A saga das peças da Sahara

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A historia da Honda NX 350 Sahara que nunca havia sido lacrada já foi contada aqui, uma moto de único dono, que passou a vida em uma fazenda, e nesse período rodou apenas 3.700km. Como rodava dentro da propriedade, nunca foi lacrada. Até que nós a adquirimos…

Fizemos uma brincadeira de jogo dos 7 erros na matéria anterior, demonstrando que a moto estava incrivelmente original, intocada, e que apenas os espelhos retrovisores e o pneu dianteiro haviam sido trocados (segundo consta, por estar ressecado. De fato confere a história, pois na traseira ainda está o original de fábrica).

Mas nem tudo são flores

Sempre comentamos aqui, para ter cuidado ao avaliar motos através de fotografias, pois elas escondem os detalhes. E é claro, com essa não foi diferente. Ao chegar na casa do amigo Tiago Pavanelli para ver a Sahara, identificamos vários detalhes estéticos (como pode ser visto na galeria abaixo) – que em nada interferiam na originalidade da moto, muito pelo contrario, contavam sua história de vida na fazenda.

Normalmente a gente procura manter a originalidade até o último fio de cabelo, não tirar a pátina da moto, a exemplo do que foi feito com a Honda XL 125S de nosso acervo.

O dilema

Ao colocar a moto em nossa garagem, nos vimos em um dilema: deixar ela com seus “detalhes” ou procurar melhorar o visual da moto?

O insight veio do próprio Tiago, que antes de entregar a moto nos contou: “olha o tanque de combustível eu troquei, o original dela estava todo podre por dentro, embora impecável do lado de fora. Consegui comprar um tanque zero km original Honda na caixa, e por isso eu troquei “- disse o antigo proprietário. E de fato, o tanque antigo nos foi entregue e está decorando nossa garagem atualmente, bonito por fora e podre por dentro (com perfurações inclusive). O legal de guardar a peça que foi retirada é que a história da moto se preserva. Vendo o tanque intacto por fora, percebemos que não houve tombos, e podre por dentro, indica que a moto ficou muito tempo parada. Isso vem de encontro a sua história.

Então pensamos – que tal fazer como Tiago fez com o tanque? Retirar as peças originais danificadas e colocar novas originais? Guardar as antigas que, além de serem uma belíssima decoração para nosso espaço, seguiriam contando a história daquela moto.

Revitalização

E foi assim que decidimos revitalizar a nossa Sahara. As regras que nós mesmos criamos e seguimos foi a de que, apenas quando conseguíssemos todas as peças originais e zero km, de fábrica, começaríamos o trabalho de remover as antigas e fazer a revitalização. E foi justamente aí que a Saga começou.

A Saga

Resolvi contar essa historia pois ela reflete o que cada apaixonado por veículos clássicos encontra em seu dia a dia, com certeza você que já revirou a internet em busca de alguma peça sabe a satisfação de tê-la em mãos e os percalços dessa jornada. Acompanhe a nossa!

A lista

Pra começar a conversa, ainda sem desmontar a moto e sem andar nela sequer, fizemos uma lista com tudo que seria necessário, para avaliar, caso a caso, se seria possível conseguir, levantar custos e avaliar a viabilidade desse projeto.

A grosso modo eram apenas peças estéticas, quase todas elas danificadas pelo passar do tempo, absolutamente nenhuma dela com alguma indicação de tombo ou acidente, apenas peças marcadas pelo dia a dia em algum galpão abandonado, com riscos, esbarroes, adesivos arrancados por alguma lavadora de pressão e coisas do tipo.

Com a lista em mãos começamos a garimpar.

No começo parece que vai ser moleza

A primeira sensação, nos primeiros dias do garimpo, parece que tudo vai ser moleza. Quem explica isso é a matemática. Se necessitamos de 20 itens, ao começar a procurar logo vamos encontrar alguns deles, dando a sensação que vai ser fácil a busca. Logo no primeiro dia localizei uma das carenagens laterais. Fiquei super contente.

Com o passar do tempo a gente nota que uma ou outra peça enrosca, e começa a escutar os primeiros “essa ninguém tem”.

