PIAGGIO VESPA – Muito além de Michelangelo e Da Vinci

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Quem não gosta de viajar?  Delícia não é mesmo?  Sair de casa, mudar a rotina, conhecer lugares e culturas…  As merecidas férias!

Quando dá pra viajar de moto é um espetáculo, mas nem sempre é possível ou desejado. 

Mais de 100 milhões de pessoas decidem ir a Toscana, anualmente. O  que poucas sabem é que ali, muito além do Capuccino, dos deliciosos Gelatos, das obras de Michelangelo ou Da Vinci, de Florença e até mesmo dos espetaculares vinhos  Brunellos di Montalcino… Bem pertinho da “Torre Pendente di Pisa” – lembrou? Aquela torre torta – está algo que nós, apaixonados por motocicletas antigas, temos grande interesse:  Il Museo Piaggio.

Museo Piaggio

Como assim?  Museu da Piaggio – o que faz o trem logo na entrada?

Primeira boa notícia, o museu está exatamente onde foi fabricada a primeira Vespa, em 1946 (isso mesmo, estamos falando de um veículo que circula há mais de 70 anos), na comunidade chamada Pontedera, há poucos quilômetros do centro de Pisa.  Ocupando uma área de 5.000 metros quadrados (depois de sua ampliação em 2018) o museu ocupa parte da ferramentaria original da fábrica, fábrica essa que produziu locomotivas, vagões de trens e aviões entre a primeira e a segunda Guerra Mundial.

Mas isso tudo foi antes da Vespa aparecer, pois durante a Segunda Guerra Mundial foi destruída por um bombardeio dos Aliados. É foi justamente nessa fábrica, reconstruída e que foi berço das vespas, que o museu ganhou vida.

Entrar em um prédio histórico assim, exatamente de onde saíram as primeira Vespas em 1946 é emocionante.

Transpira história

Antes mesmo de entrar já deu pra perceber, história pura não é mesmo?   Mas a história que conto hoje está apenas está começando, pois a Vespa foi criada justamente no pós-guerra, e junto com a reconstrução da fábrica – e do país.

Logo de cara, na entrada do prédio da antiga fábrica, uma imensa locomotiva de aço inoxidável, nos obriga a lembrar desse enredo. Por favor, peça paciência a sua esposa, pois de agora  em diante, cada sala visitada fascina mais.

Entrando no vespeiro

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Desde a primeira vespinha, 1946, lado a lado, todas elas – um Vespeiro sem dúvida, e mesmo quem ainda não admirava aquele veiculo atemporal e absolutamente simpático, vai sair picado dessa visita!  Toda a evolução, o desenho técnico do primeiro protótipo, fotos da linha de produção antiga, algumas utilizadas no cinema, outras que cruzaram o mundo em grandes aventuras, e até mesmo vespas que participaram de competições estão ali.  Você não sabia que a Vespa correu o Rally Paris Dakar?  Nem o Rally dos Faraós?  Pois é, como disse antes, pede pra esposa ter paciência, a visita é intensa!

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A primeira Vespa, de 1946 e seu criador, o engenheiro aeronáutico Corradino D’ascanio.
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Sempre coloridas! Todos os modelos estão lá! Mas não se confunda, a Vespa foi feita em varias cores, mas nunca em duas cores (para-lamas e corpo diferente), aquelas eram as Lambrettas…
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Vespa “around the world expedition”
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Também foram usadas nos grandes Rallys Africanos

Competições e muito mais

Já que falamos de competições, não podemos nos esquecer de que nem só de Vespas vive o museu, nem só de Vespas viveu a Piaggio nesse pós-guerra.  Outras marcas foram incluídas no portfólio da empresa, e estão bem muito bem representadas ali.

A moto dos campeões

Já viu pessoalmente, de pertinho, a moto campeã do mundo nas mãos de Valentino Rossi? A moto que era usada pelo Marco Simoncelli? Então, a Piaggio é proprietária da marca Aprilia, entre outras, e essas motos icônicas estão lá expostas!  Dá pra chegar pertinho!  Confesso, me arrepiei ao tocar na manopla delas!

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A moto do primeiro campeonato mundial de Valentino Rossi está lá, é uma honra tocá-la!
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E a Gilera do “Urso do Cabelo Duro”, saudoso Marco Simoncelli também!

Nem carro, nem scooter, nem moto

Veículos de 3 e 4 rodas, que não podem ser chamados de motocicleta nem de automóvel, estão lá também.  Se hoje os conhecemos como tuc-tuc, na época foram veículos geniais, para transporte de pequenas cargas em regiões de tráfego intenso, com economia de combustível e custo baixo.

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Se hoje é uma peça que poderia estar na decoração de muitas salas suntuosas, na época eram veículos utilitários e inteligentes para transporte de mercadoria.
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Não acaba nunca

A sensação é essa, tamanha a importância desse acervo, nos mais de 5.000 metros, outras marcas importantes estão presentes, como motos incríveis da Aprilia que já citamos, mas Gilera, Moto Guzzi que fazem parte do mesmo grupo.

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Gilera R1s e XR2 125cc 2 tempos – 30 cavalos!
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Gilera SP1 outra preciosidade de 125cc
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Gilera RX de 200cc também 2 tempos
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E também as mais antigas como esses exemplares incríveis
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Mas a festa não termina por ai, há cerca de 130 km desse importante museu, está a fábrica da Ducati no distrito de Borgo Panigale, Bologna e ali, bem… ali a conversa é pra outro dia, pois está pertinho de Maranello também… e estando na Toscana, não podemos nos esquecer de Da Vinci e Michelangelo.  Boa viagem!

Você já conheçe o mapa interativo de museus do Motos Clássicas 80? Então confere, clicando aqui. Tem a localização deste e de muitos outros museus de motocicletas no mundo inteiro! confira!


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