piauí. &nbsp;Explico: &nbsp;Alem da obvia perda de tempo ao abrir, tirar e recolocar a jaqueta, o problema mesmo vem da desidratação. O corpo no calor do verão brasileiro dentro da jaqueta de motociclista está aquecido e suado, tirar a jaqueta faz com que a temperatura do corpo caia, o suor seque. &nbsp;É uma delicia, principalmente se tiver uma brisa, mas os efeitos com o passar das horas é cansaço muito grande e irritação. Depois que aprendi essa técnica nunca mais tirei a jaqueta em minhas paradas, o máximo que faço é abrir o zíper até a metade.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>&#8211; </p>
<div>&#8211; <b>a tocada</b> &#8211; não vou dizer a que velocidade você deve viajar. Basta fazer uns testes, usar a calculadora, conhecer sua média horária e a duração do desafio e você encontrará a melhor velocidade para sua viagem, mas recomendo que você ao encontrar a velocidade ideal de cruzeiro, procure mantê-la pelo maior tempo possível. Variações grandes na velocidade durante o percurso servem apenas para cansar o piloto e desperdiçar combustível, prejudicando a autonomia.</div>
<div>&#8211; <b>documentação</b> da moto e do piloto deve estar sempre em dia. Para roteiros adicionais, a documentação exigida no pais deve ser levada em conta na preparação do desafio.</p>
<div></div>
<div>&#8211; <b>internacional</b>: Entre nossos países vizinhos, recomendo fortemente a Argentina para desafios deste tipo, são boas estradas, pouco movimentadas, pouco ou nada fiscalizadas, dias mais longos no verão, desertos longos e planos. &nbsp;Uruguai é legal, mas algumas regiões (interior) bem esburacadas, e outra regiões (litoral) com estradas ótimas mas alguma fiscalização. Chile não recomendo para IronButt devido a fortíssima fiscalização policial. Peru também não recomendo, apesar das excelentes rodovias e ausência de fiscalização, o Peru tem estradas com muitas curvas, devido a seus acidentes geográficos, tornando difícil encontrar trechos para bom desempenho.</p>
<p>&#8211; <b>Roteiro</b> &#8211; Para seleção de seu roteiro, lembre-se de procurar trechos conhecidos, o mais retos possíveis, que atravessem o mínimo de cidades possível, lombadas, travessias de trilhos de trem, cidadezinhas, são situações que, alem de te fazer perder tempo &#8211; e cansar mais &#8211; minam o seu bom humor. &nbsp;Procure retas longas com poucas cidades (mato grosso, rio grande do sul são campeões nesse quesito).</p>
<p>&#8211;<b> Clima</b> &#8211; Outra sugestão legal é quanto ao clima. &nbsp;Quando pudermos evitar os extremos, a chuva, o frio, o calor, melhor será. &nbsp;Dias longos do verão também são mais produtivos.</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-MazXtBIlBOA/U61bpXbIg2I/AAAAAAAAB2Q/ASTXSxQWLSE/s1600/Papa-Leguas.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://1.bp.blogspot.com/-MazXtBIlBOA/U61bpXbIg2I/AAAAAAAAB2Q/ASTXSxQWLSE/s1600/Papa-Leguas.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Vale tudo pra aumentar a autonomia! &nbsp;que tal mais 20 litros na &#8220;garupa&#8221;?&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-6YnfTCY3L60/U61cnhr-1kI/AAAAAAAAB2g/VQj3liLXdYI/s1600/MVC-250S.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="480" src="https://4.bp.blogspot.com/-6YnfTCY3L60/U61cnhr-1kI/AAAAAAAAB2g/VQj3liLXdYI/s1600/MVC-250S.JPG" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Lugares remotos, estradas tranquilas, pouca fiscalização: &nbsp;Mas cuidado com animais na pista!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bem, é isso. Em caso de alguma duvida adicional, deixe seu comentário abaixo, ou me contate através do email&nbsp;<a href="mailto:diego.rosa@motosclassicas80.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">diego.rosa@motosclassicas80.com</a>. Será um prazer ajuda-lo.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-k_q7h-ZuROg/UmsJD89U9ZI/AAAAAAAABGI/JqchlzYPspc/s1600/blogger-image--420442428.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="640" src="https://3.bp.blogspot.com/-k_q7h-ZuROg/UmsJD89U9ZI/AAAAAAAABGI/JqchlzYPspc/s1600/blogger-image--420442428.jpg" width="478" /></a></div>
<p><i>Gosta de aventuras? &nbsp;Dê uma olhada em algumas aventuras que já publicamos aqui no site:&nbsp;<a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Aventuras.</a></i></p>
<p><a href="https://www.facebook.com/pages/Motosclassicas80/632297726812744" style="text-align: center;" target="_blank" rel="noopener noreferrer">curta o motosclassicas80 no facebook</a></div>
</div>
</div>
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			<slash:comments>9</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EXPEDIÇÃO:  MOTORFORT 4&#215;4 &#8211; DA AMAZONIA AO PACIFICO PELA INTEROCEANICA -2005</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2015/01/05/expedicao-motorfort-4x4-da-amazonia-ao-pacifico-pela-interoceanica-2005/</link>
					<comments>https://www.motosclassicas80.com.br/2015/01/05/expedicao-motorfort-4x4-da-amazonia-ao-pacifico-pela-interoceanica-2005/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2015 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[Expedição Motorfort 4&#215;4 13/12/2005 a 12/02/2006 Troller T4 2004 Diego Rosa A Expedição Motorfort 4&#215;4 foi capa da revista Oficina Mecanica Difícil livrar-se de um rotulo !   Não que eu queira, gosto de ser conhecido...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Expedição Motorfort 4&#215;4</b><br />
<b>13/12/2005 a 12/02/2006</b><br />
<b>Troller T4 2004</b><br />
<b>Diego Rosa</b><br />
<b><br />
</b></p>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-8keSWi5FXvQ/UqYP6lT1UXI/AAAAAAAAA5I/wHcwUnLs5sA/s1600/foto+1.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-8keSWi5FXvQ/UqYP6lT1UXI/AAAAAAAAA5I/wHcwUnLs5sA/s640/foto+1.JPG" width="480" height="640" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">A Expedição Motorfort 4&#215;4 foi capa da revista Oficina Mecanica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><b><br />
</b><b><br />
</b>Difícil livrar-se de um rotulo !</h3>
<p><a name="more"></a>   Não que eu queira, gosto de ser conhecido como aventureiro, mas, amigos me pediram pra postar aventuras, mesmo que seja no blog de motos clássicas, dizem que falar do autor e esquecer-se desta faceta estaria deixando uma lacuna enorme no Blog.</p>
<p>Assim sendo, tomo a liberdade de publicar outra aventura, desta vez com um jipe, e pra variar saindo do lugar comum&#8230; em 2005, quando a &#8220;Rodovia Transoceanica&#8221; (estrada que liga a Amazônia ao pacífico, cruzando a cordilheira peruana) ainda era toda de terra e começavam a fazer as primeiras obras, no tempo em que a travesseia da fronteira Brasil x Peru em Assis Brasil no Acre era feita atravessando-se o rio, por dentro d&#8217;agua como fiz, ou em precárias balsas que lá haviam&#8230;  enfim, fora do lugar comum também, pois jipeiros são essencialmente seres que se agrupam, seja para viajar, seja para fazer uma trilha, nunca se vê um jipeiro viajando sozinho&#8230;  ops !  nunca ?  essa palavra é forte demais !</p>
<p>Mantendo a tradição de viajar exclusivamente sozinho, assim foi feito.  E quer saber ? os jipeiros estão cobertos de razão por quererem viajar em grupos &#8211; os jipes quebram &#8211; e quando quebram é que a coisa pega pra valer !  Bem, mas isso deixo para que vocês acompanhem no relato abaixo&#8230;uma viagem que era pra durar 25 dias e que durou 62 dias ! Cerca de 26.370 kms rodados ( 12.000 km de avião,  4.300 km de carona em caminhões, 6.000 km de jipe, 3.460 km de ônibus de linha, 600 km em uma pick-up alugada )   ahhh peço desculpas também por usar o termo &#8220;Expedição&#8221; para uma viagem que fiz sozinho, estava empolgado, era minha primeira viagem de jipe e queria me enturmar.</p>
<p>Como o jipe estava adesivado, em algumas cidades pessoas me perguntavam onde estavam os demais jipes da expedição, e eu dizia que eles &#8220;estavam vindo&#8221;&#8230;. era a explicação mais simples (e segura) a ser dada!</p>
<p>Para os que viajam, que sirva de guia, muito embora o trecho mais &#8220;nervoso&#8221; da viagem (entre Rio Branco e Cuzco) esteja atualmente todo asfaltado, serve como referencia e para que saibam como era antes do conforto do asfalto!  para os que não viajam fisicamente, que curtam a viagem na leitura!  Boa diversão!</p>
<p><b> </b></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-HKy4yskepik/UpeclMh3pGI/AAAAAAAAA3Y/l0kCc7INWJg/s1600/Capture+52.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-HKy4yskepik/UpeclMh3pGI/AAAAAAAAA3Y/l0kCc7INWJg/s640/Capture+52.JPG" width="640" height="482" border="0" /></a></div>
<p><i>A viagem era pra ser feita toda de jipe, mas imprevistos aconteceram e voltei na boleia de um caminhão, mas não sem antes voar para São Paulo, voar de volta a Lima, viajar de ônibus, carro alugado&#8230;  era 13 de dezembro de 2005 e a diversão estava apenas começando:</i></p>
<h3><b>13.12 – Atibaia, SP – Campo Grande, MS &#8211; 1.080 km</b></h3>
<p>A viagem foi tranquila até Campo Grande, o jipe todo revisado estava uma delicia, rendeu muito bem com media de mais de 10 km/l de diesel. Final da tarde estava em Campo Grande.</p>
<h3><b>14.12 – Campo Grande, MS – Cáceres, MT &#8211; 940 km</b></h3>
<p>Justamente no pior trecho desse trajeto, na serra que existe antes de Cuiabá, desabou uma forte chuva de verão, deixando a estrada ainda pior. Muitas carretas e alguns buracos nesse trecho. Uma Honda CBR900RR passou por mim, comentei comigo mesmo que achava que ele estava andando forte demais pras condições daquele trecho – logo mais a frente, a moto caída! Felizmente o motociclista estava ao lado da moto e parecia não ter sofrido nada. Minha idéia era dormir em Cuiabá, mas eram 15:30hs quando atravessei a cidade e resolvi tocar mais alguns quilômetros, até o sol se pôr. Cáceres fica bem próximo a divisa da Bolívia, encontrei um hotel a beira da estrada, comi um pastel numa feira e fui dormir, o calor era insuportável. Mais tarde, em Porto Velho me informaram que era a cidade mais perigosa da região, pois muitos carros e caminhões eram roubados ali e transferidos pra Bolívia. Sorte que eu não sabia disso, assim viajei despreocupado!</p>
<h3><b>15.12 – Cáceres, MT – Porto Velho, RO &#8211; 1.250 km</b></h3>
<p>As estradas são excelentes nesse trecho, longas retas, planas, com asfalto em boa condição, praticamente sem movimento algum nessa época do ano. Final da tarde estava em Porto Velho, que fica as margens do rio Madeira e era justamente onde começava a estrada de ferro Madeira Mamoré. Outra curiosidade é que apesar de estar longe de qualquer oceano, Porto Velho possui um porto fluvial que é responsável pelo embarque de cereais e cargas, pelo Rio Madeira e posteriormente pelo Amazonas até Belém, PA, onde as cargas são transferidas pra Transatlânticos e conseqüentemente para Europa e USA.  O Troller é uma maquina de comer quilômetros !  em 3 dias ja ficaram pra trás 3.270 km!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-j4cMH5BYlZQ/UpeWrcq5hWI/AAAAAAAAA3M/exbcRjI0Hyw/s1600/Capture.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-j4cMH5BYlZQ/UpeWrcq5hWI/AAAAAAAAA3M/exbcRjI0Hyw/s640/Capture.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Portal da Amazônia, saindo do estado do Mato Grosso e entrando em Rondônia</i><br />
<i><br />
</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-jdx5jXZTsXg/UpeWcS9HBRI/AAAAAAAAAxI/ZxcklzOuV9c/s1600/Capture+1.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-jdx5jXZTsXg/UpeWcS9HBRI/AAAAAAAAAxI/ZxcklzOuV9c/s640/Capture+1.JPG" width="640" height="474" border="0" /></a></div>
<p><i>Estradas do sertão, retas longas e planas, sem movimento e bom aslfato.</i></p>
<h3><b>16.12 – Porto Velho, RO – Humaitá, AM – Porto Velho, RO &#8211; 600 km</b></h3>
<p>Como eu tinha conseguido adiantar um dia na viagem, estava a apenas 500kms de Rio Branco, tinha esse dia livre e decidi ir a Humaitá, AM, onde havia um trecho da famosa rodovia Transamazônica.</p>
<p>O simples fato de entrar no estado Amazonas já é emocionante, ainda mais num jipe. Uma balsa a 10 km do centro de Porto Velho é responsável pela travessia do Rio Madeira e nos leva ao Amazonas. A estrada até Humaitá é asfaltada, e exceto algumas quedas de barrancos e pontes estreitas, não oferece maiores dificuldades.</p>
<p>A chuva me acompanhou o trecho todo, algo aparentemente normal naquela região. Infelizmente não se vê matas lendárias com arvores gigantescas, apenas um cerrado pobre e muitas fazendas de gado as margens da rodovia. Humaitá é um povoado pequeno e simpático, também as margens do Rio Madeira, e de onde saem barcos e balsas para Manaus – cerca de 4 dias de viagem. Lá também começa ultimo trecho da Transamazônica, trecho ruim, com atoleiros e pontes caídas / precárias. Fiz apenas um pequeno pedaço dessa estrada, cerca de 50 km sentido Lábrea. Queria sentir o gostinho dessa lendária rodovia.</p>
<p>O destino da expedição era outro, a cordilheira e o pacifico, então fiz meia volta, deixando a Transamazônica pra trás, com a curiosidade satisfeita e alguns quilos de lama grudados na carroceria do jipe. Voltei a Porto Velho no final do dia.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-0fTSWgkevzY/UpeWf9Ca8RI/AAAAAAAAAyk/2RtvI835EoQ/s1600/Capture+2.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-0fTSWgkevzY/UpeWf9Ca8RI/AAAAAAAAAyk/2RtvI835EoQ/s640/Capture+2.JPG" width="640" height="458" border="0" /></a></div>
<p><i>Entrando no Amazonas, emoção pra qualquer jipeiro que se preze !</i><br />
<i><br />
</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-t2ni1yzfU4g/UpeWigp0tjI/AAAAAAAAAzs/DjpjDU_XuyM/s1600/Capture+3.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-t2ni1yzfU4g/UpeWigp0tjI/AAAAAAAAAzs/DjpjDU_XuyM/s640/Capture+3.JPG" width="640" height="466" border="0" /></a></div>
<p><i>Trecho da rodovia BR-230, entre Humaitá e Lábrea</i></p>
<h3><b>17.12 – Porto Velho, RO – Rio Branco, AC &#8211; 500 km</b></h3>
<p>Pela manha caminhei pela cidade até a estação de ferro Madeira Mamoré, onde se encontra um museu. Eu esperava mais do museu, acabei me decepcionando um pouco. O fato de estar dentro da estação e com algumas locomotivas da época deixa tudo mais interessante. Mandei lavar o jipe, pois tava de lama até no teto, e depois do almoço segui pra Rio Branco, AC.</p>
<h3><b>18.12 – Rio Branco, AC – Puerto Maldonado &#8211; 570 km</b></h3>
<p>A idéia era ir até a fronteira apenas, seriam 300 km de asfalto até Assis Brasil, AC, no entanto cheguei cedo na fronteira (apesar da forte tempestade que peguei no caminho). Tentei cruzar pela ponte (Assis Brasil – Iñapari), mas ela apesar de estar quase pronta, ainda não havia sido inaugurada e não foi permitido atravessar por ali. Desci pra margem do rio, onde pequenas balsas levam e trazem pessoas e carros de um lado pro outro. Como estava de jipe e eu já tinha lido relatos de carros que quase caíram das precárias balsas, a idéia de atravessar por dentro do rio foi irresistível. Devidamente instruídos por uns taxistas, atravessei o rio que tinha pouco mais de 1 metro de profundidade. Foi legal! Uma maneira pouco convencional de entrar em um país! Pena que não foi possível tirar foto alguma da travessia, a atenção era toda pro jipe e pro rio que se cruzava! Depois de cruzar o rio, apenas 200 km me separavam de Puerto Maldonado – A estrada estava boa, toda cascalhada e plana, em cerca de 3 horas estava na cidade.<br />
Ao chegar a Puerto Maldonado me deparei com uma travessia de balsa, já estava anoitecendo, não tinha nem um centavo sequer em “soles” o dinheiro peruano nos<br />
bolsos. Felizmente apareceu taxista que não apenas pagou nossa travessia, como me acompanhou ate uma casa de cambio e ao hotel que tinha selecionado. Gente fina !</p>
<h3><b>19.12 – Puerto Maldonado – Marcapata &#8211; 280 km</b></h3>
<p>Enfim comecei a deixar a Amazônia pra traz e subir a cordilheira. A paisagem vai aos poucos mudando, curvas aparecem, a estrada se estreita, algumas montanhas com arvores gigantescas, uma mescla de Amazônia e cordilheira que jamais tinha visto. A estrada, antes cascalhada, plana e larga tornou-se um problema. A velocidade era baixa durante todo o percurso, pois as pedras eram grandes no caminho e acelerar ali destruiria até mesmo o jipe. Inúmeras travessias de pequenos rios com muitas pedras e a altitude ia aumentando. A idéia era dormir em Quincemil, mas os hotéis que havia na cidade não eram nada acolhedores, feios e sujos&#8230; enfim, resolvi seguir mais alguns quilômetros até a cidade de Marcapata&#8230; a cidade não chegava nunca ! 70 km naquelas condições chegam a levar mais de 4 horas. A altitude aumentava bastante, já passava dos 3.000 metros e a Amazônia definitivamente tinha ficado pra trás. Decepção quando cheguei a Marcapata, era bem pior que Quincemil&#8230;nem hotel tinha ! Dormi no carro mesmo, afastando cerca de 10 km da cidade e encontrei um lugar seguro e tranqüilo pra dormir – a 3200 metros de altitude e as margens de uma corredeira. Durante a noite a temperatura chegou a 7 graus, o céu estava estrelado e uma dose de whisky me ajudou a dormir tranquilo.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-VMnUpS6leCw/UpeWmOMk0rI/AAAAAAAAA1I/mn2z55UZpbA/s1600/Capture+4.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-VMnUpS6leCw/UpeWmOMk0rI/AAAAAAAAA1I/mn2z55UZpbA/s640/Capture+4.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Uma das muitas travessias de riachos no trecho peruano da Rodovia do Pacifico.</i><br />
<i><br />
</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-4g_kp-f4Kz0/UpeWpMqO-PI/AAAAAAAAA2Y/iGvdaY1A5kk/s1600/Capture+5.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-4g_kp-f4Kz0/UpeWpMqO-PI/AAAAAAAAA2Y/iGvdaY1A5kk/s640/Capture+5.JPG" width="628" height="640" border="0" /></a></div>
<p><i>Estrada passa por dentro de uma linda cachoeira</i></p>
<h3><b>20.12 – Marcapata – Cuzco &#8211; 200 km</b></h3>
<p>As 05:00hs da manha o sol nascia, um lindo vale se revelava e acordei para fazer o ultimo trecho ate Cuzco. Continuei a subir a cordilheira, cheguei a 4.700 metros e conheci a mais linda estrada e a mais linda travessia da cordilheira que já havia feito ! Um verdadeiro sonho! Lhamas e alpacas me cercavam !Perto das 14:00hs<br />
cheguei a Urcos, onde acaba a terra e os últimos 50 kms de asfalto até Cuzco. Que alivio rodar no asfalto depois de 2 dias e ½ chacoalhando nas estradas de pedra!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-zB8GDB4LnDs/UpeWqBOBBEI/AAAAAAAAA2w/cmD821VGgrU/s1600/Capture+6.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-zB8GDB4LnDs/UpeWqBOBBEI/AAAAAAAAA2w/cmD821VGgrU/s640/Capture+6.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Amazônia ficou pra trás e a imponente cordilheira aparece.</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-9lxeK-MS990/UpeWqaHP_6I/AAAAAAAAA24/uVNtP8TQOcA/s1600/Capture+7.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-9lxeK-MS990/UpeWqaHP_6I/AAAAAAAAA24/uVNtP8TQOcA/s640/Capture+7.JPG" width="640" height="570" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-rLk4Su5cLU0/UpeWrD5RJAI/AAAAAAAAA3I/Z4ZcV4WaoY4/s1600/Capture+8.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-rLk4Su5cLU0/UpeWrD5RJAI/AAAAAAAAA3I/Z4ZcV4WaoY4/s640/Capture+8.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Lhama na cordilheira</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-YIjxaplefwQ/UpeWq2VW6eI/AAAAAAAAA3A/6oTQGaxBS1A/s1600/Capture+9.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-YIjxaplefwQ/UpeWq2VW6eI/AAAAAAAAA3A/6oTQGaxBS1A/s640/Capture+9.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Cordilheira&#8230; ahhhh a cordilheira !</i></p>
<h3><b>21.12 – Cuzco</b></h3>
<p>Um passeio a pé pela cidade, artesanatos, a catedral, a praça de armas. Caminhei por todo o centro histórico, entre muros incas e construções dos colonizadores espanhóis. A tarde fui ao museu inca – maravilhoso ! Foram duas horas de aula de historia da melhor qualidade!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-maqAR7Gj-iQ/UpeWcaKzrxI/AAAAAAAAAxM/UL8Vk2--Ypc/s1600/Capture+10.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-maqAR7Gj-iQ/UpeWcaKzrxI/AAAAAAAAAxM/UL8Vk2--Ypc/s640/Capture+10.JPG" width="474" height="640" border="0" /></a></div>
<p>Lhama próximo a muros incas em Cuzco</p>
<h3><b>22/12 – Machu Picchu</b></h3>
<p>Solstício de verão !!! O dia mais longo do ano, visitar Machu Picchu nesse dia é no mínimo um privilegio. Peguei o trem em Cuzco as 06:00hs, 4 horas depois estava no Pueblo Machu Picchu – que mudou de nome a poucos anos, e eu mesmo conhecia pelo nome de Águas Calientes (quando estive durante uma aventura de moto pelo Peru em 2002). O Pueblo fica ao pé da cidadela perdida dos Incas – Machu Picchu. Depois de mais 15 minutos no micro ônibus, estava curtindo a cidadela. Delicia! Linda! Passeei por tudo, os templos, as moradias, conheci os rituais e mais um pouco sobre essa fascinante civilização, que em tão pequeno espaço de tempo (pouco mais de 100 anos), foi capaz de construir um império tão grande. Fiquei fascinados ao saber de seu conhecimento astronômico e de sua relação com a natureza. E claro, chocado ao conhecer os detalhes do fim do império Inca, pelas mãos dos colonizadores espanhóis. As 16:00hs o trem partiu de volta a Cuzco.</p>
