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Tem que ser na manha...

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Vez ou outra me perguntam se, uma moto antiga ou clássica, pode ser usada no dia a dia. É complicado de responder, pois cada caso é um caso... depende o que se entende por dia a dia - 40 km diários em SP capital, com sol ou chuva?!  ou 4 km em uma pacata cidade do interior, apenas nos dias com tempo mais firme...

Mas, hoje a ideia é falar da forma de condução de uma antiga, seja no dia a dia do interior, ou nos domingos de sol, alguns detalhes que não podem ser esquecidos, ainda mais pra quem está acostumado a motos modernas... a tocada é outra.


As esportivas... que eram tão modernas...estão virando clássicas.

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As esportivas modernas, tiveram em seu berço a presença marcante da CB750F no final dos anos 1960 e durante a década de 1970.
Motos incríveis e nos apresentaram um novo patamar de esportividade, jamais sonhada antes.
A sete-galo quebrou paradigmas em seu tempo e nos fez saber o que era vento no rosto a 200 km/h - fez despertar a paixão pelo o ronco dos 4 cilindros também.


Aqui no Brasil, a evolução foi interrompida por 10 anos, de 1976 quando foram proibidas as importações (e paramos de ver grandes motos nas concessionarias) até 1986, quando a Honda relançou a sete-galo, praticamente toda importada e apenas montada na unidade de Manaus - naquele ano cerca de 800 unidades da CBX750F 1986  "Black" desembarcaram por aqui.

Uma viagem no tempo

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Eu estive no BMS 2018, que aconteceu em Curitiba (PR) de 17 a 19 de agosto, e tive a oportunidade de conhecer um encontro de motos bem diferente. Vale dizer que tenho algumas "reservas" em relação aos encontros de motociclistas. Boa parte dos que conheci era apenas um monte de gente querendo fazer bagunça e por vezes destruindo as motos (e nossos ouvidos) com barulho de zerinho e o estouro de escape. Mas esse era diferente, muito diferente! Repleto de motos clássicas e  customizadas o evento tinha como tema o culto aos veículos com “alma”.

ENTENDENDO E RESPEITANDO A PÁTINA

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Pátina é um composto químico que se forma na superfície de um metal. Ela se forma naturalmente, pela exposição aos elementos e ao clima, ou artificialmente, com a adição de produtos químicos por artistas ou metalúrgicos.[1]

Intercâmbio de peças

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Se essa informação foi útil em 1990, imagina só agora, 28 anos depois, quando as raras peças se tornaram ainda mais raras.


Se você está restaurando alguma clássica dos anos 80, ou está simplesmente procurando alguma peça para sua moto, vale a pena dar uma conferida nesse texto.
Algumas das sugestões dadas neste texto eu considero inadequadas para um colecionador sério, como por exemplo, colocar corrente das motos agrale (sem retentor) nas XLX (com retentor) - Apesar das medidas serem iguais, são peças de construção diferentes, e em minha opinião não é uma opção de troca, mas por outro lado, a sugestão de colocar a corrente da RD350R na XT600Z Ténéré (com a remoção de 2 elos) é bem adequada...   ai vai da analise e bom senso do leitor!
Possivelmente a peça que você procura exista, talvez você esteja simplesmente procurando da forma errada!
Boa garimpada!

Naftalina - Lenda urbana ou "realidade aumentada"?

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Que atire a primeira pedra quem, nos anos 1980 não pegou na lavanderia da mãe umas bolinhas de naftalina e socou dentro do tanque de combustível da motoca pra aumentar a octanagem, e fazer com que a bichinha andasse mais. (e deve ter achado que andou mesmo!)

Eramos garotos, o acesso a informação era precário - sendo assim, até titica de galinha colocaríamos ali dentro se nos fosse dito que melhoraria o desempenho. (desde que viesse com uma boa explicação, é claro!).

A explicação para a Naftalina era (e ainda é) interessante, e ainda hoje, existem pessoas que indicam, assim como existem outras que abominem tal prática.

