Honda Tornado, Yamaha DT, novos amigos e uma despedida serena

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No último post do ano, gostaríamos de dividir com os amigos leitores uma pequena retrospectiva das matérias que, em nossa opinião, tiveram maior relevância e julgamos as mais importantes. Claro que a despedida de Josias Silveira foi, sem dúvida, a mais impactante. O criador da Revista Duas Rodas, com quem tive a chance de trabalhar por quase duas décadas, nos deixou de forma serena e surpreendente. Engenheiro de formação tinha o dom da escrita e relatar histórias, escreveu alguns artigos para o nosso portal e tivemos a honra de recebê-lo por duas vezes em nossa garagem. O Diego até escreveu um post bem legal onde relata a transformação do ídolo em amigo., se desejar pode ler o artigo aqui.

josias Silveira, ao centro, visitando a garagem do Motos Clássicas 80. Engenheiro e jornalista deixou um vasto legado para o motociclismo nacional

Vamos subir o astral? Ninguém conseguiu ficar indiferente a despedida das pistas do ídolo italiano Valentino Rossi no final de 2021. Infelizmente não conseguimos produzir o post que havíamos planejado, mas garanto que a espera valerá a pena. Meu amigo, e ex-colega da Duas Rodas, Paulo Bambirra tem uma história muito interessante com o Valentino Rossi que contaremos aqui, mas com calma e cheia de detalhes. Inclusive como foi feita essa foto abaixo – no Rio GP – quando o Rossi era um moleque e ninguém imaginava que ele seria o maior ídolo do motociclismo mundial. Outro fato importante, que será abordado logo mais, é a inauguração do Centro Cultural Movimento, em Socorro (SP). O museu vale a visita pois conta boa parte da história do motociclismo brasileiro.

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O engenheiro Paulo Bambirra (à época consultor técnico de Duas Rodas) e o jovem Valentino Rossi no Rio GP em 1997

Ah, esses pilotos. Eles são caras especiais que ousam desafiar a morte e se esconder no anonimato. Claro que não falo do Rossi e sim do francês Pierre Montcoudiol. A sua história se confunde com a própria história do Rally Paris-Dakar, conhecido como o “Rally da Morte”. Em 1987 ele abriu a porta da sua garagem em Lyon (França), acelerou a sua Yamaha Ténéré para desfrutar de suas férias. Poderia ir para a badala Côte d’Azur, a Costa Azul, ao sul do seu país, mas não gostava (nunca gostou) de badalação. Pierre apreciava desafios, entre eles vencer a morte e salvar vidas. Pierre era bombeiro militar na sua cidade… Então, para relaxar ele competia no Rally Paris-Dakar. Sua história, brilhantemente contada por Ricardo Lugris, foi publicada e teve grande repercussão entre os leitores, principalmente os fãs da Ténéré e do Rally Dakar – leia a matéria.

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Pierre e sua Ténéré em 1987, pela lente de Yann Arthus-Bertrand. O relato de Ricardo Lugris foi muito elogiado pelos leitores

Assim como a história de Pierre e sua Ténéré fez sucesso, relatos de motos que rodaram pouco também agradaram. A Yamaha DT 180 que encontrei em Guaxupé (MG) com menos de 4.000 km rodados fez a alegria dos saudosistas. Muita gente escreveu contando “causos” e lembranças com sua DT 180 “nos tempos da juventude” – confira aqui. Outros relatos especiais vieram após a publicação da matéria sobre os 20 anos do lançamento da Honda Tornado. Parece que os modelos do nosso cotidiano, têm grande carisma e a capacidade de levar leitores numa viagem ao passado, confesso que ficamos surpresos com a repercussão da matéria, parece que a Tornado realmente mora no coração dos motociclistas, leia mais.

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Tornado do nosso amigo Edgard Cotait, foram tantas viagens e aventuras que ela marcou sua vida…

Agora uma matéria que gostei muito é a que relata a busca de peças para a rara Honda Sahara Capitão América, que chegou ao nosso acervo em 2021. A matéria, escrita Diego Rosa, conta as alegrias e angustias de procurar peças originais. Diego fala em detalhes do exaustivo cotidiano de ligar para concessionárias, visitar sites, mandar e-mails, whatts e, infelizmente, o descaso dos Correios na entrega das preciosas peças. No fim, tudo deu certo, as peças foram encontradas e a Sahara 91 está repousando completa ao lado das outras motos da garagem Moto Clássicas80 – veja aqui.

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À esquerda cartaz buscando pelo protetor de garfo, a última peça que faltava. Diego conseguiu todos componente e ganhou novos amigos em 2021.

Em 2021 publicamos 52 artigos e seria difícil escolher um mas, ouso dizer que a Saga das Peças da Sahara, representa o espirito do Motos Clássicas 80. Sem qualquer interesse formou-se uma rede de amigos na busca dos componentes da Capitão América. Por fim todos conseguiram ajudar o Diego que pode curtir a sua moto repousando na garagem com todas as peças originais… Feliz 2022!!!!


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2 thoughts on “Honda Tornado, Yamaha DT, novos amigos e uma despedida serena

  • Apesar de tantas dificuldades, emprego, Covid, peças, etc chegamos ao final de 2021.. UFAAAAAA….

    Que 2022 possamos esta juntos com saude e com os amigos no Motosclassicas80 novamente ..

    Abraçao aos amigos

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  • Faltou a XLX 350R famoso Xzelão…

    Resposta

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