<h3><b>23/12 Cuzco</b></h3>
<p>Passeei o dia pela cidade, fui até a imigração para carimbar o passaporte, pois pela fronteira que tinha cruzado (Assis Brasil – Iñapari) não encontrei aduana e acabei por ficar ilegal no Peru durante esse período. Consegui acertar a documentação no meio de uma correria, pois era véspera de natal e a imigração funcionava apenas até as 10:30hs, foi uma correria pra recolher uma taxa no banco e voltar pra carimbar o passaporte ! Me informaram que pro carro não seria necessário fazer documentação nenhuma (internação). Eu sabia que isso não estava certo, pois tinha entrado de moto no Peru anos antes e tinha feito toda uma documentação.<br />
De qualquer forma, decidi deixar esse assunto pra resolver na fronteira, na hora de sair do Peru e entrar no Chile. A tarde fiz um city tour bem legal, o motorista do ônibus era simplesmente o Papai Noel!!!</p>
<p><b>24/12 Cuzco – Nazca – 600 kms</b></p>
<p>Essa rodovia, que liga Cuzco a Nazca passando por Abancay é sem duvida uma das estradas mais lindas – e perigosas que existe na América do Sul. Recentemente asfaltada oferece certo conforto e nos permite desfrutar de sua exuberante paisagem! A Cordilheira é muito imponente nessa região, Cuzco está a 3.200m de altitude, e comecei logo a subir mais e mais naquela estrada estreita e repleta de curvas. Começou a chover – me alegrei, pois sabia que a combinação de chuva e altitudes elevadas resultaria em neve. Neve em véspera de natal é um sonho! A temperatura baixava rapidamente, com o aumento da altitude, quando o termômetro aproximava-se de 0 a neve começou a cair. De inicio era pouca neve, mas em pouco tempo tudo foi ficando branco. Parei, desci, fotografei, brinquei como criança. Aos poucos o jipe foi ficando todo coberto de neve e no asfalto já havia um acumulo de cerca de 20 cm de neve!<br />
Segui viagem – fascinado – porém nem tudo eram flores, e cerca de 15 km de Púquio, o jipe começou a ficar fraco, perder desempenho. Cheguei a pensar que era pela altitude, porem ficava e mais fraco e de repente um ruído forte! Desliguei a ignição e pisei na embreagem, consegui seguir descendo – com o motor desligado – até onde foi possível, consegui chegar a Púquio. O carro não pegava mais e eu desconfiava que algo serio teria acontecido com o motor. Já passava das 6 da tarde, dois mecânicos olharam o carro, imaginando ser algum problema de entrada de ar no motor, que uma simples sangria resolveria, mas nada ! o motor estava realmente quebrado ! Fazia muito frio, estava muito úmido apesar de não nevar mais ali, era noite de natal – Púquio certamente não era o sonho de consumo pra passar aquela noite, a cidade é minúscula e não tem estrutura nenhuma.<br />
Pedi ajuda pra policia – os guardas foram extremamente educados e prestativos, me ajudaram a parar um caminhão que por ali passava, pediram para levar meu carro até Nazca, a cerca de 100 kms dali e que seria meu destino. Nazca é uma cidade pequena, mas eu já conhecia e sabia que pelo menos hotel descente e alguma chance de conserto teria ali. Era um caminhão baú, tive um pouco de trabalho pra colocar o jipe lá dentro. O guincho elétrico ajudou bastante ! Afinal de contas o motor não funcionava. Cheguei a Nazca as 02:00hs da manhã. Exausto. Ainda havia que descarregar o jipe e trazê-lo rebocado pelo caminhão até a garagem do hotel.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-f-aEVPCp3mw/UpeWcfekdXI/AAAAAAAAAxE/PoJTAFmugvc/s1600/Capture+11.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-f-aEVPCp3mw/UpeWcfekdXI/AAAAAAAAAxE/PoJTAFmugvc/s640/Capture+11.JPG" width="514" height="640" border="0" /></a></div>
<p><i>Rodovia entre Cuzco e Nazca.</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-0NWuswTdyuw/UpeWc84YUVI/AAAAAAAAAxg/CquL_ChVXeQ/s1600/Capture+12.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-0NWuswTdyuw/UpeWc84YUVI/AAAAAAAAAxg/CquL_ChVXeQ/s640/Capture+12.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-oT-yvg1uLew/UpeWdDai51I/AAAAAAAAAxc/NHB0x-dk7ZU/s1600/Capture+13.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-oT-yvg1uLew/UpeWdDai51I/AAAAAAAAAxc/NHB0x-dk7ZU/s640/Capture+13.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-IQNcud2B8WY/UpeWdRrJAmI/AAAAAAAAAxo/lekI-y9Thzs/s1600/Capture+14.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-IQNcud2B8WY/UpeWdRrJAmI/AAAAAAAAAxo/lekI-y9Thzs/s640/Capture+14.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Mais neve !</i></p>
<h3><b>25/12 – Nazca</b></h3>
<p>Domingo de natal. Ainda assim consegui um mecânico que pela manha foi ao hotel e tentou fazer o jipe funcionar. A esperança é a ultima que morre. O mecânico checou tudo que os outros 2 tinham checado na noite anterior em Púquio, sangria, alimentação de combustível, algum filtro entupido – tudo estava em ordem, mas o motor não funcionava. Ele desconfiava que algo tinha de errado com as válvulas, talvez o motor tivesse fora de ponto. Rebocou o jipe até a oficina, que ficava a 4 quadras do hotel, pra tentar algo mais, pois ali teria mais recursos. A oficina era muito feia – chão de areia e telhado de palha trançada.<br />
No final da tarde ele até conseguiu fazer o motor funcionar, mas o ruído metálico era forte e tudo levava a crer que o motor estivesse realmente quebrado. Mas como podia, um motor diesel reconhecidamente forte, quebrar com menos de 30.000 km? Enfim, não havia o que fazer a não ser autorizar a desmontagem – abrir o motor para saber realmente o que tinha acontecido, e então procurar alguma forma para solucionar o problema.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-_zTS_W_IGXU/UpeWeIq8taI/AAAAAAAAAxw/stKtzw0n_iE/s1600/Capture+15.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-_zTS_W_IGXU/UpeWeIq8taI/AAAAAAAAAxw/stKtzw0n_iE/s640/Capture+15.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Oficina onde o jipe foi desmontado em Nazca !</i></p>
<h3><b>26/12 – Nazca</b></h3>
<p>As 09:00hs fui até a oficina para ver como estava o jipe, me surpreendi ao ver que já estava quase todo desmontado. Mais algumas horas e o motor já estava fora do carro, e pouco tempo mais ele já estava todo aberto em uma bancada adaptada. Feita a autopsia (<i>me permito usar este termo, pois o jipe encontrava-se morto naquele momento</i>), as conclusões: &#8211; 1 camisa e 1 pistão quebrados, 2 outras camisas querendo quebrar (rachadas). Tentamos conseguir as peças no Peru, mas não foi possível, apesar de haver 2 revendas MWM em Lima, nenhuma delas possuía peças para o motor usado no Troller – motor sprint – segundo eles pouco comum no Peru. Tentamos também nas concessionárias chevrolet (pois o motor é o mesmo usado nas Blazer e S10 diesel), mas não nas vendidas naquele pais&#8230; O motor diesel das S10 e Blazer lá, provavelmente importadas de outro pais, não eram MWM. A mesma coisa na Nissan (cujos motores de X-Terra e Frontier são iguais ao do Troller no Brasil), mas foi em vão. Não havia alternativa então. O motor estava aberto, tudo desmontado, resolvemos pedir pro amigo Adriano Américo, justamente o sócio da Motorfort 4&#215;4 que denomina essa expedição, amigo de infância, incentivador, jipeiro e mecânico de mão cheia, que comprasse as peças no Brasil e me enviasse na encomenda urgente via DHL.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-8UqhsIQf1po/UpeWevqhAYI/AAAAAAAAAx8/Ljk5Y-71h0s/s1600/Capture+16.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-8UqhsIQf1po/UpeWevqhAYI/AAAAAAAAAx8/Ljk5Y-71h0s/s640/Capture+16.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Motor desmontado !</i></p>
<h3><b>27/12 – Nazca</b></h3>
<p>Falei com o Adriano pela manhã e a boa noticia era que as peças já haviam sido compradas e despachadas por ele mesmo diretamente no escritório da DHL em Campinas e que no máximo em 3 dias estaria em Nazca ! Restava torcer para que esse prazo se realizasse, ou talvez com um golpe de sorte fosse até mesmo menor que o prometido. Uma vez com as peças em mãos, o carro seria montado em 1 dia apenas, previa que entre sexta e sábado (dias 30 ou 31/12) estaria seguindo viagem.<br />
Depois do café da manhã sai para sobrevoar as linhas de Nazca – Fascinante! Apenas fazendo-se o sobrevôo é que se tem uma noção do que aquilo representa. Fotos e relatos não conseguem transmitir mais do que 50% do que se vê ali de cima.<br />
Segundo estudos científicos, as linhas de Nazca te cerca de 1.500 anos, foram feitas com poucas ferramentas rudimentares. As linhas e figuras nada mais são do que pedras afastadas manualmente, expondo-se o solo arenoso da região. Pela ausência quase total de chuvas e pela ação limpadora dos ventos, aquele patrimônio é mantido através dos séculos. A área onde se encontram as figuras é enorme – com cerca de 50 km de comprimento por 20 km de largura.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-BUeX4cJNr5I/UpeWesydImI/AAAAAAAAAyE/EBrzGad-ijs/s1600/Capture+17.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-BUeX4cJNr5I/UpeWesydImI/AAAAAAAAAyE/EBrzGad-ijs/s640/Capture+17.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Linhas de Nazca – Colibri</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-HNkK7zaSiVQ/UpeWey8zxgI/AAAAAAAAAyA/eSST0AvcMR0/s1600/Capture+18.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-HNkK7zaSiVQ/UpeWey8zxgI/AAAAAAAAAyA/eSST0AvcMR0/s640/Capture+18.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Aqui nota-se a grandeza das figuras, comparadas com a rodovia pan-americana</i></p>
<h3><b>28 e 29/12 – Nazca</b></h3>
<p>Em compasso de espera, acompanhando a encomenda pela Internet e torcendo para que chegasse logo. Fiz um tour chatíssimo pela região. Nazca é um lugar legal para se passar 1 dia, sobrevoar as linhas e seguir viagem pelo Peru, alias, esse era o roteiro que pretendia fazer, mas infelizmente pelas circunstancias acabei me abrigando ali por algum tempo. No tour visitei a casa onde viveu Maria Reich – estudiosa das linhas de Nazca – visitei as linhas propriamente ditas, e pudemos comprovar o que nos haviam dito, que as linhas somente eram vistas por cima (avião), que da terra não era possível vê-las e sequer percebê-las ali, mesmo que alguém estivesse informando que ali naquele ponto estava tal figura. As figuras são gigantescas (algumas com mais de 300 metros de comprimento), portanto apenas a alguma distancia do solo é que se pode vê-las. Curioso isso quando nos lembramos de que elas foram feitas a cerca de 1.500 anos! Visitei também os aquedutos, que eram e ainda são responsáveis por trazer água de poços para a região da cidade.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-XugdyD25Igk/UpeWfkzBZeI/AAAAAAAAAyU/RWyXJje9unE/s1600/Capture+19.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-XugdyD25Igk/UpeWfkzBZeI/AAAAAAAAAyU/RWyXJje9unE/s640/Capture+19.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>As linhas vistas do solo.</i></p>
<h3><b>30/12 – Nazca</b></h3>
<p>Acompanhando pela Internet a encomenda, verifiquei logo cedo que as peças estavam em Lima e passariam pela aduana. Liguei pra DHL, pediram o numero do<br />
passaporte para agilizar o desembaraço e informaram que na manha seguinte as peças seriam entregues em nosso hotel.<br />
Deixamos tudo organizado pra montar o motor e o carro o mais rápido possível, apesar de ser sábado dia</p>
<p>31/12 e domingo dia 01/01, os mecânicos se comprometeram a trabalhar nesses dias a fim de entregar o carro e me permitir seguir com a expedição. Me alegrei com essa expectativa !<br />
Final da tarde liguei novamente pra DHL em Lima para confirmar a entrega, perguntar o horário e de certa forma solicitar mais urgência em nossa encomenda, mas a reposta que me foi dada serviu como um balde de água fria: Primeiro nos disseram que a alfândega havia taxado as peças em U$ 343.00, que deveriam ser pagos para retirar as peças. Depois a pior das noticias, que eles não tinham se dado conta que a entrega era em Nazca, que a pessoa que havia dado a informação pela manha estava enganada e que a encomenda seria entregue apenas na segunda feira, dia 02/01. Seriam mais 3 dias perdidos !<br />
Então surgiu a ideia de ir buscar as peças em Lima e assim foi feito. Peguei a 01:30hs da manha o ônibus pra Lima (7 horas de viagem).</p>
<h3><b>31/12 – Nazca – Lima – Nazca &#8211; 1.000 km</b></h3>
<p>A viagem de ônibus até Lima foi muito tranqüila, era um confortável ônibus leito “doublé deck”. As 07:30hs estava na porta da DHL, as 09:00hs fui atendido e ainda aguardei por mais 30 minutos até que a encomenda chegasse. Enfim as peças! Que alegria! Imediatamente peguei um táxi e fui pra rodoviária, peguei um ônibus pra Ica, cidade a cerca de 100 km de Nazca, onde seria feita a retifica do motor. O mecânico de Nazca, Sr Rudy, estava em Ica na retifica procurando segurar os funcionários da retifica, que por ser o ultimo dia do ano queriam ir embora, para fazer minha retifica ainda naquele dia.<br />
A viagem demorou demais, o ônibus era bem diferente daquele da noite anterior, um legitimo “cata inka” que parava a cada moita da estrada. A viagem demorou quase 5 horas, e quando cheguei a Ica a retifica já havia fechado! Junto com sr Rudy, tentei de toda forma encontrar o dono da retifica, para implorar que o serviço fosse feito naquela tarde, mas foi em vão. Junto com Sr Rudy e as peças, peguei um terceiro ônibus – esse sim bem pior que os outros 2 – até Nazca. Chegamos ao final da tarde.<br />
Passei a virada do ano no hotel, ceia, champanhe, pisco&#8230; Tudo era festa! Decidi deixar o carro lá em Nazca e seguir viagem, pois não adiantava mais ficar lá, as peças já haviam sido entregues ao mecânico e me restava apenas aguardar.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-XkeGAmZUlso/UpeWf_Xth_I/AAAAAAAAAyc/3KF-MLiFPNU/s1600/Capture+20.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-XkeGAmZUlso/UpeWf_Xth_I/AAAAAAAAAyc/3KF-MLiFPNU/s640/Capture+20.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Hotel em Nazca</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-YvhHFSgYqug/UpeWgfBxGFI/AAAAAAAAAys/BFsQqJRb7jw/s1600/Capture+21.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-YvhHFSgYqug/UpeWgfBxGFI/AAAAAAAAAys/BFsQqJRb7jw/s640/Capture+21.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i><br />
</i><i>Reveillon em Nazca !</i></p>
<h3><b>01/01 – Nazca – Arequipa &#8211; 600 km</b></h3>
<p>As 15:30hs embarquei no ônibus pra Arequipa, que fica a cerca de 500km ao sul de Nazca. As 18:30hs o ônibus fazia a única parada prevista, onde seria servido um jantar. Logo vi ferramentas, compartimento do motor do ônibus aberto, pessoas rodeando&#8230; Só me restava mesmo era rir !!! Até o ônibus havia quebrado. Não tive a curiosidade de ver o que tinha acontecido, mas possivelmente conseguiram consertar e por volta das 20:00hs voltamos pra estrada. A previsão de chegada a Arequipa era pras 23:00hs, mas acabamos chegando as 02:30hs da manhã. Peguei um táxi que me levou por vários hotéis na região central de Arequipa. Todos eram “½ boca”, acabei ficando num deles, banho frio!</p>
<h3><b>02/01 – Arequipa</b></h3>
<p>De manha procurei outro hotel, liguei e havia vaga, peguei um táxi e troquei de hotel. Agora sim, esse era confortável e ficava muitíssimo bem localizado, na Praça de Armas de Arequipa!<br />
Aluguei uma Hilux 4&#215;4 e defini que iria a Puno (lago Titicaca) na manhã seguinte. Um caprichado jantar de 1º. de ano, nas varandas do segundo piso do hotel, com uma vista lindíssima pra Praça de Armas e pra Catedral de Arequipa&#8230; uma delicia !</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-vPtI9gTPwYU/UpeWgvx60lI/AAAAAAAAAyw/mMSqMYoctRc/s1600/Capture+23.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-vPtI9gTPwYU/UpeWgvx60lI/AAAAAAAAAyw/mMSqMYoctRc/s640/Capture+23.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Praça de Armas de Arequipa, o hotel</i></p>
<h3><b>03/01 – Arequipa – Puno – Arequipa &#8211; 600 km</b></h3>
<p>Sai as 06:30hs rumo ao Lago Titicaca, são apenas 300 kms de distancia, tudo asfaltado, mas cruzando a cordilheira – partindo dos 2.400m de altitude onde está Arequipa, atingindo 4.700m na cordilheira e recuando para 3.800m no Lago Titicaca. Essas travessias sempre são demoradas, curvas, visual legal, altitude, frio e às vezes neve!<br />
A cerca de 40 km de Arequipa, fui parado por um controle policial, o guarda pediu documentos e depois de alguns minutos disse que teria que me multar e apreender o carro, pois no documento havia indicação de ser aquela uma pick-up “baranda” (era como ele pronunciava, devia ser algo como “varanda” imagino), ou seja, de carroceria e portanto cabine simples, enquanto o correto seria estar no documento a indicação pick-up “doble cabina”. Tentei todos os argumentos possíveis, desde o mais simples e obvio, que tratava-se de um carro alugado e que eu como turista não tinha culpa nenhuma e nem obrigação de conhecer sobre documentos peruanos, ainda mais por ter alugado o carro numa Avis não em qualquer locadora de fundo de quintal – mas não adiantou – então resolvi contar toda a historia da aventura pro guarda, desde a travessia pelo rio pra entrar no Peru, a quebra do carro, atraso das peças e toda a onda de azar que me perseguia. Mas também não adiantou. Então, veno que nada mais podia ser feito e me vendo em situação desfavorável novamente, sugeri ao guarda que podería colaborar com a gasolina da viatura. Valor rapidamente estipulado em 50 soles (cerca de US$ 20) e fui autorizado a seguir viagem. O guarda fez questão de salientar que lá não existe esse habito de aceitar ajuda, mas tratava-se de um caso especial, éramos turistas e afinal de contas a contribuição era para a gasolina da viatura&#8230;  (concordei imediatamente!)<br />
Essa estrada, a exemplo das outras travessias de cordilheira peruanas é linda. Por todo o trajeto havia a companhia dos trilhos de uma ferrovia, atravessei uma reserva nacional, onde vivem as vicunhas e alpacas, tudo muito lindo!<br />
Pouco antes de chegar a Puno, passei por uma cidade chamada Juliaca – me senti no Vietnã. Havia chovido, existiam poças de lama gigantes pelas ruas da cidade. Bicicletas com 3 rodas levando 3 pessoas estavam por toda parte, o transito era desordenado e barulhento, pelo uso excessivo das buzinas !<br />
Errei uma rua no centro de Juliaca e cai na contramão. Tive que manobrar a pick-up sob uma salva de buzinadas histéricas. (já havia passado por Juliaca em 2002, de moto e o cenário era o mesmo! eita cidade feia!)<br />
Consegui sair dali e peguei a estrada novamente, estava quase chegando a Puno.<br />
A cidade, Puno, também é horrível – fica na encosta e mais parece um favelão do que uma cidade. Entretanto existem 2 hotéis legais na cidade, as margens do Lago Titicaca, pra um deles rumei e ali almocei e curti algumas horas as margens do grande lago. Titicaca é o lago navegável de maior altitude no mundo (3.800m) e serve de divisa entre Peru e Bolívia.<br />
Havia combinado com o mecânico que as 12:00hs ligaria pra ele em Nazca pra saber como andava o conserto. Não consegui falar com ele, tentei mais 2 ou 3 vezes sem sucesso.<br />
Almocei truta as margens do grande lago, logo mais segui de volta pra Arequipa. A volta foi ainda mais linda que a ida, pois começou a chover, e logo estava nevando novamente!<br />
Antes das 18:00hs estava de volta a Arequipa, devolvi o carro e contando o “incidente” com a policia ainda consegui um abatimento de 50 soles na tarifa de aluguel do carro.<br />
As 20:00hs consegui falar com Sr Rudy, o mecânico, e ele disse que o motor já havia retornado da retifica e que no dia seguinte começariam a monta-lo no carro.<br />
Fiquei um pouco preocupado, pois ele disse que a retifica afirmou ter sido falta de pressão do óleo lubrificante a causa da quebra, Sr Rudy disse que após montado o motor ele ia verificar a pressão de trabalho do óleo para saber se tinha alguma coisa errada com a lubrificação. Puxa vida!!! Mas ele mesmo tinha dito que agora era só montar o motor&#8230; Como pode haver duvida de algum outro problema?&#8230; Restava torcer pra não ser nada grave.<br />