Maio de 1990

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Depois de 14 anos da proibição de importações de veículos (Ernesto Geisel, Abril de 1976), em 09 de maio de 1990, Fernando Collor voltou a abrir o mercado.  Deixando de lado a parte politica, econômica e também as lambanças que este então jovem presidente fez naquela época, vamos relembrar aqui o que acontecia conosco, reles motociclistas... 
Eramos jovens também, acostumados a lei da "pouca oferta e muita procura", que levava os preços a estratosfera, filas de espera nas concessionarias, termos como ágio faziam parte do nosso vocabulário na hora da compra.  
Os fabricantes já estabelecidos, conseguiam, de certa forma, trazer motos importadas mesmo durante a proibição (em um sistema conhecido como CKD) desde que parte delas fosse nacionalizado,  então, as partes principais (quadro, motor, suspensão, alimentação) acabavam vindo do exterior (atendendo ao sistema CKD vinham parcialmente desmontadas), e as partes periféricas (aros, pneus, bancos, plásticos, painel, tanque etc) …

Moto de Steve McQueen vai à leilão e valor pode passar dos R$ 500 mil.

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Poucas motos no mundo são tão icônicas e famosas quanto a Husqvarna 400 Cross que pertenceu a Steve McQueen, astro de clássicos do cinema como “Fugindo do Inferno” (1963), Bullitt (1968), entre muitos outros. A Husq ficou famosa a tor no filme “On Any Sunday” (Um domingo sobre moto), documentário de 1971, dirigido por Bruce Brown. Esse mesmo exemplar vai à leilão no próximo dia 6 de outubro em evento que a Bonhams vai organizar no Barber Motorsports Museum em Birmingham, estado do Alabama, nos Estados Unidos... 

clique aqui para ler a matéria na integra!


Um herói de carne e muitos ossos (quebrados)

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"As crianças queriam ser como eu, os homens queriam ser como eu e as mulheres queriam estar comigo". Essa é a frase mais legal do americano Robert Craig Knievel, o nosso amado e invejado Evel Knievel. Não sei você, mas eu tenho inveja de sua coragem e ousadia.
Tudo bem que o cara era um louco, um maniaco pela fama e um verdadeiro motoqueiro à moda antiga. Ele não tinha medo da morte, aliás ela era sua amiga e graças a isso ficou famoso, como ele sempre desejou.

Nasceu pobre e cresceu morando nos trailer e por lá viveu ainda com seus filhos. Ele sempre buscou algo diferente, algo que o destacasse dos outros homens carrancudos com seus ternos e chapéu - típicos dos anos de 1960.

Aprilia Motó 6.5

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Um caso à parte, certamente!  Saem os projetistas tradicionais e entra em cena um profissional do design. Não comparando com a genialidade de  Massimo Tamburini por exemplo e sua gigante e eterna contribuição ao motociclismo mundial, mas uma motocicleta desenhada por alguém que não é "do ramo", é, por si só, algo genial!

O francês Philippe Starck, ganhou destaque mundial com o design de moveis ainda na década de 1960 mostrava-se a frente de seu tempo, e não limitou-se a moveis, ousou  por caminhos desconhecidos, e também criou para Pierre Cardin e outras áreas, até que aceitou o convite da Italiana Aprilia para desenhar uma motocicleta.

750 - um número mágico!

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Para nós os motoqueiros, 750 sempre foi um número emblemático! Diria até mesmo mágico! Sonhado desde a primeira "50tinha". Por muitos atingido, por outros continuou sendo objeto de sonho, mas, sempre esteve lá - uma especie de "Santo Graal" das cilindradas!
Vieram as 900. Depois as 1000. Nem as 1050 e as 1100 fizeram com que o brilho das 750 fosse ofuscado!  Isso tem um nome: Carisma!

Um rastro de fumaça e desejo

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Quando a Agrale chegou ao Brasil, lá no inicio de 1985, com a SXT 16.5 os amantes das motos logo abriram um sorriso, "opa tem coisa nova chegando". A promessa da tecnologia Cagiva e os motores dois tempos de 125 cc com 16,5 cavalos, logo fizeram brilhar os olhos dos amantes das máquinas europeias. Também tinha aquele povo, assim como eu, que não queria andar de Honda ou Yamaha, gente que buscava algo diferente.
Tive três Agrales entre o final da década de 1980 e começo dos anos de 1990, uma Elefant SXT 27.50 e duas Elefantre 30.0. Fui muito feliz com elas e fiz grandes viagens pelo Brasil e também pela Argentina e Uruguai. Mas não é das minhas viagens que gostaria de falar com os leitores, quero falar da paixão e agradecimento.


Os italianos inventaram moda... mas a moda não pegou!

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A vida era simples demais: - Zé tinha uma trailzinha Honda 125 e sonhava com uma 250. A Pedro provocava a pesadona Honda 750 com sua peso leve, mas apimentada RD350.

Embora os números não fossem consequência direta de desempenho, quase nunca eram. Sabíamos que uma "2 tempos 350" podia andar tanto quanto uma "4 tempos 750", e que uma trail 180 andava menos que uma street 135... mas pelo menos tínhamos uma referencia do tamanho da moto.
- Era Intuitivo!