A gente não desiste

Nossa geração foi inspirada por caras que não desistiam, ao contrario do que vimos na ultima olimpíada, os nossos heróis iam cambaleando, com dores, arrebentados, não importando a posição e que medalha ganhariam, mas queriam cruzar a linha de chegada. Com essa inspiração, sempre penso: “não existe a peça que não existe” – alguém tem ela guardada em algum canto, em alguma caixa, em alguma garagem antiga, alguma concessionária desativada, algum colecionador que morreu – um dia a peça aparecerá. E com isso em mente, seguimos buscando as mais difíceis peças.

Qual a peça difícil?

As peças normalmente mais difíceis de se encontrar (falando de motos dos anos 1980 e 1990) são aquelas que – ou vieram em pouca quantidade para o Brasil, via importação independente ou algo do tipo (exemplo: as peças da Yamaha GTS 1000 – uma moto rara no mundo e raríssima no Brasil) ou as motos que foram criadas e produzidas especialmente no Brasil (na época de importação proibida muito comum). Como por exemplo as Hondas CBR450SR, NX350 Sahara, ou a Yamaha TDR180. As motos que foram importadas regularmente para o Brasil, são de certa forma fáceis de conseguir peças, desde que o proprietário as importe, pois existem inúmeros sites nos USA e EUROPA, com estoques incríveis de peças.

Nossa Sahara se enquadra na segunda opção, as motos exclusivamente nacionais. Ela foi criada e produzida aqui e vendida para alguns poucos países. Algumas peças comuns a outros modelos (como por exemplo a mecânica quase toda de XLX 350R, as setas dianteiras de CBR 450SR) mas outras especificas, normalmente estéticas e acabamento, justamente o que precisamos.

No caso da nossa Sahara, a peça mais complicada de encontrar foram as sanfonas dianteiras (protetor do garfo).

Mas e ai? como conseguir?

Com alguma frequência repetimos a historia que Motos Clássicas 80 não se trata de uma coleção de motos, mas sim uma Coleção de Amigos! E isso é fato, a história se repete com frequência, estamos sempre contando com a ajuda de amigos nas horas mais difíceis.

O para-lama traseiro

O para-lama traseiro de nossa Sahara estava bem ressecado, e o Tiago tentou aplicar um soprador térmico nele pra salvar a peça, que melhorou bastante, mas ainda não nos agradava. Então saímos a caça de um. A cor correta da peça é o “vermelho fighting” de acordo com manual do fabricante, mas justamente essa peça não encontrávamos.

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Até que tivemos a noticia que na concessionaria Honda da cidade de Indaiatuba, SP havia uma unidade disponível.

Momento de alegria, entramos em contato com a concessionaria, setor de peças, que ficou de verificar. Mas, pensa bem, setor de peças… difícil achar alguém com boa vontade suficiente pra atender um colecionador chato que quer uma peça velha que está naquele galpão empoeirado, sabe-se lá em que prateleira.

Depois de alguns dias trocando WhatsApp e telefonemas com eles, percebi que não estava fácil. Pensei em ir até lá pra buscar a peça, já que a distância daqui é menos de 100 km.

Foi quando lembrei do amigo Wesley Rovaron, de quem comprei a CBR1100XX e a GSXR1100W anteriormente – ele mora naquela cidade, e numa troca de mensagem via WhatsApp estava combinado, ele iria até a concessionaria, compraria a peça e despacharia para cá. Dois dias depois estava feliz com a peça em mãos, graças a esse amigo.

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Feliz em receber a peça que o amigo Wesley comprou em Indaiatuba, SP.

Mais algumas peças vinham sendo compradas aqui e acolá, e nosso sofá que foi eleito a estante oficial para armazenamento das peças novas foi ficando cheio. Tudo, conforme as regras – novo e original – sem repinturas.

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O sofá tornou-se, temporariamente, o estoque de peças.

A carenagem de farol

A carenagem que envolve o farol da Sahara é outra peça difícil de achar, mas essa, no nosso caso, não foi tão difícil assim, um de nossos seguidores, o amigo Wlad (@Wlad_rocha) de BH me chamou ao ver que eu procurava peças da Sahara 1991 e disse que tinha a carenagem de farol. Ele tinha uma, zero km, e se dispôs a compartilhar, mas não foi apenas uma carenagem, ela veio com historia e essa historia que ele contou em vídeo, eu repasso pra vocês:

Quem quiser saber mais da aventura do Wlad com a Sahara, basta seguir esse link

A outra carenagem mineira

Peças que saíram de Manaus (AM) nos anos 1990, espalharam-se por todo esse pais, e cada qual sendo enviada para cá, reunindo-se novamente em nosso QG. Que sensação boa. Quanto mais empoeirada a embalagem, mais historia trazia. Peças de Pernambuco, São Paulo, Rondônia, Minas Gerais, Espírito Santo acabaram chegando até nossas mãos.