Combinamos de falar novamente ao telefone as 16:00hs do dia seguinte, e se estivesse tudo ok, pegaria o ônibus naquela noite para ir a Nazca buscar o carro, retomando a viagem na quinta feira cedo.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-gR2Cvi4RYxQ/UpeWg_iq3PI/AAAAAAAAAzE/WsmffO1VcFk/s1600/Capture+24.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-gR2Cvi4RYxQ/UpeWg_iq3PI/AAAAAAAAAzE/WsmffO1VcFk/s640/Capture+24.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-IcBP25uDc8s/UpeWg3BQ_BI/AAAAAAAAAy8/ZRXw5Esjf-Q/s1600/Capture+25.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-IcBP25uDc8s/UpeWg3BQ_BI/AAAAAAAAAy8/ZRXw5Esjf-Q/s640/Capture+25.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Entre Arequipa e Puno</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-5qaG-ZPIvbE/UpeWhTVmjnI/AAAAAAAAAzI/QJJoma-YrYU/s1600/Capture+26.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-5qaG-ZPIvbE/UpeWhTVmjnI/AAAAAAAAAzI/QJJoma-YrYU/s640/Capture+26.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-Fuk0ie8HhLQ/UpeWhhp_x9I/AAAAAAAAAzQ/kB0-tZn9VeA/s1600/Capture+27.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-Fuk0ie8HhLQ/UpeWhhp_x9I/AAAAAAAAAzQ/kB0-tZn9VeA/s640/Capture+27.JPG" width="640" height="484" border="0" /></a></div>
<p><i>Juliaca – lembra Vietnã</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-z5gh8qWzZmk/UpeWiNwU28I/AAAAAAAAAzk/6hB6t9zRmPk/s1600/Capture+28.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-z5gh8qWzZmk/UpeWiNwU28I/AAAAAAAAAzk/6hB6t9zRmPk/s640/Capture+28.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Casas de “totora” no lago titicaca</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-CxO8kqvOFgo/UpeWiBeZ-CI/AAAAAAAAAzY/n_Z0hqz9q90/s1600/Capture+29.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-CxO8kqvOFgo/UpeWiBeZ-CI/AAAAAAAAAzY/n_Z0hqz9q90/s640/Capture+29.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Lago titicaca ao fundo.</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-okOESovShYA/UpeWiy-AJsI/AAAAAAAAAzw/4NaikSyuoBA/s1600/Capture+30.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-okOESovShYA/UpeWiy-AJsI/AAAAAAAAAzw/4NaikSyuoBA/s640/Capture+30.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Mais um pouco de neve na volta pra Arequipa.</i></p>
<h3><b>04/01 – Arequipa</b></h3>
<p>Fiquei o dia todo pela cidade, passeei bastante a pé. No final da tarde falei com Sr Rudy por telefone e o mesmo disse que o carro estava “quase montado” e que eu poderia viajar naquela noite pra Nazca e buscar o carro. Dito e feito, comprei a passagem. Naquela noite peguei o ônibus pra Nazca.</p>
<h3><b>05/01 – Arequipa – Nazca &#8211; 600 km</b></h3>
<p>Passados alguns quilômetros havia um acidente na pista e o ônibus ficou parado por umas duas horas, eu não me preocupei muito pois era um confortável leito e o horário previsto pra chegar em Nazca era 04:30hs da manhã, qualquer atraso seria bem vindo – chegar pela manhã seria bem melhor que de madrugada.<br />
Passado o acidente, ainda que meio sonolento, notei que o ônibus andava muito devagar na rodovia, talvez em primeira e segunda marchas apenas. Por vezes parava um pouco no acostamento, por vezes seguia devagar. Percebia que vez ou outra passava outro veiculo mais rápido, sinal que a estrada não estava bloqueada, comecei a ficar preocupado e desconfiar de um assalto no ônibus ! Eu tinha um bom dinheiro comigo, para pagar o serviço do mecânico. Mais algum tempo nesse ritmo e logo entra uma pessoa na cabine e anuncia que o ônibus estava quebrado, mas que já havia outro ônibus da mesma companhia atrás e nos levaria ao destino. No entanto o outro ônibus já tinha passageiros. Não havia onde sentar. Acabei me acomodando sobre a mesinha de jogos, onde dormi o resto da noite. Pela manha estava em Nazca, corri até a oficina e qual não foi minha decepção ao ver ainda o motor sobre a bancada. Eles estavam com dificuldade em montar o cabeçote do motor, diziam que precisavam de uma ferramenta especial que apenas a MWM teria. Falei com Adriano por telefone, ele se informou sobre a ferramenta e até mesmo no Brasil ela é comprada apenas sob encomenda, levando alguns dias, além de ser caríssima. Passamos o dia inteiro tentando pesquisar na Internet como seria essa ferramenta e tentando confecciona-la usando uma morsa, alguns pedaços de aço e uma solda elétrica. No final do dia tínhamos a ferramenta pronta e deixamos pra montar o cabeçote no dia seguinte. Apesar de cansado, abalado e desanimado, ainda restava um pouco de esperança, afinal o motor tava pronto, diversas etapas haviam ficado pra trás – achar o problema, receber as peças, fazer a retifica&#8230;era a reta final, bastava montar a tal engrenagem, fechar o cabeçote, colocar o motor pra dentro do carro novamente, regular, ligar, partir !!!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-GLChZar9t0g/UpeWi5kMBnI/AAAAAAAAAz8/sLaFW5lLWNg/s1600/Capture+31.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-GLChZar9t0g/UpeWi5kMBnI/AAAAAAAAAz8/sLaFW5lLWNg/s640/Capture+31.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Até o ônibus quebrou !</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-XOV3yraoMAs/UpeWjrqY00I/AAAAAAAAA0E/CHhPQ7_GpJo/s1600/Capture+32.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-XOV3yraoMAs/UpeWjrqY00I/AAAAAAAAA0E/CHhPQ7_GpJo/s640/Capture+32.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Jipe ainda internado na oficina em Nazca. Oficina de primeiro mundo ?!</i></p>
<h3><b>06/01 – Nazca</b></h3>
<p>Conseguimos montar a engrenagem no cabeçote e eles seguiram montando o motor no carro, eu tinha me preparado para ir a Nazca, buscar o carro e voltar pra Arequipa – tinha apenas a roupa do corpo, que ficou imunda pela sujeira da oficina !! Passou o dia todo até que o motor estivesse instalado. Conseguimos faze-lo partir ! FUNCIONOU !!! No entanto, conforma Sr Rudy havia me sugerido pelo telefone, deveríamos verificar a pressão do óleo, para evitar outra quebra. Ele instalou um manômetro ali mesmo, sob o capô, e descobrimos que a pressão do óleo era baixa demais, as vezes chegava a ficar totalmente sem pressão, as vezes ficava com pressão baixa demais. No entanto, consultando no manual do motor, na Internet e por telefone com o Adriano, descobrimos que esse motor trabalha com valores de pressão bem abaixo dos valores que os motores antigos – os quais Sr Rudy está acostumado a consertar ali – trabalham. Alegres, eu e Sr Rudy saímos pra um teste com o carro, e nosso desapontamento foi grande ao sentir o motor quase travar por 4 vezes (o motor ficava pesado e chegava a morrer, mas partindo logo em seguida). Voltamos pra oficina com cuidado, verificamos o nivel do óleo e estava baixo demais, ele colocou mais 3 litros e o carro parou de travar. Já era noite, fomos dormir, deixei o carro na oficina pra na manha seguinte fazermos a ultima verificação e encerrar o serviço.</p>
<h3><b>07/01 – Nazca</b></h3>
<p>Logo cedo estava lá, ligamos o carro e pra nossa surpresa não havia novamente pressão no óleo ! Passados alguns minutos a pressão apareceu, meio instável. Seguimos montando os filtros, tiramos o manômetro de pressão e voltamos a ligar a luz de pressão do óleo do painel, vedamos com silicone o filtro de ar e etc, acertei a conta com eles, me despedi de todos, agradeci e fui partindo&#8230; a luz do óleo no painel voltou a acender ! Voltei pra oficina – agora sim chateado – eles tentaram desmontar mais alguns itens, válvula de óleo, falavam sobre a bomba&#8230; mas foi ai que descobri que não adiantava mais tentar nada naquelas condições. Segunda feira, dia 09, se aproximava, eu deveria voltar ao trabalho naquele dia, ainda faltavam 5.200kms de estrada para chegar a SP, o motor apesar de todo refeito, indicava através da luz que algo ia mal, eu não tinha confiança em assumir essa distancia toda, através do deserto, com o carro naquelas condições. Também não tinha confiança que algo se resolveria naquela oficina. Resolvi encerrar os trabalhos, levar o carro até o hotel, pedir para deixa-lo guardado ali e voltar pro Brasil de avião. E assim foi feito.</p>
<h3><b>08/01 – Nazca – Arequipa &#8211; 600 km</b></h3>
<p>A tarde peguei o ônibus pra Arequipa,. Era domingo à noite, e consegui vôo apenas pra terça feira cedo, portanto passaria ainda a segunda feira ali.</p>
<h3><b>09/01 – Arequipa</b></h3>
<p>Aproveitei o dia pra arrumar as bagagens – quase 70 kg que trouxe para o Brasil – passear por Arequipa, fazer algumas compras e etc. Peguei a passagem e fui descansar pra viajar na manha seguinte.</p>
<h3><b>10/01 – Arequipa – Lima – SP  ( 6.000 km &#8211; avião )</b></h3>
<p>Logo pela manha peguei o voo em Arequipa para Lima, e rapidamente outra conecção pra São Paulo. Pela janela do avião eu via o deserto, vez ou outra via a rodovia pan-americana – apenas um risquinho negro em meio a tanta areia, uma imagem realmente impressionante! – e pensava na vez que havia passado ali mesmo, em cima de minha moto, e nada tinha acontecido. Agora, num jipe – teoricamente mais robusto e bem equipado – com ferramentas, estepe, guincho, fluidos e peças em reserva&#8230; Dessa vez o deserto havia me vencido! Cheguei ao aeroporto de Guarulhos na noite daquela terça feira – meu pai e minha mãe estavam ali me aguardando! Fiquei feliz em voltar pra casa. Porém, sabia que a expedição não tinha terminado ali, que ainda haveria outro capitulo – O<br />
Resgate do jipe quebrado!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-3CXYge1XtqM/UpeWjk7r-sI/AAAAAAAAA0I/lUzTvbdoywQ/s1600/Capture+33.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-3CXYge1XtqM/UpeWjk7r-sI/AAAAAAAAA0I/lUzTvbdoywQ/s640/Capture+33.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-ltsgAvDYbwo/UpeWj2-nRsI/AAAAAAAAA0Q/DzKKBwOt_K8/s1600/Capture+34.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-ltsgAvDYbwo/UpeWj2-nRsI/AAAAAAAAA0Q/DzKKBwOt_K8/s640/Capture+34.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Rodovia Pan-americana vista desde o avião.</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-GK9SE40fHS4/UpeWkYxlmfI/AAAAAAAAA0c/82f-qmtAhdA/s1600/Capture+35.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-GK9SE40fHS4/UpeWkYxlmfI/AAAAAAAAA0c/82f-qmtAhdA/s640/Capture+35.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Lago Titicaca visto desde o avião.</i></p>
<h2><b>O RESGATE!!! </b><br />
<b><br />
</b><b>02/02 – São Paulo &#8211; Lima ( 5.000 km &#8211; avião )</b></h2>
<p>Depois de alguns dias tentando alternativas diversas para trazer o carro de volta ao Brasil, desde levar um mecânico, consertar e voltar rodando – pensei também em contratar um caminhão “prancha” pra ir buscá-lo, pensei em ir com o caminhão da minha empresa, em ir com uma Pick-up  e voltar com o jipe rebocado, cheguei a conseguir uma cotação numa transportadora – US$ 10,000 !!!! Mas por fim, encontrei (através de um amigo de meu pai) a Transportadora AMERICA, que é especializada em transporte de veículos pela América do Sul e estava justamente fazendo uma viagem inaugural á Lima, num comboio de 6 carretas que levavam 6 chassis de microônibus cada uma, e voltariam “batendo lata” de Lima até o Brasil !!! Perfeito! Pra melhorar ainda, se prepuseram a fazer o transporte em cortesia. Romeu e seu filho João, os donos da transportadora, foram muito atenciosos por telefone e se dispuseram a ajudar em tudo que fosse possível – realmente ajudaram! Porém, havia entrado no Peru por uma fronteira não controlada, não tinha documentação de entrada do carro, achei que os motoristas teriam problemas enormes para sair com um carro de terceiro de um pais, onde sequer ele teria entrado oficialmente. Seria o ideal se eu estivesse junto para cruzar as fronteiras, explicando pessoalmente sobre a entrada irregular e apresentando meus documentos de proprietário do veiculo. Estando o veiculo quebrado e acompanhado do proprietário, concluímos ser mais fácil atravessar as fronteiras, caso contrario ele seria considerado carga, e acabaria indo parar na aduana !<br />
Bem, o comboio da Transportadora América estava chegando a Lima nesse dia, 02/fev uma quinta feira, pela manha. Consegui um vôo de SP para Lima e as 12:20hs eu estava no lugar combinado, um porto seco na região chamada Callau, segundo consta é a zona portuária e a região mais perigosa de Lima. No entanto ali não havia o menor sinal dos caminhões. Não havia onde ficar, haviam muitos guardas na porta, era uma avenida movimentadissima – carretas e containeres pra lá e pra cá a toda hora, não me deixaram entrar, fiquei ali mesmo, sentado na calcada sob um sol forte, esperando que a qualquer momento os 6 caminhões com placas do Brasil virassem a esquina ! Mas isso não aconteceu. Até as 17:00hs fiquei ali, quando então consegui comunicar-me com o Romeu e recebi a informação que as carretas não estavam ali, não tinham nem chegado a Lima ainda, estavam num pedágio da rodovia Pan-americana, cerca de 20km ao sul de Lima. Eles tinham recebido recomendações da policia para não se aproximarem do porto naquele horário, pois era uma região perigosíssima a noite, e que deixassem pra descarregar na manha do dia seguinte.<br />
Aníbal, o representante da América em lima, apareceu pra me buscar&#8230; UFA! Fomos ao encontro dos motoristas. Logo os encontramos, que alegria, seguimos com eles até um posto de combustível onde eles pernoitaram, agendamos a descarga para o dia seguinte as 08:00hs. A frota impressiona, são 6 carretas Mercedes Benz 1944S, praticamente zero km, com 440hp cada, 22,40 metros de comprimento, especialmente projetadas pra longas viagens.<br />
Voltei com Aníbal pra região central de Lima, e me hospedei num hotel, jantei no Burger King&#8230; Talvez fosse a ultima vez que dormiria numa cama nos próximos dias..</p>
<h3><b>03/02 – Lima</b></h3>
<p>Logo cedo coloquei uma bermuda e camiseta pra junto com Aníbal ir ao porto seco, onde os caminhões estariam. Logo que chegamos, vimos que os caminhões já tinham entrado e aguardavam em uma fila, algumas burocracias a presença do fiscal liberaria a carga. Um dos “chapas” que estavam do lado de fora, informou que de bermuda não entraria ali, e no carro mesmo voltei a colocar a calca jeans – bem quente! Não há a menor comunicação entre “a rua” e os motoristas lá dentro, o porto é grande demais e ao longe via os caminhões. De repente eles apareceram, peguei minha bolsa e fui ao encontro deles, tentando entrar junto. Porém fui barrado pela segurança – apenas uma pessoa pode entrar por caminhão. Ali na portaria me disseram que o tramite de descarga e aduana as vezes leva 2 dias. Como eu estava incomunicável com os motoristas o que me restava fazer era&#8230; Sentar na mesma calcada da tarde anterior e esperar!!!<br />
Sol forte&#8230; Que saudades da bermuda.. Meu pescoço e testa já ardiam, eu estava bem queimado, desidratado. Não podia sair dali pra nada, nem pra comprar um protetor solar, nem um refrigerante. Pois a qualquer momento minha “carona” podia sair por aqueles portões, eu tinha que estar ali. Não havia uma arvore sequer por perto.<br />
Algo tinha que ser feito, troquei torpedos com o Romeu, e ele também não tinha comunicação com os motoristas, pois nenhum levava celular.<br />
Fui novamente ate a segurança e tentei entrar, dessa vez tive sorte de encontrar o chefe da segurança, que não apenas permitiu minha entrada, como me acompanhou ate os caminhões. Naquele momento eu acabei me transformando numa espécie de porta voz dos motoristas, o chefe da segurança me perguntou se eu era supervisor da transportadora, e eu, por impulso respondi que sim – com medo que ele me colocasse pra fora de novo! Bem, agora como supervisor e notando que os chassis tinham sido descarregados, me restava apenas interceder pra tentar liberar as carretas e iniciar a viagem de volta. O próprio chefe da segurança chamou o fiscal responsável, e em poucos minutos conseguimos a liberação dos caminhões! O armazém alfandegário é de proporções descomunais, até mesmo trem passa ali dentro e mais de 500 carretas descarregam ali todos os dias. Os muros são altos e vigiados por guardas armados – afinal a região é perigosa. Estávamos liberados, peguei carona com o Zé Carlos, éramos o ultimo caminhão a sair, víamos todos a nossa frente, saímos do porto seco, entramos na avenida em frente ao armazém e passamos literalmente por um arrastão. Cerca de 10 ou 15 moleques invadiram as carretas, roubando tudo que estivesse ao alcance, ferramentas, diesel, estepe, extintor de incêndio e etc. Como o transito era lento não havia o que fazer, se parássemos e abríssemos a cabine, seriamos assaltados mesmo! Sem ter o que fazer, passamos o mais rápido possível por ali e fomos embora. Logo mais nos desvencilhamos do transito caótico de Lima (que torna-se um pouco mais complicado quando se está numa carreta daquelas<br />
proporções) pegamos a rodovia pan-americana e seguimos para o posto, ainda próximo a Lima.<br />
Havia o remonte para ser feito, colocar uma carreta vazia sobre a outra, para economizar combustível e pneus, numa volta para casa que tinha cerca de 4.000 km ate Uruguaiana, Brasil. O sol estava forte demais, definimos fazer mais a noite, mesmo porque a precária rampa que havia ali poderia ser usada apenas após as 18:30hs. Almoçamos um arroz com carne ao lado das carretas, descansamos e fomos fazer o remonte. Tentamos até as 21:00hs, mas não foi possível naquelas condições, a rampa era muito baixa. Tomamos um banho no posto de combustível, e resolvemos dormir e procurar um lugar melhor pra remontar na manha seguinte.<br />
Fui pra carreta do João Alberto, Ele dormiu na cama que tem atrás dos bancos e eu dormi sobre os bancos e motor do caminhão. Não é absolutamente plano e nem muito macio, mas estava cansado e consegui dormir legal.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-c8ZjxhWfM98/UpeWkRgvjoI/AAAAAAAAA0k/eh0Q7zvgwOU/s1600/Capture+36.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-c8ZjxhWfM98/UpeWkRgvjoI/AAAAAAAAA0k/eh0Q7zvgwOU/s640/Capture+36.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>A frota</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-gRPYvQhHllw/UpeWkp80I6I/AAAAAAAAA0o/LKlD3QiVEYA/s1600/Capture+37.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-gRPYvQhHllw/UpeWkp80I6I/AAAAAAAAA0o/LKlD3QiVEYA/s640/Capture+37.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Zé Carlos</i></p>
<h3><b>04/02 – Lima – Nazca &#8211; 500 km</b></h3>
<p>Aos poucos fui conhecendo, conversando com todos os motoristas.<br />
&#8211; Ribamar, um paraibano gente boa, mas esquentado, que viajava com sua esposa.<br />
&#8211; Arquimedes, fisicamente idêntico ao Sr Benz, o chefe do pai do Bart Simpson no desenho. É o mais velho do grupo e o mais novo na empresa. Daqueles caras cheios de historia pra contar, e era o cozinheiro oficial da viagem. Ele também viajava com sua esposa.<br />
&#8211; João era o mais novo do grupo, tinha 37a. gente boa, curtia um bom rock, viajamos curtindo The Eagles (hotel Califórnia), Supertramp, Led e outros&#8230; Companheiro nota 10!<br />
&#8211; Zé Carlos com a mesma idade do Arquimedes era bem sossegado, quieto, e muito experiente. Conversando me contou que deixou de beber há 15 anos, mas era alcoólatra de carteirinha. Hoje em dia não molha nem o bico em cerveja – tem medo!<br />
&#8211; Nelson é o negão. Gente boa e realmente merecedor do titulo de mais sossegado, ele realmente não curtia sujar as mãos, apenas dirigia. Nelson vive na carreta, não tem casa, não paga aluguel.<br />
&#8211; Chimendes era o líder do grupo, Ele já tinha em uma ocasião levado ônibus ate o Equador e era o único que conhecia o trajeto. Apesar de ser novo na empresa (1 ano e ½) ele liderava com sabedoria a frota naquela viagem.<br />
Depois de muito trabalho naquela manha, cerca de 4 horas sob sol forte, tínhamos terminado a remonta, a frota antes de 6 caminhões tinha se reduzido a 4, pois duas carretas e dois “cavalinhos” seguiam de carona nas outras 4.<br />
No caminhão em que eu seguia com o João, foi carregado o cavalinho do Chimendes, e ele também viajou na nossa cabine.<br />
No final da tarde estávamos em Nazca, sob chuva intensa (que durou a noite toda) buscamos o jipe no hotel e o rebocamos com o cavalinho até o posto de combustível onde dormimos, não sem antes comer um frango e arroz que o Arquimedes preparou, e claro, depois de ouvir bastante historia, abrigados da chuva sob a carroceria da carreta.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-4obBgu3Wcco/UpeWlIpooyI/AAAAAAAAA0w/P7MpetexEBg/s1600/Capture+38.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-4obBgu3Wcco/UpeWlIpooyI/AAAAAAAAA0w/P7MpetexEBg/s640/Capture+38.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Remontando os caminhões</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-jIYdo3vsyPs/UpeWlcR9jWI/AAAAAAAAA08/d8wFWWrwpb8/s1600/Capture+39.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-jIYdo3vsyPs/UpeWlcR9jWI/AAAAAAAAA08/d8wFWWrwpb8/s640/Capture+39.JPG" width="640" height="474" border="0" /></a></div>