Bem, as 125 eram motos pequenas, a partir das 250 entravamos nas médias cilindradas e das 500 pra cima, eram consideradas as grandes!  (muito embora essa classificação não faça mais sentido hoje em dia, pois uma 750cc atualmente é uma média cilindrada por exemplo...)

Neste momento, aparece a Agrale no mercado!  e lança motos com numerações todas esquisitas...

13.5... 27.5... 30.0 ?!?  16.5?

Hei!?! que historia é essa de colocar ponto? Que números são esses?

Ferrugem no interior do tanque de combustível.

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Como em quase tudo, no colecionismo existem as linhas e seus seguidores, dificilmente encontra-se uma unanimidade. Nelson Rodrigues afirmava que "Toda unanimidade é burra", e certamente o é!  Sem querer concordar cegamente...

Alguns usam a nacionalíssima e exportada para todo o planeta "cera de carnaúba" para o polimento de suas máquinas, outros já preferem as mais modernas ceras sintéticas importadas - como a Next da marca Meguiar´s por exemplo.
Os mais variados produtos são usados nos pneus, pra deixa-los pretinhos...  desde: NADA, apenas uma excelente limpeza com escova.  Passando por produtos específicos importados para pneus. E até graxa de sapatos liquida - Nugget 
Há colecionadores que abasteçam suas motos apenas com gasolina comum (pouquíssimos, é verdade), a grande maioria opta pelas gasolinas premium, como a Pódium de Petrobrás...  E assim, vamos, nas mais diversas receitas, que englobam capas, cavaletes, calibragem, produtos, óleos, e tudo a que se refer…

Arquivo: Lançamento da XL250R na Inglaterra - 1982

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Ja falamos bastante sobre a XL250R, com frequência ela aparece nas paginas deste site, talvez por ser a "menina dos olhos" desse que vos escreve, entre as clássicas dos anos 1980...

Mas essa matéria, cujos originais consegui comprar direto da Inglaterra, é interessante por nos mostrar que a Honda, já naquele longínquo 1982 esforçava-se para globalizar os produtos, algo tão falado hoje em dia.

Ela nos permite ainda identificar as pequenas diferenças entre a moto lançada aqui e no mercado europeu (carenagem de farol, tanque por exemplo).

No tema "tanque de combustível" inclusive há uma grande curiosidade:  No modelo lançado na Europa e USA, o tanque era de 9 litros e tampa sem chave, aqui no Brasil recebeu chave (por razões obvias e lamentáveis, as quais abstenho-me de comentar) e foi aumentado para 12 litros, a razão do aumento da capacidade é o curioso, pois naquela época vivíamos uma ditadura militar, e os postos de combustível eram obrigados por força de lei a pe…

A moto dos dentes de ouro...

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O brilho sempre foi sedutor!  Pois inspira luxo, nobreza, limpeza.

Cristais, Ouro, jóias, polidos à perfeição, pinturas automotivas são polidas também, cristalizadas, espelhadas, vitrificadas - tudo em busca do brilho mais perfeito!  Atualmente, muito mais fácil do que antes, pois as pinturas  automotivas de múltiplas camadas e seus vernizes permitem níveis nunca antes sonhados de brilho!

Más, quando o assunto é moto antiga, nem tudo o que reluz é ouro!

Precisamos ter em mente o que desejamos.  Se uma moto antiga ou moto customizada!  Se for customizada, tudo bem, tudo é permitido e o céu é o limite!  Existem customizações simplesmente incríveis, com pinturas lindas, modificações das mais diversas.

Mas, se for para manter uma moto "de coleção", independente de ser um projeto de restauração ou não, esqueça o brilho forçado e foque no termo "de fabrica".



Pneus - e sua importância nas antigas

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Com muita frequência vejo motos, fruto de restauração principalmente, ou de usuários descuidados, com pneus diversos, diferentes dos originais - não apenas na marca/modelo, mas até mesmo nas medidas!

Diferente dos carros, que mantem seus pneus parcialmente recobertos, os pneus da motocicleta estão "na cara" do observador.  E pneu moderno com moto antiga definitivamente, não combina!