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Uma delas contou uma historia muito legal. Uma das carenagens laterais havia comprado em Pernambuco e já estava em nossas mãos, mas a outra caiu na história de “ninguém tinha”, até que localizei em uma concessionaria em Divinópolis (MG). A história contada acima sobre o para-lama de Indaiatuba se repetiu, com um agravante: – em dado momento o atendente do setor de peças viu que eu insistia muito, e declarou: olha o estoque estava errado, nós não temos a peça!

Poxa vida, eu forcei demais a barra e o mineiro espanou! Aquele inspirador que não me deixa desistir batucava em minha cabeça… a peça está lá, a peça está lá. E eu acreditei nessa voz, imaginando que o vendedor estava me despistando pra não ter que se empoeirar no galpão velho, e seguiu vendendo óleo no balcão.

A noite me lamentei sobre o ocorrido com o amigo Marcelo Resende (personagem da historia da venda da BMW R100GSPD, da Super Ténéré e outras) que mora em BH e ele disse: “deixa que eu falo com o mineiro, você não sabe falar direito” – Eis que dois dias depois, eu, em uma manhã atribulada no escritório, quando percebo em meu WhatsApp essa fotografia:

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E não é que a peça existia mesmo? Essa é a verdadeira Coleção de Amigos!

E não é que o Resende pegou o carro, viajou de BH até Divinópolis (240 km ida e volta) , foi até a concessionaria e estava com a peça nas mãos?

Se não fosse o suficiente, declarou: “não confio nos correios, estou indo pra São Paulo passar uns dias com a família de férias e vou deixar a peça aí com você”. Acredite: no domingo seguinte estava ele com a peça em mãos na porta da minha casa!

As Sanfonas Europeias

A Sanfona azul da Sahara foi, sem dúvida, a peça mais difícil de encontrar. Quando comecei a ouvir “a peça não existe” de pessoas sérias, do ramo, pensei… vamos ver se descubro alguma moto que foi vendida fora do Brasil que use a mesma peça. Deve haver alguma… E ai começamos uma busca por motos e catálogos, primeiro selecionamos as motos que usam o mesmo diâmetro de garfo do que a Sahara, depois o curso. Um triciclo ATC 350 vendido nos USA no começo dos anos 1980, tinha medidas iguais, e prometia, até as cores batiam. Mas o encaixe inferior era diferente.

Então o amigo Victor Gellert, que é colaborador do Motos Clássicas 80 e mora em Munique, na Alemanha, veio com a notícia que a sanfona da Honda NX250 japonesa era igual a da Sahara. Conferimos medidas e tudo parecia bem, igual mesmo. Essa moto incrível, com refrigeração a liquido e que jamais foi vendida por aqui, foi vendida na Europa, e talvez o Victor pudesse localizar a peça lá.

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A NX250 vendida na Europa e a Sanfona que realmente parece ser igual da Sahara.

Mas antes disso, ele teve uma ideia legal. Ao encontrar com um motociclista na rua e sua NX250, Victor o interpelou e enquanto conversava com o motociclista desconhecido, filmava as sanfonas para que pudéssemos verificar. – Olha a coleção de amigos ai de novo! Pensa bem? parar um cara na rua, pedir pra filmar a moto dele, mandar pro amigo que está 9.800 km distante… Só mesmo a motocicleta pra reunir caras tão legais! Abaixo você pode ver o vídeo que o Victor me mandou via WhatsApp.

A Sanfona parece ser realmente igual, 27 dentes, diâmetros, fechamento, tudo igual. Mas a cor difere. Ficamos na dúvida se está desbotada pelo uso, ou não.

Victor você é um doidão!!! Obrigado pela caça, pelo vídeo, pelo empenho. Resolvemos em conjunto, insistir um pouco mais na procura no Brasil antes de importar uma peça que podia não ser da cor certa. Mas essa é uma possibilidade não descartada.