<p><i>Chimendes na cama e João ao volante.</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-2XdIB1x7zIo/UpeWmEyF2aI/AAAAAAAAA1E/JDiJXydcDdk/s1600/Capture+40.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-2XdIB1x7zIo/UpeWmEyF2aI/AAAAAAAAA1E/JDiJXydcDdk/s640/Capture+40.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Zé Carlos, Arquimedes e eu, jantando sob a carreta (protegidos da chuva)</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-Z2Y_qAuklJs/UpeWmWbXLRI/AAAAAAAAA1M/UCm8QoQ74dk/s1600/Capture+41.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-Z2Y_qAuklJs/UpeWmWbXLRI/AAAAAAAAA1M/UCm8QoQ74dk/s640/Capture+41.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>Essa era minha cama, o travesseiro era a mochila do João.</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-hLJX0pg6XbY/UpeWnAr-F3I/AAAAAAAAA1c/qQZ2ozf-SEA/s1600/Capture+42.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-hLJX0pg6XbY/UpeWnAr-F3I/AAAAAAAAA1c/qQZ2ozf-SEA/s640/Capture+42.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-RocYCZx61cM/UpeWnVuHhXI/AAAAAAAAA1k/qm7lzf1d2_s/s1600/Capture+43.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-RocYCZx61cM/UpeWnVuHhXI/AAAAAAAAA1k/qm7lzf1d2_s/s640/Capture+43.JPG" width="640" height="466" border="0" /></a></div>
<p><i>O jipe juntando-se ao comboio.</i></p>
<h3><b>05/02 Nazca – arredores de Arequipa &#8211; 550 km</b></h3>
<p>Carregar o jipe na carreta foi muito simples. Tiramos a bateria de um caminhão, fizemos uma chupeta no jipe e usando apenas o guincho elétrico (sem ligar o motor), em menos de 5 minutos tava tudo pronto! Amarramos bem e seguimos viagem.<br />
A cerca de 100 km de Arequipa, o caminhão onde estavam Nelson e Zé Carlos chocou-se contra outro caminhão, numa curva. Nada grave, na verdade nem um risco no caminhão do Nelson, mas o bico da carroceria deles veio a rasgar uns 3 ou 4 metros do baú do outro caminhão. Foram umas 3 ou 4 horas parados, negociando com a policia e etc. No final prevaleceu o velho ditado “Em pasto alheio boi é vaca!”, e apesar de estarmos certos, acabamos deixando US$ 150 ali, sendo 100 pro outro caminhoneiro e 50 pra policia. Seguimos viagem, passamos por Camana e começamos a subir em direção a Arequipa. A serra é longa e perigosa. Por volta das 19:00hs resolvemos parar num posto, já era tarde e logo teríamos problemas com a policia se continuássemos na estrada, pois no Peru caminhões são proibidos de viajar a noite. O posto era precário, não tinha nada, ate mesmo a luz (tocada por gerador) apagou-se as 20:0hs. Não havia janta nem banho, os outros caminhões tinham ficado pra trás, nos restava dormir.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-QRyCmhjiuks/UpeWnGuwHoI/AAAAAAAAA1o/jB9h7aNY2KQ/s1600/Capture+44.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-QRyCmhjiuks/UpeWnGuwHoI/AAAAAAAAA1o/jB9h7aNY2KQ/s640/Capture+44.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Acidente entre as carretas antes de Arequipa.</i></p>
<h3><b>06/02 – Arequipa – Arica (Chile) &#8211; 450 km</b></h3>
<p>Programamos o despertador pras 04:00hs da manha, porem ainda era noite fechada e resolvemos dormir até as 05:00hs. Fui dormindo atrás quase a viagem toda, até que ao meio dia chegamos a fronteira Peru x Chile, em Tacna. Eu tava muito apreensivo, pois não tinha o documento de entrada do troller e sabia que encontraríamos dificuldades para sair do Peru. Dito e feito foram 3 horas parados, ate que o chefe da aduana chegasse, tomasse conhecimento de nosso problema e para nossa surpresa, rindo pela falta de estrutura em iñapari ele nos liberasse de imediato. Que alivio.<br />
Terminamos a documentação e fomos pra aduana chilena, a 500 metros dali. Não podíamos imaginar que ali começariam os problemas! Eles começaram a exigir documentos e mais documentos dos motoristas, encrencavam por estarmos levando caminhões remontados. Os motoristas já cansados começaram a sair do serio e conseqüentemente a perder a razão. Depois de muitas idas e vindas, concluiu-se que precisavam alterar o documento que havia sido feito a pouco no lado peruano. MIC é um Manifesto Internacional de Cargas, que cada caminhão de carga que viaje pela América do sul é obrigado a levar, acontece que esse documento foi preenchido de uma maneira (tratando os caminhões como viajando vazios, e apenas levando caminhões da mesma empresa sobre eles) e dão margens a interpretações diferentes em cada fronteira (por exemplo, no lado chileno eles diziam que mesmo sendo da mesma empresa, se estava um sobre o<br />
outro, era considerada carga!). Ai, os caras ficam discutindo o sexo dos caramujos, empurrando de uma fronteira pra outra o problema. Fomos ao lado peruano novamente, alteramos a documentação e a deixamos exatamente como o oficial chileno havia pedido. As 21:00hs conseguimos sair de lá, seguimos até Arica – cerca de 30 km da fronteira, já no lado chileno – tomamos um banho gelado no posto, jantamos um miojo e fomos dormir.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-9r89ajJIY38/UpeWngAkG7I/AAAAAAAAA10/os-lAEqyto0/s1600/Capture+45.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-9r89ajJIY38/UpeWngAkG7I/AAAAAAAAA10/os-lAEqyto0/s640/Capture+45.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Fronteira Peru x Chile</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-RdvprYE-T74/UpeWoBXoBQI/AAAAAAAAA2A/pA_EEPKD9zc/s1600/Capture+47.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-RdvprYE-T74/UpeWoBXoBQI/AAAAAAAAA2A/pA_EEPKD9zc/s640/Capture+47.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Nelson e Joao &#8211; Jantar em Arica (miojo)</i></p>
<h3><b>07/02 –Arica – San Pedro Atacama. &#8211; 700 km</b></h3>
<p>O dinheiro que os motoristas tinham levado não seria suficiente para chegar a Uruguaiana, não daria nem pro Diesel, então eles falaram por telefone com Romeu e em pouco tempo conseguiram com ele a autorização para ir buscar o dinheiro com um cliente da transportadora, porém o cliente ficava em Tacna, no lado Peruano – a cerca de 60 km dali.<br />
Acompanhei Chimendes e João até Tacna, o único detalhe é que não podíamos ir com os caminhões, pela documentação, então fomos numa lotação mesmo !<br />
Entre ida e vinda. Cambio do dinheiro, aduanas e etc acabamos chegando a Arica onde estavam os outros motoristas aguardando, apenas as 17:00hs. Porém a vontade de todos era chegar ao Brasil, comemos o resto do macarrão com sardinha que eles tinham comido no almoço, abastecemos os caminhões e, na gíria dos motoristas, “ganhamos a estrada”.<br />
Saímos de Arica as 18:00hs, João e Chimendes foram se revezando na direção, e as 06:00hs da manha estávamos em San Pedro Atacama.</p>
<h3><b>08/12 – San Pedro Atacama</b></h3>
<p>A aduana abria apenas as 08:00hs, então aguardamos e as 08:00hs éramos os primeiros a ser atendidos. Apenas nosso caminhão havia viajado a noite toda e estava em San Pedro, os demais possivelmente teriam parado para dormir em alguma parte e ainda não haviam chegado. Para nossa surpresa, o que seria apenas uma liberação de saída do pais, acabou-se tornando num tormento. Argumentamos que a entrada no Chile havia sido conturbada e que fizemos a documentação exatamente como o oficial chileno nos havia pedido, e que agora para sair do Chile não podiam estar nos pedindo coisas diferentes. Mas na verdade eles estavam sim, e pouco se importavam com nossa documentação. Falavam inicialmente que tínhamos que ir até a aduana em Antofagasta, para regularizar a documentação e pagar uma multa, mas essa cidade fica a mais de 300 km de San Pedro. Argumentamos mais uma ou duas vezes, mas a sra da aduana era de poucos amigos e não queria conversa. Eu estava muito chateado, acreditando que o problema todo era por causa do jipe, já tinha ate sugerido que descarregassem o jipe e seguissem viagem. Na hora do almoço, junto com outros motoristas brasileiros que ali também estavam (de outras empresas), comemos um arroz carreteiro autentico, pois havia sido preparado por um carreteiro e embaixo da carreta! Por volta das 18:00hs os outros caminhões chegaram, e nos estávamos ali ainda, enrolados com a documentação e tentando de alguma forma nos livrar daquele pesadelo. Surpresa total foi que todos os outros caminhões também foram barrados ali, pois o problema não era com o jipe e sim com as remontas !!! Apenas por volta das 20:00hs ela nos disse que se a empresa América fizesse um fax com uma carta de correção para cada um dos caminhões, ela autorizaria a seguirmos. Fizemos um inferno, conseguimos localizar o Romeu naquela noite e ele pediu para que seus funcionários fossem ate a empresa para emitir tal carta de correção enviasse por fax. A aduana fechava as 23:00hs, e exatamente as 23:00hs nosso fax chegou. A Sra olhou, disse que parecia certo, mas que estavam fechando e que no dia seguinte poderiam analisar cuidadosamente a documentação. Dormimos ali na aduana mesmo, novamente sem banho!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-NZ6DBUU_mSY/UpeWorGAd4I/AAAAAAAAA2I/Jzf5hI2Tyks/s1600/Capture+48.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-NZ6DBUU_mSY/UpeWorGAd4I/AAAAAAAAA2I/Jzf5hI2Tyks/s640/Capture+48.JPG" width="640" height="484" border="0" /></a></div>
<p><i>Nelson em San Pedro de Atacama</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-YJ3b3lSpsKE/UpeWoi0QVqI/AAAAAAAAA2Q/eTcwfrVdtUA/s1600/Capture+49.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-YJ3b3lSpsKE/UpeWoi0QVqI/AAAAAAAAA2Q/eTcwfrVdtUA/s640/Capture+49.JPG" width="640" height="476" border="0" /></a></div>
<p><i>Vulcão Licancabur em San Pedro de Atacama</i></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-csz21UbH8j8/UpeWphJJPvI/AAAAAAAAA2s/E80YlvsSA7Y/s1600/Capture+50.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-csz21UbH8j8/UpeWphJJPvI/AAAAAAAAA2s/E80YlvsSA7Y/s640/Capture+50.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<p><i>“Nossa” carreta, com o jipe em cima, no deserto do atacama.</i></p>
<h3><b>09/02 &#8211; San Pedro Atacama – Susques &#8211; 600 km</b></h3>
<p>As 08:00hs da manha estávamos novamente apresentando documentação na aduana, logo de cara nos pediram pra providenciar 2 copias de cada carta de correção, curioso é saber que na aduana tinha maquina de xerox. Nos fizeram ir a pe ate a cidade, esperar ate as 09:30hs a abertura do xerox, para então voltar com as copias. Cerca de 1 hora mais tarde estávamos comemorando, pois haviam nos liberado. Até “Paso de Jama” foram 3 horas de viagem, mas a aduana lá estava fechada, pois era hora de almoço. Aguardamos um pouco e as 15:00hs fomos liberados. Em Jama faz-se apenas a parte da documentação pessoal de cada um (passaporte, imigração), a parte de documentação aduaneira dos carros é feita em susques a cerca de 160 kms dali. Seguimos e ao cair da tarde estávamos ali, entregando novamente a já rasurada documentação. Estávamos apreensivos, pois até então em todas as fronteiras tivemos problemas com essa mesma documentação. Mas por volta das 22:00hs estávamos liberados. Então, eu, Zé Carlos, João, Chimendes fomos jantar em um pequeno restaurante, porem muito gostoso!<br />
Chovia e fazia muito frio, dormimos nos caminhões que estavam estacionados em frente a aduana, novamente sem banho ! Não havia sinal de celular e a cidade estava sem comunicação por telefone convencional também, restava dormir. Já estávamos na Argentina e bem mais perto de casa.</p>
<h3><b>10/02 – Susques – Uruguaiana &#8211; 1.500 km</b></h3>
<p>Partimos as 06:00hs para uma jornada de cerca de 1500 kms. Não haveriam mais aduanas, nem subidas e curvas da cordilheira, apenas longas, monótonas e quentes retas da região do “pampa Del infierno” no chaco argentino.<br />
Partimos e logo na primeira hora de viagem encontramos o caminhão do Ribamar parado, ele tinha feito sangria no dia anterior e tinha deixado um bico injetor aberto, com isso o caminhão não andava direito. Estávamos a 4.000m de altitude no ultimo trecho da cordilheira, antes de Purmamarca e com cerca de 4 graus negativos. Bico consertado&#8230; Seguimos viagem, o dia todo e a noite toda&#8230;sem parar !</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-KPiCSECVbYg/UpeWpiJ0EWI/AAAAAAAAA2k/aQRraMwYUmg/s1600/Capture+51.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-KPiCSECVbYg/UpeWpiJ0EWI/AAAAAAAAA2k/aQRraMwYUmg/s640/Capture+51.JPG" width="640" height="478" border="0" /></a></div>
<p><i>Ultimas curvas da cordilheira, antes de chegar a Purmamarca. (trecho que era todo sem pavimentação na ultima vez que eu havia passado, de moto&#8230;.agora todo asfaltado!  sobrarão rotas de verdadeira aventura?)</i></p>
<h3><b>11-12/02 &#8211; Uruguaiana – Porto Alegre – São Paulo (650 km ônibus / 1.000 km avião)</b></h3>
<p>As 06:00hs, com 24 horas direto na estrada, nos aproximamos de Uruguaiana, quando o diesel acabou. Limpamos o que havia de diesel no cavalinho que estava sobre a carreta e também o diesel do jipe, ainda assim conseguimos parar um caminhão e compramos dele mais 20 litros, o que seria suficiente para chegar ao Brasil. Sangramos os bicos injetores, pois havia entrado ar na bomba, seguimos viagem e as 08:00hs estávamos em Paso de los Libres, o lado argentino da fronteira com Uruguaiana – bastava agora cruzar a ponte e estaríamos no Brasil, fim da viagem ! A transportadora América tem um despachante em Paso de los Libres, e esse despachante ao ver a documentação quase chorou ! Estava<br />
realmente horrível&#8230; Havia diversas incorreções que podiam acabar por nos fazer perder alguns dias ali&#8230;<br />
&#8211; em primeiro lugar, o documento foi emitido no Peru com numeração chilena.<br />
&#8211; fora isso, o destino final da viagem era a ADUANA de Uruguaiana e não apenas Uruguaiana!!! Com isso possivelmente ficaríamos retidos ali na aduana, esperando por alguns dias ate dar canal verde ou vermelho, analise da documentação e etc<br />
&#8211; sem contar a confusão toda que as aduanas haviam feito em todo trajeto.<br />
Não havia mais o que fazer. A simples possibilidade de ficar mais alguns dias ali resolvendo esse assunto me apavorava! Eu perguntei ao despachante se “haveria outro jeito”, e graças a essa característica tão interessante do Brasil, em algumas horas e ao “custo” de 20 dollares, estávamos finalmente em Uruguaiana, no pátio da transportadora. Procurei um hotel onde pudesse tomar um banho, pois desde segunda feira (06/02) não tinha mais tomado banho nem trocado de roupa, descansei um pouco e as 22:00hs peguei o ônibus pra Porto Alegre, pra na manha seguinte pegar o avião para SP, minha mãe e meu pai me esperavam no aeroporto!</p>
<p>Essa certamente foi a mais inusitada, mais cansativa de todas as aventuras que já fiz pela cordilheira, e olha que não foram poucas. Logo dessa vez, que abria mão de viajar na “perigosa e indefesa” moto, com suas duas rodas, nenhum estepe e pouco espaço para bagagens, roupas e ferramentas&#8230; Passando a viajar no indestrutível jipe, com seu parrudo motor, repleto de roupas, ferramentas, peças&#8230;</p>
<p>&#8230;Voltei na boleia do caminhão</p>
<p><b>Quando voltei de viagem, contando as peripécias para amigos, um deles foi muito pontual: </b><i>&#8220;Diego, você que rodou toda essa América do Sul de moto, sozinho, procurando sarna pra se coçar&#8230;: encontrou!!  não tem do que reclamar!!!&#8221;</i><b>  ele estava certo, não havia do que me queixar. </b><br />
<b><br />
</b><b>Uma coisa é certa, e ele não sabia: quase 20 anos depois e ainda há muita historia a ser contada!  That&#8217;s life!</b></p>
<p>Matéria publicada na revista &#8220;Oficina Mecanica&#8221;:</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-8keSWi5FXvQ/UqYP6lT1UXI/AAAAAAAAA5I/wHcwUnLs5sA/s1600/foto+1.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-8keSWi5FXvQ/UqYP6lT1UXI/AAAAAAAAA5I/wHcwUnLs5sA/s640/foto+1.JPG" width="480" height="640" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-8aFdKjCxBjQ/UqYQ35GdhKI/AAAAAAAAA50/YHdIoQuFL30/s1600/foto+2.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://3.bp.blogspot.com/-8aFdKjCxBjQ/UqYQ35GdhKI/AAAAAAAAA50/YHdIoQuFL30/s640/foto+2.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-4Vxjb5pfzME/UqYREwxW3kI/AAAAAAAAA54/97ekNfC0SeQ/s1600/foto+3.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://2.bp.blogspot.com/-4Vxjb5pfzME/UqYREwxW3kI/AAAAAAAAA54/97ekNfC0SeQ/s640/foto+3.JPG" width="640" height="480" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><i>Você curtiu essa aventura? Legal. Dê uma olhada então nas outras <a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aventuras</a> que temos no site.</i></div>
<p><a style="text-align: center;" href="https://www.facebook.com/pages/Motosclassicas80/632297726812744" target="_blank" rel="noopener noreferrer">curta o motosclassicas80 no facebook</a></p>
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					<wfw:commentRss>https://www.motosclassicas80.com.br/2015/01/05/expedicao-motorfort-4x4-da-amazonia-ao-pacifico-pela-interoceanica-2005/feed/</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>AVENTURA: DOIS DIAS DE ASFALTO ABRASIVO</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/12/24/aventura-dois-dias-de-asfalto-abrasivo-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Décio Kerr]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Dec 2014 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando entramos em Yukon, no Canada, a caminho do Alaska, o pneu traseiro da KLR 650 estava em bom estado como podemos ver na foto. Dois dias andando naquele asfalto muito abrasivo da Alaska Highway...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-p-8jon87W7c/U5fRnnUP1UI/AAAAAAAAAfc/7GkuPJ8SFqs/s1600/Yokohama+1.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-p-8jon87W7c/U5fRnnUP1UI/AAAAAAAAAfc/7GkuPJ8SFqs/s1600/Yokohama+1.png" height="440" width="640" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Quando entramos em Yukon, no Canada, a caminho do Alaska, o pneu traseiro da KLR 650 estava em bom estado como podemos ver na foto.<o:p></o:p></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Dois dias andando naquele asfalto muito abrasivo da Alaska Highway com toda aquela carga e tendo rodado somente 762 km ao chegar a Whitehorse o pneu estava na lona.</span><br /><a name='more'></a><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><o:p></o:p></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-tQUscThbE8I/U5fRtvntpLI/AAAAAAAAAfk/2xTRUVnDd2I/s1600/Yokohama+4.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-tQUscThbE8I/U5fRtvntpLI/AAAAAAAAAfk/2xTRUVnDd2I/s1600/Yokohama+4.png" height="640" width="424" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">O composto do japonês Yokohama não devia ser apropriado para este tipo de asfalto.<o:p></o:p></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Conseguimos trocá-lo por um pneu inglês da Avon, muito bom por sinal, pra poder continuar viagem.&nbsp;<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-MmKGejkljC8/U5fRxjGadVI/AAAAAAAAAfs/9p67nuLHuHQ/s1600/Yokohama+5.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-MmKGejkljC8/U5fRxjGadVI/AAAAAAAAAfs/9p67nuLHuHQ/s1600/Yokohama+5.png" height="640" width="426" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div align="center" style="text-align: center;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Parece mentira? As fotos não mentem!<o:p></o:p></span><br /><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><br /></span><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><br /></span><span style="font-size: 19px; line-height: 21.466665267944336px;"><i>Você</i></span><i style="font-size: 14pt; line-height: 115%;">&nbsp;curtiu essa matéria? &nbsp;de uma olhada na nossa&nbsp;<a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seção de aventuras</a>&nbsp;</i></div>
<p></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>AVENTURA: MOTOS ESPORTIVAS &#8211; QUEBRANDO PARADIGMAS?</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/11/27/aventura-motos-esportivas-quebrando-paradigmas/</link>
					<comments>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/11/27/aventura-motos-esportivas-quebrando-paradigmas/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2014 04:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Vamos quebrar alguns paradigmas? Tema de discussões frequentes com amigos motociclistas (motoqueiros!?), o estilo da moto que cada um usa, pro seu dia a dia, mas principalmente pra encarar uma grande aventura de moto é...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos quebrar alguns paradigmas?</p>
<p>Tema de discussões frequentes com amigos motociclistas (motoqueiros!?), o estilo da moto que cada um usa, pro seu dia a dia, mas principalmente pra encarar uma grande aventura de moto é o assunto que vamos tratar aqui hoje.</p>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-qRZ_29ysEf4/U5ig39bVDvI/AAAAAAAABxs/LTVP9VIGxOg/s1600/paradigmas.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="464" src="https://3.bp.blogspot.com/-qRZ_29ysEf4/U5ig39bVDvI/AAAAAAAABxs/LTVP9VIGxOg/s1600/paradigmas.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Vamos quebrar um paradigma?</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a name='more'></a><br />Sem duvida, o mais confortável seria falar aqui o que todos querem e estão acostumados a ouvir: &nbsp;maxi trails são adequadas a aventuras longas, esportivas são adequadas a tiros rápidos de poucos quilômetros, trails de média cilindrada são adequadas pra cidade e etc..</p>
