Honda CBX 750F completa 35 anos

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CBX 750F – nos idos de 1986

Quando falamos de um período importante para o motociclismo brasileiro, o ano de 1986, nunca pode ficar de fora. Foi em abril daquele ano que se iniciou a produção da Honda CBX 750F no País. A princípio, as unidades eram importadas do Japão e montadas na fábrica da Honda em Manaus.

O fascínio dos quatro cilindros

Equipadas com motor de quatro cilindros em linha com 82 cavalos de potência, as “importadas” usavam roda de 16 polegadas e tinham uma alma mais esportiva. Depois foram nacionalizadas, em 1987, ganharam rodas de 18 polegadas até que chegou a versão Indy, em 1990, com suas grandes carenagens.

A Black, a Rothmans ou a Canadense?

Nessa trajetória de quase dez anos, começou em abril de 1986 e durou até dezembro de 1994, o modelo ganhou apelidos e que estavam ligados aos seus grafismos e cores. A primeira, toda preta, era conhecida por Black, também tivemos a Hollywood, a Magia Negra, a Rothmans. Tantos nomes valeram uma excelente matéria que o Diego Rosa publicou aqui no Motos Clássicas 80.

Quantas ?

Mas hoje, primeiro de abril, queremos falar dos números de vendas. Eles mostram como o mercado reagiu à chegada de uma moto tão esperada, cara e sofisticada (para os padrões da época, é claro).

CBX 750F 1986 black
Motor de quatro cilindros em linha e aquele ronco incomparável, era o sonho de uma geração que não podia andar “moto grande” no Brasil

Produção ano a ano

Para comemorar o aniversário da CBX nos debruçamos nos números da Abraciclo (associação dos fabricantes de motos), com paciência fomos esmiuçando a produção.

vendas CBX 750F brasil

Quase uma década

Durante 105 meses, de abril de 1986 a dezembro de 1994, os funcionários da Honda em Manaus tinham a missão de encaixar os componentes vindos do Japão com os componentes nacionais.

Mais de 11.000 motos

Mais de 11.000 CBX 750F que foram embarcadas nas balsas e cruzaram o Brasil para fazer a alegria dos concessionários e seus clientes.

CBX 750F
A CBX 750F chegou para agradar quem tinha sonhos e muito dinheiro na conta bancária

Esses números mostram porque determinada cor ou versão é mais popular. A versão 1987 foi a mais produzida e (teoricamente) é mais fácil de ser encontrada, foram produzidas 2.624 unidades. Já a versão Indy, que teve início em março de 1990, é uma raridade. Um exemplar de 1993, por exemplo, é mosca branca pois, naquele ano, apenas 213 unidades saíram da linha de produção.

As revistas esbaldaram-se

Em época de pouca moto no mercado pra publicar, as revistas de época esbaldaram-se com o lançamento da CBX. Na revista Duas Rodas, por exemplo, número 138 (Dezembro/1986), a reportagem – escrita pelos amigos Tite Simões e Gabriel Marazzi – falava sobre desempenho do motor de 82 cv e outros destaques da nova “nacional” que superou os 213 km/h de velocidade máxima nos testes da revista. Alguns testes de época estão disponíveis para download.

CBX 750F Indy
Versão Indy pesava 241 kg (a seco) vinte a mais que a 750

Desempenho de vendas

Mas o desempenho do motor não foi acompanhado pelo número de vendas, que nunca chegou as 300 unidades por mês, segundo a reportagem, o total de vendas estimado pelo fabricante. Os números mostram que, de1987 a 1989, a CBX 750F superou a produção de 2.000 unidades/ano, nos outros anos, as vendas despencavam até chegar a poucas centenas .

A moto mais cara do mundo

É inegável que a CBX despertava paixões e, quem estive com uma, sempre ficava mais “bonito e charmoso”. Contra a CBX havia o maior inimigo do mercado: o preço! Ela custava na tabela Cz$ 137.238,00 e as primeiras unidades eram vendidas por Cz$ 400.000,00!!!!. Sei que é difícil decifrar quanto valeira isso hoje. Para fazer uma comparação em 1986 um Monza 2.0 em 1986 custava Cz$ 118.670,00.

Ainda assim, mas de 11 mil felizardos tiveram a oportunidade de levar uma CBX 750F para casa e algumas ainda rodam por aí e são vendidas com preços entre R$ 14.000,00 e R$ 70.000,00.

Produção mês a mês

Veja quantas unidades da CBX 750F foram produzidas mês a mês…

números de produção da CBX 750F


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5 thoughts on “Honda CBX 750F completa 35 anos

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    Muito interessante a história, como muitos, sempre fui apaixonado pela 750, hoje sou um feliz proprietário de um Black 86..

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      Tive a felicidade de comprar uma zero km, fiquei três anos com ela. Andei apenas 10.000 km

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    Incrível como a Honda conseguiu estragar uma moto que era excepcional. Não ficou muito ruim com a nacionalização, mas deu aquela impressão de deixada de lado. Adoro ambas, a primeira como a nacionalizada, mas ficou triste. Ótima lembrança.

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    Que bacana. A reportagem acima inseriu as 299 hollywood 1986 produzidas no final de setembro de 1986 para 1987. Show.
    Doutor da galo. Ribeirão Preto = SP.

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