As Sanfonas Nacionais

Falei que era um Saga!!! Pois então, o para-lama, a carenagem, e muitas outras pequenas peças eram só o começo da história. Deixei as sanfonas pro final, pois são as que justificaram a matéria que você está lendo.

Logo nos primeiros dias, descobrimos que as sanfonas do modelo “Capitão América” 1991 são azuis escuro, pouco puxado pro roxo. E que em nenhum modelo de XLX 350R nem outro de Sahara, utilizavam tal cor. Já tínhamos em mãos quase todas as peças da Sahara, mas depois de muito buscar, parecia que “ninguém tinha” as sanfonas originais. Sanfonas genéricas não queríamos colocar. Aventávamos a possibilidade de restaurar as originais da moto, que estavam bem ressecadas e já abrindo em alguns pontos.

Eis que colocamos um anúncio em nossas redes sociais

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Anúncio que postamos em nossas redes sociais, pedindo ajuda pra comunidade toda, pra encontrar a peça.

E começaram a aparecer possibilidades, aqui e acolá. Mas muitas não se confirmavam. Ou eram da cor errada, ou eram do mercado paralelo. Até que o amigo Cicero Lima trouxe, de Rio Branco, AC, uma noticia de uma peça. A peça não estava no Acre, mas sim em Minas Gerais (ehhhh Minas Gerais quem te conhece não esquece jamais), na cidade de Ponte Nova. E olha que legal, fui atendido por um cara pra lá de legal e atencioso, o José Gonçalves, da concessionaria Maxmoto. Ele me mandou a foto, a peça era a correta mesmo, e, apesar de ter apenas um dos lados, eu peguei. Vale aquela máxima, mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

Em poucos dias a Sanfona estava em minhas mãos, linda e maravilhosa. Graças ao Cícero, que movimentou seus amigos e ao Oswaldo Dias, diretor do Grupo Star, de Rio Branco (AC) que se dispôs a procurar, e por fim, ao vendedor José Gonçalves que desenterrou a peça e a colocou nos correios.

Mas ainda faltava uma

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As motos bem que podiam ter apenas uma sanfona não é mesmo? ou o fabricante podia vender as sanfonas em pares! Dessa forma, ninguém ficaria desparceirado. Mas nada disso, as motos vem com duas sanfonas, e a Honda as revende no mercado de reposição em unidades, não adianta chorar, bora buscar o outro lado.

Foi então que um fornecedor de peças originais, que também é nosso seguidor, viu o anúncio em nossas redes e disse que talvez teria o que procurávamos. Era o Paulo, de São José dos Campos (SP), conhecido como Cavalo de Aço. Paulo nos mandou as fotos, tinha algumas opões de azul, mas como estavam sem a embalagem original não dava pra saber ao certo qual azul era o azul da Sahara.

Cada vez que eu tirava fotos das sanfonas que estavam na moto, elas pareciam ser de outra cor. Dependendo da luz, eram quase pretas, ou eram azul vivo, ou eram azul escuro. E da mesma forma, ele, que localizou as sanfonas no Rio Grande do Sul, me enviava fotos e vídeos, cada um me deixava mais em dúvida.

Em um determinado momento, elegemos o azul certo e ele despachou a peça pra cá, via PAC. E ai o show foi por conta dos Correios. Acompanhando dia a dia o caminho da peça, em um determinado momento me deparei com a mensagem: “saiu para entrega” no sistema de rastreamento dos correios. Mas… a cidade indicada era Jundiaí, distante cerca de 60km de Atibaia. Oras, será um erro do sistema? Ou minha peça está sendo entregue em endereço errado? … Mais tarde a informação “entregue para o destinatário”. Gelei! a peça não estava em comigo.

Será que o fornecedor endereçou errado? – confirmei e estava tudo certinho. Ai entrar em contato com correios é aquela coisa, né? telefone não atende, só por e-mail, responderam que iriam verificar e em 5 dias úteis dariam uma posição. Nessa altura eu já dava a peça como perdida.

Uma semana depois, eu seguia acompanhando o sistema de rastreamento dos correios e tudo estava igual. Até que em um dado momento a peça apareceu como “devolvida ao correio”… e dai uma nova entrega programada. Até que enfim a peça chegou!!!!