<p>Mas, não podemos generalizar, eu viajei muito com motos de todos os estilos, os cerca de 650.000 km no lombo me dão direito de opinar. Leia o que relato abaixo, lembrando sempre que já tive big trails, maxi trails e não foram poucas.</p>
<p>Da mais &#8220;xoxa&#8221; 125cc, a mais arisca esportiva puro sangue, passando pelas trail de todas cilindradas, 2 e 4 tempos, 1, 2 e 3 cilindros. Sem contar as inúmeras motos que tive o prazer de testar em viagens-teste durante o tempo que testei motos para revista Duas Rodas. &nbsp;Único estilo do qual não me atrevo comentar são as Custom. Tenho pouquíssima experiencia com elas, não me adapto bem a posição de pilotagem e ao estilo das motos, portanto, deixo isso pra quem conhece realmente.</p>
<p>Como tenho comentado neste site em outras ocasiões, &#8220;<i>nasci</i>&#8221; trail, fui &#8220;<i>criado</i>&#8221; trail &#8211; assim eram os anos 80. &nbsp;<i>Cresci</i> e virei &#8220;big trail&#8221;, como eram chamadas as Yamaha ténéré 600 cc naqueles tempos.<br />Depois passaram pela garagem Suzuki DR650, Yamaha SuperTénéré, e testes com GS1100, 1150, 1200, V-strom, Triumph Tiger 900, 1050 na revista. &nbsp;As trail foram muito bem em minha vida, até que fui apresentado às esportivas. A primeira foi uma kawa zx-9r, com a qual rodei meus primeiros km em cima de uma&nbsp;<b>esportiva e descobri que, alem de atingir o objetivo de qualquer viagem, podia atingi-lo com uma dose de prazer e adrenalina incomparáveis</b>.<br />Assim foi, e a Kawa me levou a alguns lugares como:</p>
<p>Aparecida do Tabuado, MS<br />Porto Alegre, RS<br />Paraty, RJ (via cunha pela terra)<br />Montevidéu, Uruguai<br />Chapada dos Veadeiros, GO. </p>
<p>Opa! lugares não normalmente frequentados por uma esportiva, não é mesmo? &nbsp;Pois é, se não são agora, imagina em 1999 ?!</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-0LEASfufFqA/Um-MpVb54eI/AAAAAAAABGI/YUThtlcdMRY/s1600/sul+1999.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="434" src="https://3.bp.blogspot.com/-0LEASfufFqA/Um-MpVb54eI/AAAAAAAABGI/YUThtlcdMRY/s1600/sul+1999.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Com o amigo André Gomes, num posto da Regis-Bittencourt quando descíamos até Montevidéu, em 1999</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-RkvRDmNv4xs/U5ifdlxDQTI/AAAAAAAABxc/UJu_7H31SGo/s1600/DiegoeZX9R.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="476" src="https://2.bp.blogspot.com/-RkvRDmNv4xs/U5ifdlxDQTI/AAAAAAAABxc/UJu_7H31SGo/s1600/DiegoeZX9R.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Entre as cidades de Cunha, SP e Paraty, RJ</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Depois tive uma Yamaha R1, outra esportiva, essa ainda mais radical do que a ZX-9R. Suspensão dura, fama de intratável, aceleração bruta &#8211; em resumo, um prazer indescritível nas estradas!</p>
<p>Com ela me meti a viagens mais distantes um pouco, com ela também consegui juntar 14 certificados internacionais IronButt (bunda de aço &#8211; emitidos a quem viaja mais de 1.000 milhas em menos de 24 horas, embora existam certificados para 1.500 milhas em menos de 36 horas, 1.500 milhas em menos de 24 horas e outros, os quais possuo também).</p>
<div></div>
<div>
<div style="clear: both;"><a href="https://lh6.googleusercontent.com/-FyDUgsMkV4I/U5j4KpljHiI/AAAAAAAAByg/9K0XnDHWu7k/s640/blogger-image--1958038959.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-FyDUgsMkV4I/U5j4KpljHiI/AAAAAAAAByg/9K0XnDHWu7k/s640/blogger-image--1958038959.jpg" /></a></div>
<p>A R1 ficou comigo durante 1 ano e 1/2 e neste período rodei nada menos que 100.000 km com ela. Nada convencional pra uma esportiva, não é? &nbsp;pois é, fomos juntos pra:</p>
<p>-Laguna, SC<br />-Tres Lagoas, MS (essa foi num domingo, eu acordei cedo, o dia estava bonito, queria rodar &nbsp;e não sabia pra onde, fui almoçar em Tres Lagoas e voltei, numa brincadeira de mais de 1.500 km num dia de sol) Bonito, MS<br />-Evento: Abraçando Rio Grande, RS<br />-Rio de Janeiro (ida e volta no mesmo dia, pra assistir Rio GP)<br />-Ushuaia (leia a matéria aqui)<br />-Florianopolis, SC<br />-Curitiba, PR<br />-Santiago, Chile (iron butt &#8211; coast to coast 30)<br />-Angra dos Reis, RJ<br />-Joinville, SC<br />-Machu Picchu e Deserto do Atacama (leia matéria aqui)<br />-Campo Grande, MS<br />-Serra da Canastra, MG<br />-Chapada dos Guimarães, MT (essa com garupa e fazendo os 1950 km de Atibaia até Chapada dos -Guimarães numa tocada só, sem parar)<br />-Serra do Rio do Rastro, SC<br />-Chapada Diamantina, BA<br />-São Luis do Maranhão (via Belém Brasilia)<br />-Retorno de São Luis Maranhão (via litoral)<br />-Balneário Camboriu, SC<br />-Jaragua do Sul, SC<br />-Alto Caparaó, ES<br />-Serras Gauchas, RS<br />-Bonito, MS &#8211;&nbsp;</div>
<div>Entre outras tantas&#8230;</div>
<div></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZDVCLfFJzsU/U5iX3-efElI/AAAAAAAABwM/vL6U_4wJjz8/s1600/(5)+belembrasilia4.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="418" src="https://2.bp.blogspot.com/-ZDVCLfFJzsU/U5iX3-efElI/AAAAAAAABwM/vL6U_4wJjz8/s1600/(5)+belembrasilia4.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Na Belém-Brasilia com o amigo Guilherme Mônaco</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-V3ymmyFsF3Y/U5iYGoST9VI/AAAAAAAABwU/-c7xqyV-eNI/s1600/belem+brasilia.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="417" src="https://2.bp.blogspot.com/-V3ymmyFsF3Y/U5iYGoST9VI/AAAAAAAABwU/-c7xqyV-eNI/s1600/belem+brasilia.JPG" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Na Belém-Brasilia, fotografado pelo amigo Guilherme Mônaco</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-JtnY3T_Qe4Y/U5iYn63M-0I/AAAAAAAABwc/8dcOyKJlI2M/s1600/goias.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="416" src="https://3.bp.blogspot.com/-JtnY3T_Qe4Y/U5iYn63M-0I/AAAAAAAABwc/8dcOyKJlI2M/s1600/goias.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Ajeitando a bagagem na Belém-Brasilia</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-bAXWUyOgKec/U5iY1MsDq2I/AAAAAAAABwk/r5B5vX83qLM/s1600/(2)+machu+picchu+-+o.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="412" src="https://4.bp.blogspot.com/-bAXWUyOgKec/U5iY1MsDq2I/AAAAAAAABwk/r5B5vX83qLM/s1600/(2)+machu+picchu+-+o.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Indo ao Atacama &#8211; detalhe: naquela época o trecho era todo de Rípio (estrada de pedras soltas) &#8211; atualmente perdeu parte da graça &#8211; está tudo asfaltado!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-7kaeeMOiJkQ/U5iZFZljzdI/AAAAAAAABws/lNCJ5Ti3spo/s1600/machu+picchu+-+e.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://2.bp.blogspot.com/-7kaeeMOiJkQ/U5iZFZljzdI/AAAAAAAABws/lNCJ5Ti3spo/s1600/machu+picchu+-+e.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Esportiva escolhe estradas? &nbsp;Faltei a essa aula!</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-h_sHt1hCBow/U5iZPpMZ_4I/AAAAAAAABw0/4ZB9yLf-Qm8/s1600/machu+picchu+-+t.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://4.bp.blogspot.com/-h_sHt1hCBow/U5iZPpMZ_4I/AAAAAAAABw0/4ZB9yLf-Qm8/s1600/machu+picchu+-+t.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Lugar pra uma Super Esportiva? &nbsp;eu mesmo respondo: &nbsp;é sim! uma delicia! (Vale da Lua &#8211; San Pedro Atacama)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-hoxHxFK1mQg/U5iZrU5Gs4I/AAAAAAAABw8/Pf8wOeVcCgM/s1600/cordilheira+08.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="418" src="https://3.bp.blogspot.com/-hoxHxFK1mQg/U5iZrU5Gs4I/AAAAAAAABw8/Pf8wOeVcCgM/s1600/cordilheira+08.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Cordilheira dos Andes &#8211; neve! delicia!</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-LGSJA2DDmxs/U5ibSnZpUxI/AAAAAAAABxE/b3JuMIaAaPo/s1600/ushuaia8.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://2.bp.blogspot.com/-LGSJA2DDmxs/U5ibSnZpUxI/AAAAAAAABxE/b3JuMIaAaPo/s1600/ushuaia8.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Ir a Ushuaia numa R1 ? ha 13 anos? &nbsp;&#8230; era assim</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Zr_myGV4hAY/U5ibhg8Cl3I/AAAAAAAABxM/PNP-AKhfZ6I/s1600/(1)+ushuaia13.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://2.bp.blogspot.com/-Zr_myGV4hAY/U5ibhg8Cl3I/AAAAAAAABxM/PNP-AKhfZ6I/s1600/(1)+ushuaia13.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Ushuaia &#8211; E não é que chega mesmo?!</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-vkBmmFJe-nM/U5ibxkg1_oI/AAAAAAAABxU/twQkJ5VPZ6s/s1600/ushuaia6.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="422" src="https://1.bp.blogspot.com/-vkBmmFJe-nM/U5ibxkg1_oI/AAAAAAAABxU/twQkJ5VPZ6s/s1600/ushuaia6.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Fazia frio, começava a nevar, na noite daquele 31 de dezembro &#8211; chegando a Ushuaia pela primeira vez numa esportiva!</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-p5puOYZdRA4/U5igJmpWTTI/AAAAAAAABxk/jBj_UDfA5ag/s1600/pedra+grande+1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="428" src="https://4.bp.blogspot.com/-p5puOYZdRA4/U5igJmpWTTI/AAAAAAAABxk/jBj_UDfA5ag/s1600/pedra+grande+1.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Até mesmo uma subida à Pedra Grande, Atibaia a R1 topou!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Foram viagens também distantes, algumas (maior parte delas) solitário e outras com garupa. &nbsp;As fotos e o que passei até agora demonstram claramente que as esportivas sim, são capazes de leva-lo onde outras motos levam.</p>
<p>Nada contra as Maxi Trail, possivelmente viajarei em uma delas quando estiver com mais idade (bem mais), mas por enquanto, a adrenalina fala mais alto, e até mesmo a falta de conforto de tocar uma esportiva no Rípio me dá mais prazer do que longas retas na patagonia esgoelando o motor de uma bigtrail.</p>
<p>Você provavelmente não concorda, não é mesmo? &nbsp;Não precisa concordar não. Ouço até hoje criticas de donos de reluzentes, impecavelmente limpas, e absurdamente equipadas maxi-trails, caras que raramente viajam em &#8220;roaming&#8221; (fora da area do 011)&#8230; dou de ombros e a festa continua!</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-Es91-ZT5FNk/U5ih454fP6I/AAAAAAAABx0/2gX4b502_2E/s1600/mapa+viagens+realizadas.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="640" src="https://3.bp.blogspot.com/-Es91-ZT5FNk/U5ih454fP6I/AAAAAAAABx0/2gX4b502_2E/s1600/mapa+viagens+realizadas.jpg" width="494" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Viagens realizadas pela America do Sul &#8211; em cima de Esportivas!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Depois da R1, vieram 2 Suzuki Hayabusas, com uma delas fui a Ushuaia novamente, e com a outra fui a Bahia, Punta del Este e etc. &nbsp;Sem falar que quando tinha vontade, podia curtir nos autódromos:</p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Sj9Pe7fWBHQ/U5ijekmqYCI/AAAAAAAAByE/lsRN2wzcHRs/s1600/haya+vel+max+II.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="424" src="https://2.bp.blogspot.com/-Sj9Pe7fWBHQ/U5ijekmqYCI/AAAAAAAAByE/lsRN2wzcHRs/s1600/haya+vel+max+II.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Na Pista da Pirelli, em Sumaré, SP &#8211; teste de aceleração</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-e_7dN2JxbcA/U5ijgslbUSI/AAAAAAAAByM/l55fu_fODLo/s1600/haya-jacarepagua+brilho.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="458" src="https://4.bp.blogspot.com/-e_7dN2JxbcA/U5ijgslbUSI/AAAAAAAAByM/l55fu_fODLo/s1600/haya-jacarepagua+brilho.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">No autódromo de Jacarepaguá, RJ</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ui7czW3ayUo/U5ijgtkFtOI/AAAAAAAAByQ/Ptf81aDtVEU/s1600/haya+curitiba+1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="424" src="https://4.bp.blogspot.com/-Ui7czW3ayUo/U5ijgtkFtOI/AAAAAAAAByQ/Ptf81aDtVEU/s1600/haya+curitiba+1.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Um pega no autódromo de Curitiba, PR</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-E2gNS2v4nN0/U5ijdTmTHUI/AAAAAAAABx8/UEZKM8qpEA4/s1600/curitiba+1.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" height="460" src="https://2.bp.blogspot.com/-E2gNS2v4nN0/U5ijdTmTHUI/AAAAAAAABx8/UEZKM8qpEA4/s1600/curitiba+1.jpg" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">No autódromo de Curitiba, PR</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Esportiva sim&#8230; mas podem oferecer muito mais do que apenas &#8220;tiros rápidos&#8221;!!!</p></div>
<div><i>Você curtiu essa aventura? da uma olhada&nbsp;então&nbsp;na nossa&nbsp;<a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seção de aventuras</a>.</i></div>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>AVENTURA: A TRANSAMAZÔNICA</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/10/19/aventura-a-transamazonica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2014 07:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://motosanos80.paginaoficial.ws/2014/10/19/aventura-a-transamazonica/</guid>

					<description><![CDATA[Apesar de muitas pessoas acharem que a transamazônica liga manaus ao sudeste, nada disso, essa rodovia (BR230) nem passa por Manaus!  Liga Cabedelo, PB á Lábrea,AM. A transamazônica foi nos anos 80 &#8220;a grande aventura&#8221; mais ou...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-dspDbiW33hU/VBbaVo7HTVI/AAAAAAAAC-Q/yvz85mOM78o/s1600/transamazonica%2Bmapa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://3.bp.blogspot.com/-dspDbiW33hU/VBbaVo7HTVI/AAAAAAAAC-Q/yvz85mOM78o/s1600/transamazonica%2Bmapa.jpg" width="378" height="400" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Apesar de muitas pessoas acharem que a transamazônica liga manaus ao sudeste, nada disso, essa rodovia (BR230) nem passa por Manaus!  Liga Cabedelo, PB á Lábrea,AM.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h1 style="background-color: white; border: none; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 22px; font-weight: normal; margin: 0px auto; padding: 5px 0px;"><b style="color: #494949; font-size: small; line-height: 16px;">A transamazônica foi nos anos 80 &#8220;a grande aventura&#8221; mais ou menos o que a Cordilheira dos Andes, Ushuaia, Machu Picchu representam hoje para os aventureiros em suas motocicletas!  Era uma estrada recente, passava por uma região completamente desconhecida da maioria e despertava todas as atenções quando o tema era moto-aventura!</b></h1>
<div><b style="background-color: white; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: small; line-height: 16px;">Não to comparando as aventuras não, muito menos seus graus de dificuldade!  A transamazônica é ainda uma das estradas mais desafiadoras&#8230; até mesmo nos dias de hoje, mais de 40 anos depois de sua inauguração! Mas comparando o objetivo na mente dos motociclistas, de ontem e de hoje&#8230;</b><br />
<a name="more"></a></div>
<div><b></b><br />
<b></b></div>
<div><span style="color: #494949; font-family: Trebuchet MS, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: x-small;"><span style="background-color: white;"><span style="line-height: 16px;"><b>O texto abaixo, parte do &#8220;guia do estudante abril&#8221; relata com perfeição o que foi aquela obra, de sua idealização, passando pela execução e inauguração, o que era pra representar para o país e o que representou no final das contas!</b></span></span></span></div>
<div><span style="color: #494949; font-family: Trebuchet MS, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: x-small;"><span style="background-color: white;"><span style="line-height: 16px;"><b> </b></span></span></span></div>
<div><span style="color: #494949; font-family: Trebuchet MS, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: x-small;"><span style="background-color: white;"><span style="line-height: 16px;"><b>Anexei algumas fotos, para enriquecer e ilustrar a matéria.</b></span></span></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<h1 style="background-color: white; border: none; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 22px; font-weight: normal; margin: 0px auto; padding: 5px 0px;"></h1>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-Lf0GapdRCUs/VBbaVN1BnoI/AAAAAAAAC-E/MJtzKqYXFao/s1600/transamaaazonica.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://1.bp.blogspot.com/-Lf0GapdRCUs/VBbaVN1BnoI/AAAAAAAAC-E/MJtzKqYXFao/s1600/transamaaazonica.jpg" width="640" height="464" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Durante sua construção&#8230;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-sbtEszESF0k/VBbaWW_0UNI/AAAAAAAAC-o/9Wej_fh4svU/s1600/transamazonica2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://4.bp.blogspot.com/-sbtEszESF0k/VBbaWW_0UNI/AAAAAAAAC-o/9Wej_fh4svU/s1600/transamazonica2.jpg" width="640" height="476" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Abrindo caminho na mata fechada para dar espaço a rodovia!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-L8Do17VSSyw/VBbaVCnBb2I/AAAAAAAAC-I/27aa_0fvXcA/s1600/transamazonica%2Batoleiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-L8Do17VSSyw/VBbaVCnBb2I/AAAAAAAAC-I/27aa_0fvXcA/s1600/transamazonica%2Batoleiro.jpg" width="640" height="482" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Nos dias de hoje!!!  dá pra considerar um destino fácil?</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-eurfRlAktgY/VBbaU8D1s5I/AAAAAAAAC-M/ckfqd207btk/s1600/Transamazonica.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://4.bp.blogspot.com/-eurfRlAktgY/VBbaU8D1s5I/AAAAAAAAC-M/ckfqd207btk/s1600/Transamazonica.jpg" width="640" height="416" border="0" /></a></div>
<h1 style="background-color: white; border: none; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 22px; font-weight: normal; margin: 0px auto; padding: 5px 0px;"></h1>
<h1 style="background-color: white; border: none; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 22px; font-weight: normal; margin: 0px auto; padding: 5px 0px;"></h1>
<h1 style="background-color: white; border: none; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 22px; font-weight: normal; margin: 0px auto; padding: 5px 0px;">Conheça a história da rodovia Transamazônica</h1>
<h2 style="background-color: white; border: none; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 14px; font-weight: normal; margin: 0px auto; padding: 5px 0px;">A Transamazônica foi criada sem planejamento e construída a toque de caixa durante a ditadura militar. Depois de 40 anos e nenhum objetivo alcançado, a pergunta é: para que ela serve?</h2>
<div style="background-color: white; border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 11px; font-style: italic; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 5px 0px;">reportagem João Pedro Netto, de Brasília | edição Wagner Gutierrez Barreira |</div>
<div style="background-color: white; border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;">
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;">No dia 6 de junho de 1970, o general Emílio Garrastazu Médici, depois de visitar frentes de trabalho e testemunhar uma das secas mais devastadoras da história do Nordeste brasileiro, fez um discurso no Recife. “Com o velho hábito de comandante de tropa que vela pelo seu último soldado, o chefe da nação não pode compreender a existência de compatriotas vivendo em condições tão precárias”, registrou o presidente da República.</div>
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;">“Não, não me conformo. Isso não pode continuar.” Médici vislumbrou ali a solução para o flagelo da seca. Para usar uma frase que ficou famosa na época, o jeito era levar “homens sem terra para uma terra sem homens”. O caminho de um lugar a outro se chamaria Transamazônica.</div>
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;"><br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />Do discurso de Médici à inauguração da estrada, o processo correu em velocidade de Fórmula 1. Dez dias depois da fala presidencial em Pernambuco, foi criado o Plano de Integração Nacional (PIN), no qual a Transamazônica era o projeto prioritário. A concorrência foi lançada no dia 18 de junho e as obras começaram em 1º de setembro, menos de 3</div>
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;">
