É só um adesivo, mas me levou numa longa viagem

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No final de junho aconteceu, em São Paulo, o Festival Interlagos. Milhares de amantes do mundo das motos estavam lá para acompanhar lançamentos de modelos no mercado nacional, provas de motocross, promotoras bonitas, participar de test-ride na pista de Interlagos… Ufa, foi tanta atividade que três dias foram pouco. E relação às clássicas eu curti bastante o estande da Bieffe, a marca comemorou 50 anos e contou um pouco dessa história com exemplares dos capacetes usados por antigos pilotos. Além disso, no mesmo estande, estavam algumas motos icônicas dessas cinco décadas.

Honda CB 350 ano 1974

A Honda CB 350 (1974), uma Yamaha XT 600 Ténéré (1988), Suzuki SX-R 750 (1998), uma raríssima Ducati 796 e por fim uma moderna (e não menos legal) Honda CB 650R, ano 2022, que no futuro será uma clássica – apenas pelo fato de usar combustão interna.

Mas, o motivo dessa coluna, não é o estande da Bieffe e sim um adesivo, isso mesmo, um simples adesivo que era distribuído no estande da Castrol. OLha ele aqui abaixo.

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Adesivo clássico distribuido pela Castrol fez sucesso no Festival

Passado é uma roupa que não nos serve mais…

Ao pegar o adesivo nas mãos lembrei exatamente da sensação gostosa de ir aos salões de motos. Aqueles do Parque Anhembi. Aquela euforia de correr de estande em estande, caçando brindes como um alucinado. Caçando adesivos para colar na bicicleta – minha velha Monareta era coberta por adesivos. Se ganhasse um boné, ele nunca mais saia da cabeça e, se fosse uma camiseta, MEU DEUS!!!! Me sentia um rei!!!

Mas é claro que os tempo mudaram e como diz a música Velha Roupa Colorida, do Belchior, “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. O que era bom ficou nos campos da memória. Aquela alegria despretensiosa de babar em frente as motos (e as meninas) veio a tona com um simples adesivo.

O fato serviu para esclarecer ainda mais o motivo de gostar tanto das motos dos anos 80, elas conseguem nos remeter a esse tempo e relembrar aquela alegria inocente…


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