Chegou? Tudo resolvido então? Vamos desmontar, revistar e montar a Sahara com a nova roupa?

O Colecionador e a Pajelança

Quando vejo alguém fumando um cachimbo, logo penso: Desse cara posso me aproximar, é um cara tranquilo! – e de fato, pra fumar cachimbo o cidadão tem que ser paciente, aquilo apaga, acende de novo, se puxar forte vem quente demais, se puxar fraco apaga, acende de novo. A pajelança é um exercício de paciência, que eu mesmo fumei por um tempo, mas não tive tanta paciência pra continuar…

O colecionador compete com o cachimbeiro nesse quesito. Tem que esperar, tudo demora, tudo longe, tudo lento, tudo difícil. E com as sanfonas não podia ser fácil não é mesmo?

Embora tivesse com as duas sanfonas em mãos, como você pode ver na foto abaixo, as cores não bateram!!!!!

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Ao final da Saga a cor não batia!!! E agora?

Bora remar de novo

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Finalmente a sanfona correta!!!

A cor não bateu. O Fornecedor havia me mostrado 3 opções que ele tinha, ambas parecidas na foto, e eu escolhi a mais clara. Não era. Então, bora ligar novamente pro fornecedor saber se aquela “mais escura, levemente puxada pro roxo” ainda estava lá.

Pra minha sorte sim, estava…. UFA! Alivio novamente, mas, gato escaldado tem medo de agua fria, então, a comemoração só mesmo aconteceu quando a peça chegou em minhas mãos.

Começo dos trabalhos

Normalmente, quando alguém começa a revitalizar ou restaurar alguma motocicleta, o primeiro passo é colocar na bancada e desmontar tudo! Nós fizemos ao contrario, apenas agora, com 100% das peças dentro de casa, a Sahara subiu no elevador e vamos começar a trabalhar nela.

Primeiro uma revisão mecânica completa:

  • rolamentos
  • fluidos
  • filtros
  • lubrificação

Depois, com ela desmontada, uma lavagem muito caprichada e então, começar a montar tudo com as peças novas.

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O experiente mecânico Alexandre Tamassia, gosta de colocar as mãos em motos como essa Sahara, uma verdadeira sobrevivente!!! Essa Sahara vai, depois de 30 anos, conhecer ruas e estradas.
  • pneus
  • câmaras
  • protetores de raios
  • carenagens
  • para lamas
  • bolha
  • protetores de mão
  • mesa
  • canelas da suspensão dianteira
  • carenagens
  • laterais
  • e é claro: as sanfonas!!!!

O kit antigo vai enfeitar as nossas paredes, contando a história de uma Sahara que foi fazendeira, e um belo dia foi revitalizada, lacrada e finalmente, depois de 30 anos… foi conhecer as ruas e estradas.

Onde encontrar

Muita gente me pergunta, mas Diego, onde consigo encontrar essas peças? Bem, não é super simples, como deu pra ver, é um verdadeiro garimpo. Pergunta pra um, fala com outro e assim vai. Na base do networking mesmo – as redes sociais ajudam muito. Mas, consigo dar algumas dicas pra facilitar o trabalho de quem está começando agora.

Hondasa – Darcio ou Daniela – 11 9.4489.8515

Cavalo de aço – Paulo – 12 9.9130.1177

Mercado Livre

Agradecimentos

Dessa vez podemos dizer que “todo mundo ajudou”, cada um dos seguidores que encaminhou as mensagens, cada fornecedor que tentou procurar (mesmo sem ter achado), cada balconista, cada amigo, então, pra cada um de vocês que de alguma forma procurou peças dessa moto para o Motos Clássicas 80 – o nosso muito obrigado!

Em especial para:

Os amigos: Cicero Lima, Caio Ono da concessionaria Tsuji Motos, Wesley Rovaron, Tiago Pavanelli, Marcelo Resende, Jose Gonçalves da concessionária Maxmoto, Darcio e Daniela da Hondasa, Paulo do Cavalo de Aço, Rubens de Pelotas, o Allan Prost de Pernambuco, o Ricardo Pupo do Motos Clássicas 70 e o Alexandre Tamassia que agora vai ajudar a colocar tudo em ordem na moto.


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