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />meses após o comício. Foi de estalo. A Superintendência de desenvolvimento da Amazônia (Sudam) fez uma lista dos principais projetos de construção de estradas em 1969. No documento, não havia menção à Transamazônica.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />Para conseguir dinheiro para a obra, Médici raspou metade do orçamento da Sudam e da Sudene. Uma estrada, já ensinavam os engenheiros de Roma antiga, serve basicamente para duas coisas. É uma estrutura militar, no sentido de permitir a rápida movimentação de tropas, e também liga áreas de comércio e garante a integração do território. A BR-230, o nome oficial da estrada, não fez uma coisa nem outra. A principal justificativa dos militares, a de integração nacional e a de criação de espaço para o desenvolvimento do homem nordestino, não colou. “Seria mais fácil promover a integração do Sul – desenvolvido, rico, industrial – com o Norte – subdesenvolvido, pobre, agrícola”, escreveram Robert Goodland e Howard Irwin em A Selva Amazônica: do Inferno Verde ao Deserto Vermelho?, de 1975. “A integração do pobre e populoso Nordeste com a pobre e quase despovoada Amazônia só se tornará exequível se os migrantes puderem sustentar a si próprios.”<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />O governo, porém, sonhava alto. Queria instalar na floresta 500 mil colonos (e esperava-se outro meio milhão de pessoas, que seriam atraídas para a região). Assentar essa multidão ao longo da estrada gerou uma das grandes ficções urbanísticas do Brasil. Os colonos ficariam em agrovilas, implantadas a cada 10 km da via. Os planejadores imaginavam que cada uma teria entre 48 e 64 casas, escola primária, capela ecumênica, armazém, clínica e farmácia. Havia até tamanho definido para cada terreno (de 20 x 80 m a 25 x 125 m).<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />Além disso, cada família teria uma gleba de 100 hectares, na qual teriam de deixar metade do terreno preservado. A cada 50 km, haveria uma agrópole, que teria 4 agrovilas sob sua jurisdição (cada agrópole teria 500 casas e no máximo 2,5 mil habitantes). Ali funcionariam uma escola secundária, olaria e pequeno comércio – claro, com um posto de gasolina. Por fim, a cada 150 km haveria uma rurópole, com duas agrópoles em sua jurisdição. Parece planejamento soviético, não? Pois nada deu certo. Hoje, existem apenas 20 agrovilas espalhadas pela Transamazônica. “Num primeiro momento, as vilas se estabeleceram em função da mão de obra necessária para a abertura da rodovia”, afirma Geraldo Alves de Souza, da Universidade Federal de Manaus.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />“O pessoal foi indo embora junto com o canteiro. Os que continuaram ficaram perdidos, com dificuldades.” Os colonos não tinham crédito, acesso a mercados produtivos e muitas vezes nem terra. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) só conseguiu dar lotes e infraestrutura a 900 famílias. Segundo Pedro Petit, professor da<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />Universidade Federal do Pará (Ufpa), a propaganda do governo “favoreceu a vinda para a Amazônia, sem nenhuma ajuda oficial, de milhares de camponeses sem terra e minifundistas de diversas regiões do Brasil”.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />Sem nem chegar perto do que havia sido planejado, a Transamazônica foi inaugurada por Médici em agosto de 1974. Em sua extensão, havia menos de 10% dos colonos imaginados. O marco da inauguração da estrada é um retrato de seu projeto. Sobre o toco de uma grande árvore centenária, em Altamira, no Pará, uma placa de metal dá a notícia do que se fez ali: “Nestas margens do Xingu, em plena selva amazônica, o sr. Presidente da República dá início à construção da Transamazônica, numa arrancada histórica para a verde”. Pelo menos 4 mil operários trabalharam na construção da estrada.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />E enfrentaram uma dura realidade: solo miserável, chuvas torrenciais e doenças tropicais. “A medicina terá de enfrentar a malária, tuberculose, lepra, filariose, verminose, febre amarela e febre tifoide, endemias que nem sempre podem ser controladas, e também as doenças desconhecidas, causadas por vírus ainda não isolados”, alertou o jornalista Alberto Tamer em Transamazônica – Solução para 2001, de 1970.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />A estrada, entregue em tempo recorde, segue inacabada até hoje. De acordo com o plano original, ela seria um grande escoadouro da produção brasileira para o Pacífico. De Cabedelo, na Paraíba, o estradão iria até a cidade de fronteira de Benjamin Constant, no Amazonas (e de lá, pelo Peru e Equador, até o Pacífico). Mas seu ponto final foi em Lábrea, 687 km antes. Não há planos de expansão.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />Para construir os 4 073 km da Transamazônica, o governo gastou 1,5 bilhão de dólares na época (hoje 7,7 bilhões de dólares). Não foi tarefa de pouca monta. A obra foi quase toda em mata fechada e a extensão da estrada poderia cobrir todo o continente europeu, de Lisboa, em Portugal, a Kiev, na Ucrânia. Mais da metade da estrada, 2,2 mil km, não é asfaltada. Durante o período de chuva, de 6 meses, é quase impossível transitar ali. A maior parte da via não tem sinalização e iluminação. A partir de Marabá, no Pará, quando começa o trecho de floresta, surgem os problemas. No Amazonas, dos 1,5 mil km de estrada, só 14 km são asfaltados. Nos anos 90, caminhoneiros indignados incendiavam as pontes de madeira, que costumavam ceder sob o peso das carretas. A maior parte dos rios da região é atravessado por balsas. Em muitos trechos, a “estrada da integração nacional” é só uma picada. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) vai gastar este ano, nos 1,56 mil km do trecho da estrada no Pará (metade deles pavimentado), 700 milhões de reais. Na briga entre homem e natureza, nossa espécie perde por goleada (ainda que cada gol que marque represente uma séria devastação no frágil ecossistema amazônico). A floresta parece não admitir grandes obras.</div>
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;">Foi assim na construção da Madeira-Mamoré, idealizada no meio do século 19, cuja construção foi de 1907 a 1912 e tinha o mesmo objetivo do estradão: fazer a ligação com o Pacífico. A hidrelétrica de Tucuruí, de 1984, é a maior usina 100% brasileira, mas seu lago causou uma tragédia ecológica depois que as árvores submersas começaram a apodrecer e gerar CO2.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />A Zona Franca de Manaus, de 1967, enfrenta problemas de logística para abastecer o sul do país. A Transamazônica, que atravessa 7 estados brasileiros, gerou outros convenientes.<br />
<br style="border: none; margin: 0px auto; padding: 0px;" />As estradas vicinais que partem de seu traçado ajudam a devastar a floresta. “É inegável a relação direta entre desmatamento e a construção de rodovias”, afirma o professor Alves de Souza. “O Brasil precisa decidir se quer uma Amazônia ligada por estradas ou uma Amazônia preservada.” O maior meio de transporte da região ainda é o barco. A Amazônia tem mais de 80 mil km de trechos navegáveis. Um transatlântico poderia avançar 3,7 mil km rio Amazonas adentro. Como dizem os autores de A Selva Amazônica, “de todos os paradoxos da Amazônia, o mais espantoso é o manto de silêncio e ignorância que a envolve”.</div>
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;">Fonte: guia do estudante abril</div>
<div style="border: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;"><i><b><span style="color: #494949; font-family: Trebuchet MS, Tahoma, Verdana, Arial; font-size: x-small;"><span style="line-height: 16px;">Conheça algumas aventuras que publicamos, inclusive na transamazônica, clicando </span></span><a style="color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px;" href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura">aqui.</a></b></i></div>
<div style="border: none; color: #494949; font-family: 'Trebuchet MS', Tahoma, Verdana, Arial; font-size: 13px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 10px 0px;"></div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>AVENTURA: ATÉ O URUGUAI DE AGRALE</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/10/12/aventura-ate-o-uruguai-de-agrale/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2014 13:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[Sinto um sabor muito especial ao publicar essa aventura, cerca de 11 ou 12 anos depois do Cícero Lima ter publicado minha primeira aventura na revista Duas Rodas, agora é minha vez de retribuir a...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto um sabor muito especial ao publicar essa aventura, cerca de 11 ou 12 anos depois do Cícero Lima ter publicado minha primeira aventura na revista Duas Rodas, agora é minha vez de retribuir a gentileza e publicar a aventura dele no site Motos Clássicas 80!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-ZrounZ0TIOk/VDp7rCZlCoI/AAAAAAAADFY/wjJFcajyh10/s1600/Arquivo%2BEscaneado%2B17.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZrounZ0TIOk/VDp7rCZlCoI/AAAAAAAADFY/wjJFcajyh10/s1600/Arquivo%2BEscaneado%2B17.jpeg" width="452" height="640" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>E que aventura!  De tirar o fôlego! Aventura nos moldes antigos, no melhor estilo &#8220;sem lenço e sem documento&#8221; Cícero demonstra claramente que, não importa a moto, nem tão pouco o destino e muito menos dinheiro no bolso, o importante pra quem quer se aventurar de moto por ai, é o verdadeiro ESPIRITO DA AVENTURA!<br />
<a name="more"></a></p>
<p>Pra nós, que curtimos as motos antigas, ler historias envolvendo-as sempre é agradável. Nessa narrativa podemos acompanhar, passo a passo, a aventura de levar uma moto que foi sempre conhecida por sua fragilidade mecânica a destinos interessantes, e distantes!</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-ARRtohtXMyY/VDp7rk0HwkI/AAAAAAAADFg/gcPesMED0Uo/s1600/Arquivo%2BEscaneado%2B18.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://1.bp.blogspot.com/-ARRtohtXMyY/VDp7rk0HwkI/AAAAAAAADFg/gcPesMED0Uo/s1600/Arquivo%2BEscaneado%2B18.jpeg" width="452" height="640" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-kXy9e-TBXM8/VDp7rXDKp9I/AAAAAAAADFc/5Dusyc1JjKU/s1600/Arquivo%2BEscaneado%2B20.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-kXy9e-TBXM8/VDp7rXDKp9I/AAAAAAAADFc/5Dusyc1JjKU/s1600/Arquivo%2BEscaneado%2B20.jpeg" width="452" height="640" border="0" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;">Para entrar em contato com o Cícero: <a href="mailto:cicero.lima@motosclassicas80.com">cicero.lima@motosclassicas80.com</a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><i>Curtiu essa? Então veja outras aventuras que publicamos em nossa seção <a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura">aventuras.</a></i></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.facebook.com/pages/Motosclassicas80/632297726812744" target="_blank" rel="noopener noreferrer">curta o motosclassicas80 no facebook</a></div>
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			</item>
		<item>
		<title>AVENTURA: OLHA A COOOBRAAAAAA!!!</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/06/24/aventura-olha-a-cooobraaaaaa-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2014 19:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8230;Não é mentiraaaaaa!   Junho é assim mesmo, aparecem as festas juninas, os hábitos do campo e as brincadeiras, quem não conhece aquela, a beira da fogueira: &#8220;olha a coooobraaaaa!  é mentiraaaaa!&#8221;&#8230;  pois, é, que...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="color: blue;"><b>&#8230;Não é mentiraaaaaa!</b></span></i></p>
<div><i><span style="color: blue;"> </span></i></div>
<div><i><span style="color: blue;">Junho é assim mesmo, aparecem as festas juninas, os hábitos do campo e as brincadeiras, quem não conhece aquela, a beira da fogueira: <b>&#8220;olha a coooobraaaaa!  é mentiraaaaa!&#8221;</b>&#8230;  pois, é, que não conhece ta perdendo&#8230;</span></i></div>
<div><i><span style="color: blue;"> </span></i></div>
<div><i><span style="color: blue;">Mas o &#8220;causo&#8221; que conto aqui não foi mentira,  estava voltando de Santiago, Chile em outubro de 2002, usando minha Yamaha R1 e pra quebrar a monotonia e conhecer lugares novos, resolvi fazer outro caminho. O normal, que estava habituado a fazer é pela rodovia 7, direto até Buenos Aires, mas dessa vez resolvi subir por Córdoba, num caminho muito bonito, passando pelo &#8220;Desierto de Piedras&#8221;.</span></i></p>
<p><i><span style="color: blue;"> </span></i></p>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-5zdrC3mn4Ds/U6nNWx4YGzI/AAAAAAAAB0E/LndGxgwuDX0/s1600/cobra.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://3.bp.blogspot.com/-5zdrC3mn4Ds/U6nNWx4YGzI/AAAAAAAAB0E/LndGxgwuDX0/s1600/cobra.jpg" width="400" height="250" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Calma! É apenas uma ilustração&#8230;  fotografar a cena? Impossível.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a name="more"></a><i><span style="color: blue;"><br />
</span></i></p>
</div>
<div><i><span style="color: blue;"> </span></i></div>
<div><i><span style="color: blue;">Segue o relato, manuscrito nas noites durante a viagem. Foi uma viagem de retorno, pra trazer de volta a moto que tinha ficado na casa de um amigo em Santiago durante o tempo em que eu me recuperava de um grave acidente de carro:</span></i></div>
<div></div>
<div>
<div style="text-align: justify;"><b>05/10/02 &#8211; Sábado</b>&#8230; Havia chegado a Santiago na noite de sexta, de avião,</div>
<div style="text-align: justify;"> acordei cedo e fui a casa do Mário, meu amigo que</div>
<div style="text-align: justify;"> guardava a motoca&#8230;  a encontrei do mesmo jeitinho que eu a tinha</div>
<div style="text-align: justify;"> deixado&#8230;. inclusive com as malas colocadas e cheia de roupas limpas</div>
<div style="text-align: justify;"> para a  volta !  havia sim bastante poeira sobre a motoca&#8230;  estava</div>
<div style="text-align: justify;"> preocupado com  o funcionamento da moto, tanto tempo abandonada, mas foi</div>
<div style="text-align: justify;"> tranquilo&#8230;ela  pegou rapidamente, graças a boa gasolina chilena !  eu tinha levado</div>
<div style="text-align: justify;"> comigo  um pneu traseiro para trocar, pois o que estava na moto ja tinha</div>
<div style="text-align: justify;"> acabado&#8230;  fui até uma concessionaria para trocar o pneu e na hora do almoço eu ja</div>
<div style="text-align: justify;"> estava pronto para subir a cordilheira&#8230;   a subida foi feita com  muita</div>
<div style="text-align: justify;"> calma&#8230; primeiro porque meu braço, apesar de estar sem gesso e com a</div>
<div style="text-align: justify;"> placa  de metal, ainda não está plenamente calcificado&#8230; doe bastante e</div>
<div style="text-align: justify;"> requer  cuidados, depois, porque ao ir para o Chile, tive que cruzar a</div>
<div style="text-align: justify;"> cordilheira  em alta velocidade&#8230;perdendo todo encanto da paisagem !  dessa vez pra</div>
<div style="text-align: justify;"> compensar, a subida foi lenta, com várias paradas para tomar chocolate</div>
<div style="text-align: justify;"> quente e tirar fotos.  Havia ainda bastante neve, resto do inverno !!!</div>
<div style="text-align: justify;"> estava linda !</div>
<div style="text-align: justify;"> Atravessei o túnel Cristo Redentor, passei pelas alfandegas e parei no</div>
<div style="text-align: justify;"> primeiro vilarejo..ainda no topo da cordilheira &#8211; Puente del Inca &#8211; ali</div>
<div style="text-align: justify;"> dormi !   Fazia frio, no hotel disseram que estava -4 graus a noite !</div>
<div style="text-align: justify;"> todas  as poças de água congelaram a noite&#8230;indicando que eu deveria tomar</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">cuidado</span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">  </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">extra na manha do dia seguinte, para seguir viagem.</span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-JsEbQsdHOyU/U5hEeJPoqQI/AAAAAAAABu0/iQVFl40NQDM/s1600/cordilheira+08.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-JsEbQsdHOyU/U5hEeJPoqQI/AAAAAAAABu0/iQVFl40NQDM/s1600/cordilheira+08.jpg" width="640" height="418" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">A R1 subindo a cordilheira, &#8220;Los Caracoles&#8221; com bastante neve em outubro!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;">
<div><b>06/10/02 &#8211; Domingo</b>&#8230; dia maravilhoso, sol e céu de brigadeiro !!!</div>
<div> vontade  de rodar, mas ao mesmo tempo, vontade de eternizar aquele momento na</div>
<div> cordilheira&#8230; sai para uma caminhada e fui até as ruínas do hotel que</div>
<div> ali  existia, destruído por uma avalanche !  fiquei imaginando como teria</div>
<div> sido  aquilo, olhei para o topo das montanhas que o cercam e vi ainda pedras</div>
<div> soltas&#8230;uma espécie de rastro de destruição&#8230; pra quem acredita é um</div>
<div> milagre o que para os incrédulos não passa de coincidência.  Seja como</div>
<div> for,  o fato é que uma capela resistiu a avalanche, tudo em volta dela foi</div>
<div> destruído, exceto a igrejinha !  Pedi ali a Deus um pouco mais de</div>
<div> proteção,  pois ainda faltavam mais de 4.000 km até minha casa !  Comecei a</div>
<div> descer a  cordilheira, num ritmo ainda mais lento, meu destino era Mendoza, ali</div>
<div> pertinho, a menos de 300 km, mas no fundo do coração, eu não queria</div>
<div> abandonar aquele paraíso.  A cordilheira é tão grande, que te faz,  sobre a</div>
<div> moto, se sentir minúsculo !  isso gera reflexão, é muito bom !!!  as  curvas</div>
<div> são deliciosas, mas não dá pra prestar muita atenção na pilotagem,</div>
<div> tendo  aquele cenário maravilhoso como pano de fundo&#8230;fotos e mais fotos, um</div>
<div> rolo  de filme se foi ali !  Cheguei a Mendoza a tarde, a cidade está linda</div>
<div> (pra  mim esta é a cidade mais bonita da Argentina), fui ao centro, ciber</div>
<div> café  para contatar os amigos, almocei..passeei pela cidade, uma delicia !</div>
</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="clear: both; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: center;"></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-FhFEyg7qiwY/U5hGLd6j88I/AAAAAAAABvI/egBkr6g6qr4/s1600/cordilheira+012.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://1.bp.blogspot.com/-FhFEyg7qiwY/U5hGLd6j88I/AAAAAAAABvI/egBkr6g6qr4/s1600/cordilheira+012.jpg" width="640" height="418" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Contemplando as maravilhas da natureza!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-LgFT97s6OyY/U5hGLzdG84I/AAAAAAAABvQ/E7sxlPK4LAc/s1600/cordilheira+011.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-LgFT97s6OyY/U5hGLzdG84I/AAAAAAAABvQ/E7sxlPK4LAc/s1600/cordilheira+011.jpg" width="640" height="418" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">O lado argentino da Cordilheira, da pra ver a estrada, um risco escuro do lado esquerdo do vale.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="clear: both; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: center;"></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-kNaP0ntxhjQ/U5hGLcX5B1I/AAAAAAAABvE/r2N3F-Qx1mQ/s1600/cordilheira+010.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://4.bp.blogspot.com/-kNaP0ntxhjQ/U5hGLcX5B1I/AAAAAAAABvE/r2N3F-Qx1mQ/s1600/cordilheira+010.jpg" width="640" height="418" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">A entrada do tunel Cristo Redentor com muita neve ainda.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; text-align: justify;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b>07/10/02 &#8211; Segunda Feira</b> &#8211; O destino era Córdoba, cerca de 700 kms de</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Mendoza !  segui viagem, atravessando o deserto, paisagem monótona</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> perto do  que tinha visto no dia anterior, mas tem seu encanto também !  Depois</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> de San  Luis troco a Ruta 7 pela Ruta 20 e rumo para Villa Dolores. Ali, já</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> próximo  a Córdoba, pode-se ver uma enorme serra, de 2.200 metros de altitude</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> que  situa em seu cume a cidade de Córdoba !  é linda, toda formada em</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> pedras,  recebe nome coerente &#8220;<b>Desierto de Piedras</b>&#8220;.  Subir a serra depois de</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> andar  pelo deserto foi delicioso. O dia seguia maravilhoso e a temperatura</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> quente  do deserto aos poucos era trocada pelo ar fresco da serra !  Curvas</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> muito  gostosas e paisagens deslumbrantes.  Resolvi parar no acostamento e</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> tentei  dormir sobre as grandes pedras&#8230; não consegui dormir, mas passei ali</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> algumas horas refletindo, observando minha companheira, a R1, e vendo a</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> paisagem que me cercava ! parecia um sonho !  <span lang="ES-TRAD">Antes de Cordoba, ha 35</span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> km,  existe uma cidade serrana, tipica de veraneio, que se chama Carlos</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Paz, foi  indicação de um amigo, o Aleixo, dormir ali&#8230; e assim foi feito. A</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> cidade é  um encanto !  um belo lago garantiu um por do sol inesquecível !!</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-5LP5oHmOTuM/U5hG4nuQlhI/AAAAAAAABvY/oXne4kTz1vI/s1600/Desierto+de+Piedras+-+Cordoba+-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-5LP5oHmOTuM/U5hG4nuQlhI/AAAAAAAABvY/oXne4kTz1vI/s1600/Desierto+de+Piedras+-+Cordoba+-01.jpg" width="419" height="640" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Desierto de Piedras</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b>08/10/02 &#8211; Terça Feira</b> &#8211; A ideia era passar a terça feira na cidade e</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> fazer <span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">algum tour por ali, entretanto era baixa temporada e as agencias de</span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> turismo <span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">não tinham nada a oferecer.</span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">  </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">Amanheceu chovendo forte !</span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">  </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">Eu, com</span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> saudades de  andar de moto e me sentindo atraído pela chuva (na qual adoro pilotar),</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> arrumei minhas malas e segui viagem !  Fato curioso marcou esse dia de</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> viagem por uma região que não é das mais bonitas da argentina. <i>&#8211; agora a parte da cobra: </i><br />
<b><span style="color: blue;"> Ainda </span></b><b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> próximo a  Córdoba, num dos únicos instantes que a chuva havia dado uma trégua,</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> vi no  centro da pista bem no rumo do pneu da R1, uma ave média (penso ser um</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> gavião, não entendo nada de aves, mas urubu não era).  Como já é regra de </span></b><br />
<b><span style="color: blue;"> não desviar, para evitar estar desviando </span></b><b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;">para o  mesmo lado da ave, fiquei na minha, </span></b><br />
<b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> mantive a trajetória e segui em </span></b><b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;">frente !</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> Eis que, como é esperado, a ave alçou voo ! e como planejado, livrando a</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> trajetória para que eu passasse, mas para minha surpresa, em</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> seu bico  ela tinha uma pequena cobra, que se contorcia toda, parecendo estar bem</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> desconfortável  com o voo !  Segundos depois, a ave, não suportando o peso ou a movimentação  de protesto da pequena </span></b><b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;">cobra,  simplesmente soltou-a &#8230;. em minha direção !!!  </span></b><br />
<b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> felizmente foi tudo </span></b><b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;">muito  rápido, confesso que não tive tempo de sentir medo..  </span></b><br />
<b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> a cobra caiu bem </span></b><b style="font-size: 12pt;"><span style="color: blue;">na  frente da moto e imediatamente atropelei-a, ainda que sem reação</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> alguma,  apenas mantendo a trajetória !  ah depois de passado o susto é que</span></b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b><span style="color: blue;"> veio a  tremedeira !</span><span style="color: #660000;">!</span> </b>risos&#8230;.não cheguei a parar a moto, mas fiquei</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> assustado por  uns bons quilômetros !   Cheguei no final da tarde a Uruguaiana, depois</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> de  900 km de chuva (naquela noite haviam registrado o record de chuva</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> naquela  cidade em 2002, não me lembro o numero em mm, mas era elevadíssimo !)</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> A  chuva persistiu pela noite toda !  Achei um hotel excelente naquela</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> cidade, recomendo a quem passar por ali (Bom Bonito e Barato)&#8230;fica, assim</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> que se  cruza a ponte sentido Argentina &#8211; Brasil, na primeira rua a direita,</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> primeiro hotel a direita !&#8230; garagem boa e  conforto de sobra !</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-oYY7FlSs8mo/U5hNrStOsiI/AAAAAAAABv4/VxgXmLpb9gU/s1600/santiago+-+atibaia.JPG"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://4.bp.blogspot.com/-oYY7FlSs8mo/U5hNrStOsiI/AAAAAAAABv4/VxgXmLpb9gU/s1600/santiago+-+atibaia.JPG" width="640" height="402" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Roteiro Santiago a São Paulo, via Córdoba e Uruguaiana</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b>09/10/02 &#8211; Quarta Feira</b> &#8211; Segui para Porto Alegre, onde os amigos &#8220;<b>Beto</b></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><b> Cagiva</b>&#8221; e <b>Álvaro Teixeira</b> (in memorian)  me aguardavam&#8230;  aproveitei e mandei</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> balancear a  roda traseira da moto, que havia recebido pneu novo em Santiago e</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> sofria  pela falta de balanceamento ! Jantamos na Duaction, onde tive o prazer</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> de  conhecer <b>Ron Ayres</b>, un &#8220;ironbutter&#8221; consagrado nos USA.</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> <b>10/10/02 &#8211; Quinta Feira</b> &#8211; Passei o dia em PoA com os amigos.  Combinei</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> com o  <b>Chardô</b> para subirmos juntos até Tubarão, meu próximo destino, tendo em</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> vista  que ele seguia na manha de sexta feira até Florianópolis.</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> <b>11/10/02 &#8211; Sexta Feira</b> &#8211; Amanheceu um dia nublado, porém sem a chuva</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> dos  outros dias&#8230;  Encontrei Chardô no posto de gasolina e seguimos até</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Tubarão, onde nos despedimos e ele rumou para Floripa !</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div><span style="font-family: Times New Roman, serif; font-size: small;"> </span><b style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;">12/10/02 &#8211; </b><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><b>Sábado</b></span><span style="font-family: Times New Roman, serif; font-size: small;"> &#8211; <b>Adilson</b>, um amigo de Joinville, ofereceu um</span></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> churrasco  para meu retorno ao Brasil&#8230; Fiquei muito feliz !  Na manha de</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> sábado, sai  bem cedinho de Tubarão e rumei a Joinville&#8230; ali já no portal já</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> podia ver  o movimento de motos, talvez umas 20 ou 30&#8230; vários amigos, de todo</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> lado  (Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo e etc) foram ao</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Churrasco  !  Estava uma delicia e foi muito bom encontrar a todos ali !</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> <b>13/10/02</b> &#8211; Os amigos de São Paulo que tinham ido ao Churrasco subiram</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> comigo  até São Paulo, <b>Aleixo</b> com a ZX-9r, <b>Guilherme e Flavia</b> com a GSX1100,</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> <b>Pedro e  Tadeu</b> com suas GS1150&#8230;  Subimos pela serrinha que liga Jaraguá do</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Sul a  BR116, viagem tranquila !  depois, pegamos a Regis Bittencourt e</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Seguimos  para SP.  Cheguei a Atibaia as 20:00 h, o odômetro parcial da R1</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> Marcava  exatos 4.300 km rodados.  Cansado, claro, mas o sorriso enorme no</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"> rosto não  escondia a minha alegria !!</div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><i><span style="color: blue;">Essa é uma viagem simples, curta,  mas que teve um sabor muito especial por duas razoes:</span></i></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><i><span style="color: blue;"> </span></i></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><i><span style="color: blue;">1) em maio do mesmo ano, havia ido a Santiago disposto a quebrar um record mundial de travessia do continente sul americano sobre uma motocicleta, o chamado &#8220;<b>Latin America 30cc Gold</b>&#8220;, no qual o desafiante deveria cruzar o continente sul americano, de oceano a oceano, em menos de 30 horas, com a condição de cruzar ao menos 4 países.  Assim foi feito, consegui fazer em 26 horas inesquecíveis!</span></i></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><i><span style="color: blue;"> </span></i></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><i><span style="color: blue;">2) a moto ficou em Santiago, fiz o &#8220;Coast to Coast&#8221; em um feriado e era previsto deixa-la lá (na casa do Mário, um amigo) e buscar 40 dias depois, em outro feriado. Mas o destino não quis assim, e 10 dias apos o Coast to Coast, sofri um grave acidente de carro, ficando por mais de 1 mês internado entre a vida e a morte (depois mais 3 anos sofrendo cirurgias diversas pra organizar a quebradeira).  Ai, veio o inverno, era junho, eu já havia saído do hospital, mas com o inverno e ainda em recuperação não havia como buscar a R1, apenas em outubro isso foi possível &#8211; e por isso a viagem foi feita com tanto cuidado, tanto romantismo, aproveitando cada segundo, cada respirada de ar puro por um pulmão que sofrera embolia meses atras&#8230;</span></i></div>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> </span></div>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-AAawMQOVHVE/U5hKiG5vXMI/AAAAAAAABvg/VlKTFY2aKBg/s1600/diego+em+rio+grande.jpg"><span style="color: blue;"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-AAawMQOVHVE/U5hKiG5vXMI/AAAAAAAABvg/VlKTFY2aKBg/s1600/diego+em+rio+grande.jpg" width="640" height="422" border="0" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="color: blue;">Saindo de Rio Grande, RS &#8211; momento inicial do desafio &#8220;Coast to Coast 30&#8221; (Latin America 30CC Gold)</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: blue;"> </span></p>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-IvHoo2DLfno/U5hOyvD4mII/AAAAAAAABwA/gK9Or6NPAv4/s1600/coast+to+coast+30.JPG"><span style="color: blue;"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://2.bp.blogspot.com/-IvHoo2DLfno/U5hOyvD4mII/AAAAAAAABwA/gK9Or6NPAv4/s1600/coast+to+coast+30.JPG" width="640" height="358" border="0" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="color: blue;">Roteiro de ida &#8211; Coast to Coast 30 (Latin America 30CC Gold)</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="color: blue;"><br />
</span><span style="color: blue;"><br />
</span></p>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-Deq56xpnU7I/U5hKn8Bb5UI/AAAAAAAABvo/lhCrD4fG6HM/s1600/(4)+diego+no+pacifico.jpg"><span style="color: blue;"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://4.bp.blogspot.com/-Deq56xpnU7I/U5hKn8Bb5UI/AAAAAAAABvo/lhCrD4fG6HM/s1600/(4)+diego+no+pacifico.jpg" width="422" height="640" border="0" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="color: blue;">26 horas depois, em Viña del Mar</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-VXOXVTqWGmo/U5hLPRi_PnI/AAAAAAAABvw/3QM0qHDZ-s4/s1600/IMGP0056.JPG"><span style="color: blue;"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://3.bp.blogspot.com/-VXOXVTqWGmo/U5hLPRi_PnI/AAAAAAAABvw/3QM0qHDZ-s4/s1600/IMGP0056.JPG" width="640" height="480" border="0" /></span></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="color: blue;">A pancada com a Ranger &#8211; motor parou dentro da cabine, longarinas quebraram ao meio!</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> </span></div>
<div><span style="color: blue; font-family: Times New Roman, serif;"><i>Você</i></span><i style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"><span style="color: blue;"> curtiu essa matéria?  de uma olhada em nossa </span><a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: blue;">seção de aventur</span>as</a>.</i></div>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>AVENTURA: A &#8220;DIFÍCIL&#8221; VENDA DA KLR NO ALASKA</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/06/23/aventura-a-dificil-venda-da-klr-no-alaska-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Décio Kerr]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2014 04:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando fomos convidados por um casal de amigos para conhecer o Alaska de moto e contaram o seu plano soubemos que a viagem de moto seria só de ida. A viagem teria que caber numas...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-qb5zfrZTysg/U6O_5osfuwI/AAAAAAAAAgI/xO5CAaO4sa8/s1600/Venda+da+KLR+8.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-qb5zfrZTysg/U6O_5osfuwI/AAAAAAAAAgI/xO5CAaO4sa8/s1600/Venda+da+KLR+8.png" height="430" width="640" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Quando fomos convidados por um casal de amigos para conhecer o Alaska de moto e contaram o seu plano soubemos que a viagem de moto seria só de ida. A viagem teria que caber numas férias de 30 dias.<o:p></o:p></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Meu amigo iria comprar uma Triumph zero quilômetros em Los Angeles numa operação casada para venda em Anchorage, no Alaska. Eu iria com a Kawazaki KLR 650, adquirida em Chicago por US$ 1.400. Eu e a Rose sairíamos de Chicago e eles de Los Angeles e nos encontraríamos em Seattle. Muito a contragosto seria necessário deixar a moto no Alaska.</span><br /><a name='more'></a><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><br /></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-vkONdAmKGFo/U6RTmA2VS0I/AAAAAAAAAhI/0fLAGS6MC4U/s1600/Venda+da+KLR+14.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-vkONdAmKGFo/U6RTmA2VS0I/AAAAAAAAAhI/0fLAGS6MC4U/s1600/Venda+da+KLR+14.png" height="480" width="640" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Pra ter um veículo registrado no seu nome por lá é necessário possuir uma carta de habilitação americana que eu não tinha. Tive que levar uma procuração do meu primo junto com os documentos. Mesmo que quisesse doar a moto pra algum esquimó a tal procuração seria imprescindível.<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZHBqdnzTdyE/U6PACTuvlPI/AAAAAAAAAgQ/KMvZIiQsjPM/s1600/Venda+da+KLR+1.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZHBqdnzTdyE/U6PACTuvlPI/AAAAAAAAAgQ/KMvZIiQsjPM/s1600/Venda+da+KLR+1.png" height="440" width="640" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-9Q72N5LKU3Y/U6PAO35GvVI/AAAAAAAAAgY/sKy93yCXYxA/s1600/Venda+da+KLR+6.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-9Q72N5LKU3Y/U6PAO35GvVI/AAAAAAAAAgY/sKy93yCXYxA/s1600/Venda+da+KLR+6.png" height="640" width="422" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-zAOH2JgPI3E/U6PAVixmQfI/AAAAAAAAAgg/zFPuAowDS7g/s1600/Venda+da+KLR+7.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-zAOH2JgPI3E/U6PAVixmQfI/AAAAAAAAAgg/zFPuAowDS7g/s1600/Venda+da+KLR+7.png" height="428" width="640" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z6AsWim50eI/U6PAdebwfhI/AAAAAAAAAgo/N_egwfkflFg/s1600/Venda+da+KLR+10.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z6AsWim50eI/U6PAdebwfhI/AAAAAAAAAgo/N_egwfkflFg/s1600/Venda+da+KLR+10.png" height="640" width="420" /></a></div>
<div align="center" style="text-align: center;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Museu de Historia Natural em Fairbanks<o:p></o:p></span></div>
<div align="center" style="text-align: center;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><br /></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Como o mundo fica pequeno encima de uma moto.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Rodadas cerca de 5.500 milhas nesta derradeira viagem da magrela e depois de 21 dias de estrada&nbsp; sem nenhum problema mecânico chegamos em &nbsp;Anchorage, onde a Tigger seria vendida. Durante toda a viagem eu lembrava que em algum momento seria necessário desfazer da KLR. Não estava realmente preocupado, na pior das hipóteses doaria a moto pra alguém. Depois de rodar 17.000 milhas com a Kawazaki pela América do Norte US$ 1.400 era pouco pelos momentos prazerosos que ela nos proporcionou sem contar o privilégio de conhecer lugares incríveis.<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;"><br /></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-JOTHhH3edvg/U6PAjcXayMI/AAAAAAAAAgw/LdK4TiM5-c8/s1600/Venda+da+KLR+11.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-JOTHhH3edvg/U6PAjcXayMI/AAAAAAAAAgw/LdK4TiM5-c8/s1600/Venda+da+KLR+11.png" height="430" width="640" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">O endereço em Anchorage onde a Triumph seria vendida, pra minha surpresa, era de uma revenda Kawazaki. Ainda dentro do capacete falei: Opa, é aqui que vou vender a KLR!<o:p></o:p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">Depois do meu amigo ter recebido o cheque pela venda da Tigger perguntei ao dono da revenda se ele não compraria a minha também. Falou que sim e sem olhar a moto tirou um livrinho do bolso e depois de consultá-lo perguntou se US$ 1.100 estava bom. Na hora, e sem pestanejar, coloquei a chave na sua mão, dei os documentos e a procuração e fui ao escritório pegar o cheque. Ele pediu, gentilmente, que esperássemos mais ou menos uma hora pra passarmos no banco e descontar os cheques.<o:p></o:p></span></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14.0pt; line-height: 115%;">E viva a burocracia americana!<o:p></o:p></span></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-sQ8tADU-5oI/U6PAxlWUlpI/AAAAAAAAAg4/5VNzE_YUULk/s1600/Venda+da+KLR+12.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-sQ8tADU-5oI/U6PAxlWUlpI/AAAAAAAAAg4/5VNzE_YUULk/s1600/Venda+da+KLR+12.png" height="428" width="640" /></a></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><i>Curtiu? &nbsp;então&nbsp;conheça a&nbsp;<a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seção de aventuras</a>&nbsp;do nosso site!</i></div>
<p></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>AVENTURA: O ENCONTRO COM O URSO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Décio Kerr]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2014 12:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar das inúmeras historias sobre os ursos que vivem soltos no Canada e no Alasca a primeira ideia que veio quando vi a silhueta de um animal sobre o barranco na beira da estrada no...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6398084425564589676" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="http://motosclassicas80.com/" /></a></div>
<p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-MC11MBkQMEw/U3unp8Y3FcI/AAAAAAAAAeQ/vYGMsNSj95A/s1600/Imagem3.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-MC11MBkQMEw/U3unp8Y3FcI/AAAAAAAAAeQ/vYGMsNSj95A/s1600/Imagem3.png" height="440" width="640" /></a></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;">Apesar das inúmeras historias sobre os ursos que vivem soltos no Canada e no Alasca a primeira ideia que veio quando vi a silhueta de um animal sobre o barranco na beira da estrada no oeste canadense a caminho do Círculo Polar Ártico era que fosse um cavalo que esperava nossa passagem.<br /><a name='more'></a><o:p></o:p></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-xrJCKhl7mNg/U3uns4qkEhI/AAAAAAAAAeY/AigWb6AC-ac/s1600/Imagem2.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-xrJCKhl7mNg/U3uns4qkEhI/AAAAAAAAAeY/AigWb6AC-ac/s1600/Imagem2.png" height="440" width="640" /></a></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;">O Castrucci e a Márcia seguiam na frente na Tiger, eu e a Rose na KLR 650 tentávamos acompanha-los e ao chegar mais perto deu pra ver que o animal não era um cavalo e sim um grande urso pardo que observava as motos se aproximando. A vontade de fotografar o primeiro urso da viagem era tão grande que comecei reduzir a velocidade pra parar e documentar o encontro.<o:p></o:p></p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-tKiBF570np0/U3yX7DAVdII/AAAAAAAAAew/3DsFaKBu1VU/s1600/Imagem1.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-tKiBF570np0/U3yX7DAVdII/AAAAAAAAAew/3DsFaKBu1VU/s1600/Imagem1.png" height="436" width="640" /></a></div>
<p></div>
<p></p>
<div style="text-align: justify;">Só consegui parar depois de passar pelo urso e ao fazer a meia volta pra poder enquadrar o bichão vi que ele já estava parado no meio da estrada. O urso me encarando com aquele olhar de poucos amigos e eu pensando no tempo que precisava pra tirar a câmara da bolsa de cintura com a Rose aos berros na garupa: Benhêê olha o urso, vamos embora! Ciente da agilidade daqueles animais, desisti da foto e resolvi dar meia volta e continuar a viagem. Com o barulho da primeira acelerada no início da manobra o urso também resolveu voltar rapidamente pro seu barranco de origem. Acho que foi uma questão de respeito mutuo e ninguém ficou com o amor próprio ferido, nem eu, nem o urso. As fotos ficaram para os empalhados que encontramos mais tarde em diversos lugares.<o:p></o:p></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-gxVy_i8VhBI/U3unxDulhJI/AAAAAAAAAeg/2mFiZNz_yRs/s1600/Imagem5.png" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-gxVy_i8VhBI/U3unxDulhJI/AAAAAAAAAeg/2mFiZNz_yRs/s1600/Imagem5.png" height="434" width="640" /></a></div>
<div align="center" style="text-align: center;">Finalistas do torneio internacional de tamanho de bigode<o:p></o:p></p>
<p><i>Curtiu a aventura do Décio? Pois é, em&nbsp;<a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aventuras</a>&nbsp;tem várias outras!</i></div>
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		<item>
		<title>AVENTURA: NA ESTRADA COM A XLX350R</title>
		<link>https://www.motosclassicas80.com.br/2014/05/18/aventura-na-estrada-com-a-xlx350r/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2014 19:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Clássicas]]></category>
		<category><![CDATA[honda]]></category>
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					<description><![CDATA[Não tenho costume de colocar minhas motos antigas na estrada. &#160;Apesar de eu adorar viajar de motocicleta, reservo às antigas apenas passeios pela cidade, semanais ou quinzenais&#8230; e pra moto moderna (a ultima delas era...Continue lendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">Não tenho costume de colocar minhas motos antigas na estrada. &nbsp;Apesar de eu adorar viajar de motocicleta, reservo às antigas apenas passeios pela cidade, semanais ou quinzenais&#8230; e pra moto moderna (a ultima delas era uma hayabusa 2009) estão reservadas as estradas com frequência. &nbsp;</div>
<div style="text-align: center;">Minhas antigas são motos trail ou de baixa cilindrada, não pode-se dizer que é um grande prazer viajar com motos pequenas (apesar de ter quem goste, prefiro as de maior potencia/cilindrada), os limites de velocidade das estradas paulistas superam as vezes a velocidade máxima dessas pequenas motos, diferente do que tínhamos nos anos 80, a velocidade máxima permitida chegou a aumentar 50% (antes 80 km/h na maioria delas, e agora até 120km/h na via Bandeirantes por exemplo). Manter um motor pequeno com carga próxima a seu limite por muitos quilômetros, não é uma atitude inteligente, força desnecessariamente o conjunto.</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Mas as vezes bate uma nostalgia! &nbsp;por que resistir?</div>
<div style="text-align: center;">
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-i83iQDFHViI/U3eXcLebJ5I/AAAAAAAABiU/7M6GH9ASQGw/s640/blogger-image--118219861.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-i83iQDFHViI/U3eXcLebJ5I/AAAAAAAABiU/7M6GH9ASQGw/s640/blogger-image--118219861.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">A caminho de Ribeirão Preto</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a name='more'></a></div>
<div style="text-align: center;">Esse final de semana resolvi colocar a XLX350R na estrada. &nbsp;Minha esposa, Camila, foi de carro a Ribeirão Preto, SP na quarta-feira (que baixo astral!). Pedi a ela que levasse à reboque a carretinha de transportar motos, desta forma, eu poderia ir no sábado pra lá com a XLX, e voltaríamos juntos, de carona.</div>
<div style="text-align: center;">E assim foi feito!</p>
</div>
<div style="text-align: center;">Entre as minhas motos, a XLX é a que tem melhor desempenho e a que melhor se presta a essa pequena aventura.&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-xkKbZd5IRH8/Um1lF4aGmNI/AAAAAAAABGI/okMRhqNL1jU/s1600/foto+4.JPG" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-xkKbZd5IRH8/Um1lF4aGmNI/AAAAAAAABGI/okMRhqNL1jU/s1600/foto+4.JPG" height="240" width="320" /></a><a href="http://1.bp.blogspot.com/-xkKbZd5IRH8/Um1lF4aGmNI/AAAAAAAABGI/okMRhqNL1jU/s1600/foto+4.JPG" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"><br /></a></div>
<div style="text-align: center;">Há uma coisa que não muda, prezados amigos, e espero que realmente não mude nunca! &#8211; antes de viajar de moto, eu fico ansioso, pensando, imaginando, repensando, limpo a moto, reviso itens básicos&#8230; mal consigo dormir. &nbsp;Isso, curiosamente, acontece quando faço uma viagem de 15.000 km sozinho pela América do Sul numa motocicleta de 200 hp, e também, na mesma intensidade, quando pego uma das clássicas com potência 7 vezes menor e resolvo fazer uma viagem de apenas 300 km por rodovias mais do que conhecidas &#8211; e por que não dizer, monótonas &#8211; do estado de SP. &nbsp;Com o perdão da palavra: &nbsp;Tesão é Tesão!</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Bem, a XLX estava revisada, deixei ela na concessionária Honda poucos dias antes para uma revisão geral. Não apenas por conta da viagem, mas a manutenção normal que faço a cada 2 anos. &nbsp;Tudo foi verificado, de regulagem de válvulas, verificação de rolamentos (troca de alguns), lubrificação dos cabos, limpeza e regularem da carburação, verificação da vela de ignição, substituição do filtro de ar, limpeza, regulagem e lubrificação da corrente de transmissão, engraxamento da suspensão traseira, substituição do óleo da suspensão dianteira e etc. &nbsp;Depois disso, eu pessoalmente a lavei, dei uma encerada em seus plásticos e tanque e conferi alguns itens. &nbsp;Pronto! Hora de partir, a XLX estava prontinha.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZVs28-_KMR8/Um1lEeF1kiI/AAAAAAAABGI/48DOBOn03f8/s1600/foto+2.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZVs28-_KMR8/Um1lEeF1kiI/AAAAAAAABGI/48DOBOn03f8/s1600/foto+2.JPG" height="480" width="640" /></a></div>
</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><b>Equipamento</b></div>
<p></p>
<div style="text-align: center;">Nostalgia é nostalgia! Eu costumo viajar de moto sempre muito bem equipado &#8211; jaqueta com airbag </div>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">por exemplo, botas, luvas especiais, capacete de boa qualidade, malas especiais.&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-6-oDb03x7AE/U3ViBP7gLGI/AAAAAAAABhQ/YA-B_AT2_AY/s1600/IMG_2526.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-6-oDb03x7AE/U3ViBP7gLGI/AAAAAAAABhQ/YA-B_AT2_AY/s1600/IMG_2526.JPG" height="480" width="640" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Equipamento &#8220;politicamente correto&#8221; &#8211; &nbsp;viajando pelo sertão da Bahia em Janeiro de 2014</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Mas, para essa brincadeira com a XLX, achei que deveria usar a vestimenta mais parecida com o que usávamos nos anos 80. Quer saber ? Deixei o &#8220;politicamente correto&#8221; pra trás, deixando um capacete moderno em casa e usando um antigo que certamente está ressecado e ineficiente com quase 30 anos de fabricação, mas a vida é repleta de escolhas, e pra essa pequena viagem abri mão de alguns confortos para satisfazer a outras necessidades.</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Garimpei nos armários uma antiga luva que ganhei de um amigo motociclista, dizia ele na época que era dos motociclistas da Policia Rodoviária Federal, mas sinceramente não posso afirmar isso, havia naqueles tempos uma &#8220;lenda&#8221; que botas, luvas e toda sorte de produtos oferecidos a motociclistas eram iguais aos da Policia Rodoviária Federal e que eram as melhores. Não sei se era alguma estratégia precária de marketing, ou se realmente a fonte era essa. &nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Posso dizer que a luva é muito confortável, gostosa mesmo! &nbsp;Muito diferente das modernas luvas de motociclista que não vestem &#8220;igual uma luva&#8221;, aliás, em conforto as modernas recebem nota muito baixa, &nbsp;embora compensem toda falta de conforto na proteção oferecida. Eu tinha consciência, a proteção que luva que ganhei de presente do velho amigo me oferecia era mínima. &nbsp;Mas vamos lá&#8230;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">O capacete, ahhh que alegria, finalmente poderei usar aquele velho Taurus Cross que consegui arrematar num leilão eletrônico há alguns anos. O capacete impressiona por duas razões, primeiro, por ele ser exatamente igual ao que eu usava nos anos 80 &#8211; até a cor é a mesma &#8211; Bingo! depois, pelo incrível estado em que se encontra. O capacete me foi entregue inclusive na caixa original da Taurus, ele nunca havia sido usado, está absolutamente em perfeito estado. Tive apenas que colocar um óculos (moderno) pois ele veio sem o óculos de época.&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-GAW8B5bkssw/U3Vmyoa8kBI/AAAAAAAABhY/WeBRmjnohZk/s1600/IMG_3021.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-GAW8B5bkssw/U3Vmyoa8kBI/AAAAAAAABhY/WeBRmjnohZk/s1600/IMG_3021.JPG" height="480" width="640" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Até mesmo o selo do Inmetro já existia naqueles tempos, sabia disso?:</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-r6aDrlkRk20/U3VnEhNd6HI/AAAAAAAABhg/i0sK1XMkpVM/s1600/IMG_3022.JPG" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-r6aDrlkRk20/U3VnEhNd6HI/AAAAAAAABhg/i0sK1XMkpVM/s1600/IMG_3022.JPG" height="480" width="640" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Calça Jeans, camiseta, &#8220;jaqueta de nylon&#8221; e um tênis reforçado completaram o conjunto.</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">
<div style="clear: both;"><a href="https://lh5.googleusercontent.com/-vLFsmhdBYug/U3eXRfLc79I/AAAAAAAABiI/MhsclVi9DXM/s640/blogger-image--429731416.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img decoding="async" border="0" src="https://lh5.googleusercontent.com/-vLFsmhdBYug/U3eXRfLc79I/AAAAAAAABiI/MhsclVi9DXM/s640/blogger-image--429731416.jpg" /></a></div>
<p></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><b>A &#8220;aventura&#8221;.</b></div>
<div style="text-align: center;"><b><br /></b></div>
<div style="text-align: center;">Não consegui até hoje classificar o que seria uma viagem de moto e o que seria uma aventura. Acho que é mais ou menos como a historia do Cação e Tubarão: quando esta na mesa, sem duvida é Cação &#8211; é feio falar que se comeu um tubarão, não é mesmo? &nbsp;E quando estamos mergulhando e vemos um&#8230; bem, ai é um Tubarão! &nbsp;(bem mais imponente!).&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Talvez as aventuras de moto sejam assim, simples viagens. &nbsp;Não da pra dizer se é pela distancia, pois 300 km é pouco para uns e muito para outros. Cruzar fronteiras? &nbsp;talvez, mas sinceramente eu acredito que a diferença esteja mesmo no SENTIMENTO do motociclista!</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Sábado, 08.00h e a XLX roncava agradável, grave, saudável na garagem de casa, o tanque de combustível, é claro (sujeito ansioso lembra?!) havia sido completado na noite de sexta, pneus calibrados. Bastava ajustar a cinta jugular do capacete, colocar os óculos e moto na estrada!</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">O dia não podia ser melhor! &nbsp;Dia típico de inverno brasileiro (apesar de estarmos no outono), céu azul, poucas nuvens, temperatura baixa pela manhã, e uma massa de ar seco que garantia ausência de chuvas nos próximos dias, talvez meses!</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://lh3.googleusercontent.com/-_v8JI5q1d3Y/U3eXNDK7Y_I/AAAAAAAABiA/GFlfGN0CH50/s640/blogger-image-1871420680.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-_v8JI5q1d3Y/U3eXNDK7Y_I/AAAAAAAABiA/GFlfGN0CH50/s640/blogger-image-1871420680.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Infelizmente na sombra não foi possível ver o sorriso no rosto do piloto!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">A XLX se comportou bem nos primeiros quilômetros, lembrando dos tempos em que trabalhava como piloto de testes na revista Duas Rodas, resolvi anotar tudo que acontecia na moto, consumo, horários, ocorrências, de forma a poder descrever a viagem com a maior fartura de informações possível.</p>
<p>Quando comentei com o Cícero Lima&nbsp;quer faria essa viagem, ele até cogitou me acompanhar usando uma moderna Honda XRE300 e traçarmos um pequeno comparativo &#8211; seria interessante &#8211; mas ele não conseguiu se desvencilhar dos compromissos e acabamos deixando essa pauta pra outra ocasião.</p></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Mantive a XLX na faixa de 100 a 110 km/h (de velocímetro), velocidade que ao mesmo tempo não forçava desnecessariamente seu motor, me permitia ter uma sobra de potência pra uma eventual necessidade, e era compatível com a velocidade do fluxo da estrada.</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Em um dos trechos, fiz uma medição de velocidade usando um GPS (de celular), e a 100 km/h cravados no velocímetro, a velocidade apontada no GPS era de 97 km/h. &nbsp;Diferença bem razoável, alinhada com a diferença apontada pelas motos mais modernas. A velocidade máxima que consegui foi de 145 km/h no velocímetro &#8211; deitado atras da pequena carenagem de farol &#8211; 139 km/ no GPS. A &#8220;velhinha&#8221; mostra sua vitalidade!</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://lh4.googleusercontent.com/-IW1iNVbKUzI/U3eYO0VBfYI/AAAAAAAABig/29Zajn7i4f0/s640/blogger-image--424862917.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://lh4.googleusercontent.com/-IW1iNVbKUzI/U3eYO0VBfYI/AAAAAAAABig/29Zajn7i4f0/s640/blogger-image--424862917.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Até o celular ajuda a ter informações hoje em dia!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Quando vou a Ribeirão Preto usando a Hayabusa, costumo fazer uma viagem &#8220;non-stop&#8221;, aproveitando até a ultima gota do tanque de combustível da moto e sem parar, conseguindo um rendimento legal na viagem. Mas com a XLX a historia era outra, fiz 1 parada na viagem. Parada daquelas legais, de tirar a jaqueta, tomar o refrigerante, comer a coxinha &#8211; com a desculpa de deixar a moto descansar um pouco &#8211; mas na realidade querendo mesmo é eternizar aquele momento.</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Os pneus, Pirelli MT40 são razoavelmente barulhentos no asfalto a essa velocidade. Nada que incomode, e alias, uma característica de pneus de uso misto até hoje. A frente da moto oscila um pouco acima dos 120 km/h, mas nada que alterando a posição do corpo, transferindo um pouco de peso pra dianteira não resolva. &nbsp;Uma regulagem na pré-carga do amortecedor traseiro (comprimindo um pouco a mola e naturalmente transferindo mais peso pra dianteira) resolveria definitivamente essa situação. &nbsp;As matérias antigas publicadas na época do lançamento da XLX atribuíam ao para-lamas dianteiro ser alto esse efeito, causado pela má aerodinâmica, mas não tem nada a ver e não faz o menor sentido, pois como disse, eu apenas distribui melhor meu peso sobre a motocicleta e a oscilação parou &#8211; o para-lama não foi substituído!&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">O consumo médio foi de 22,65 km/l &#8211; sinceramente achei que seria bem melhor. Com a hayabusa por exemplo, viajando a essa velocidade teria feito uns 20 km/l.&nbsp;</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">Em pouco mais de 3 horas e o passeio havia terminado, a XLX fez a viagem com tranqüilidade, sem apresentar o menor problema ou pane. Voltará de carreta pra casa, não por necessidade mas sim por opção.</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="https://lh4.googleusercontent.com/-9mu54286AFk/U3kDUZuh16I/AAAAAAAABiw/AmPJk6i3WBs/s640/blogger-image-1890034105.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img decoding="async" border="0" src="https://lh4.googleusercontent.com/-9mu54286AFk/U3kDUZuh16I/AAAAAAAABiw/AmPJk6i3WBs/s640/blogger-image-1890034105.jpg" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Voltando de carona!</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><b>Tecnologia (ou sua ausência)</b></div>
<div style="text-align: center;"><b><br /></b></div>
<div style="text-align: center;">Detalhe que chamou atenção durante a viagem é a quase total ausência de informações sobre a saúde mecânica no painel. Conta-giros, velocímetro, luz do neutro, farol alto e piscas era o que entendíamos por um painel completo naqueles tempos (incompletos não tinham o conta-giros por exemplo).</p>
<table cellpadding="0" cellspacing="0" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-urWBkIUzbKQ/Um1lB1lDuVI/AAAAAAAABGI/IdVYO3Z1m4o/s1600/foto+3.JPG" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" decoding="async" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-urWBkIUzbKQ/Um1lB1lDuVI/AAAAAAAABGI/IdVYO3Z1m4o/s1600/foto+3.JPG" height="240" width="320" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;">Painel XLX350R</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nos dias de hoje temos muita informação a mais nos painéis, como quantidade de combustível no tanque, autonomia, temperatura do motor, indicação de problemas na injeção eletrônica, abs e etc.</p>
<div style="text-align: right;"></div>
<p>Parece bobo, e que um conta-giros e velocímetro são o suficiente, mas o fato é que a tocada muda, durante a viagem por exemplo, notei que havia de prestar maior atenção nos ruídos mecânicos, na temperatura que percebia nas pernas, na suavidade do funcionamento &#8211; para ter certeza, de tempos em tempos que tudo estava bem e podia continuar rodando.</p>
<div style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>&nbsp;&nbsp;Hoje em dia a eletrônica faz isso por nós!</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><b>Qual será a próxima?</b></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">A experiência foi boa, saber qual será a próxima moto a fazer uma viagenzinha&#8230;. Talvez a Vespa? Ou &nbsp;será a XL250R?</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: left;">Veja mais sobre a XLX350R nos links abaixo:</div>
<div style="text-align: left;">Tão iguais &#8211; tão diferentes!</div>
<div style="text-align: left;">Honda XLX350R 1988</div>
</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><i>Você curtiu a pequena aventura da XLX? Encontre outras&nbsp;<a href="http://motosclassicas80.com/search/label/Aventura" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aventuras</a>&nbsp;publicadas&nbsp;neste site.</i></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"></div>
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