Honda relança Monkey, moto-briquedo dos anos 60

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A Honda relançou a Monkey. A icônica minimoto volta às ruas com um motor de 125cc, suspensões invertidas, freios ABS e iluminação de LEDs. O visual manteve o charme vintage com rodas pequenas, escapamento alto e estilo “rancheiro”.
Famosa na década de 1970, a minimoto foi criada, na verdade, em 1961 como um brinquedo para crianças do parque de diversões Tama Tech, em Tóquio, capital japonesa. Originalmente tinha motor de 50cc e rodas de apenas cinco polegadas. Fez tanto sucesso que, em 1963, a Honda criou uma versão homologada para as ruas, que foi exportada para a Europa e Estados Unidos.


 - Clique aqui e continue lendo 

ARQUIVO: A RD 500 LC

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Para!!! Para tudoooooo! Não precisa correr e mandar um e-mail pro site, informando que há um erro de grafia!  Você leu certo, RD500LC - isso ai, 500 e não 350 como estamos acostumados!

Museu da Piaggio em Pondetera

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Conheça através deste vídeo o recém ampliado museu da Piaggio em Pondetera, Itália.  Com uma área de 5.000 m2 nos conta, não apenas a história da Piaggio, mas também grande acervo de motos Gilera e Aprilia, incluindo motos de competição de Max Biaggi e Valentino Rossi.









NX650 Dominator - EM DOSE DUPLA!!!

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Hoje presenteamos ao amigo leitor, não com uma, mas duas revistas de época que garimpamos e aqui estão escaneadas - para seu deleite!

Interessante entender como era o cenário naquela época, ambas revistas são da época do lançamento mundial da moto (1988), quando as importações ainda eram proibidas no Brasil - os testes de brinquedos como esses eram raros - e, tê-las em nossas terras, quiça em nossas garagens - um mero devaneio!

O tempo passou, importações abriram-se, a Honda enfim trouxe a danada.  Errou no preço talvez (será que foi a primeira vez que isso aconteceu?!) e a moto não vendeu o esperado no Brasil (essa historia já conheço, hein!?), logo a importação deste modelo foi interrompida!

Mas enfim, Revistas MOTO SPORT ATUAL No. 47 DEZ/88  e MOTOSHOW No. 67 SET/88 estão ai pra contar como eram os nossos desejos:

























Pausa forçada

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O motoqueiro que mora num país tropical tem o privilégio de poder andar de moto praticamente o ano inteiro. Já o que mora num país de clima temperado tem um grande obstáculo: o inverno

Sabe tudo de 2 tempos...

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Quem já fez trilha sabe que esses pilotos adoram inventar historias e "causos". Com a ajuda das redes sociais, sempre chega uma história ou piada pra aumentar o repertório. Eu separei essa, pois além de engraçada, traz várias dicas pra quem passa sufoco com as Yamaha DT180 no meio do mato.
O Autor é desconhecido e recebi pelo WhatsApp, mas o "causo" é bom, eu garanto...





Olha que foto legal, ela diz tudo!

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Essa foto resume nossa paixão pelas clássicas. Lado a lado duas gerações de Yamaha Ténéré que marcaram gerações distantes quase trinta anos. No alto, a atual  660 com seu motor repleto de tecnologias, como a injeção eletrônica e a refrigeração líquida. Abaixo a velha Ténéré 600 que por mais de 30 anos ganhou nosso respeito e admiração, apesar do carburador e pedal de partida ela é apaixonante.

Data de fabricação do pneu.

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Esse assunto interessa tanto a colecionadores, quanto ao cidadão comum, que quer saber se a moto (ou carro usado) que ele comprou, veio com os pneus "certos".  Dessa maneira dá pra identificar por exemplo, se os 4 ( ou 5 ) pneus do carro são do mesmo ano, ou se algum já foi substituído, e se foi pode gerar questionamento (e até abrir uma negociação na hora da compra), como por exemplo, qual a razão que leva um carro com 20.000 km já ter tido um par de pneus substituídos? Ou pior... os 4?

Mas isso apenas pra demonstrar a abrangência da informação, nosso caso é bem especifico: As motocicletas, e sendo mais específico ainda - as clássicas!

No caso das motocicletas de coleção é claro que a conversa fica mais séria, pois a importância dada ao modelo do pneu e a data de fabricação, pode determinar a originalidade ou não daquele componente, e ajudar a caracterizar a originalidade do conjunto!



A "leitura" dos dados do pneu (vamos tratar apenas da data de fabricação aqui ho…

ARQUIVO: BMW R100GS PD - CONSERVADORA, MAS EFICIENTE

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A pouco conhecida revista V.I. - Veículos Importados - Edição No. 10 de Março de 1993, da Editora Connect -  como o próprio nome indicava, aproveitou a onda de veículos importados que veio com a abertura da importação, em 1990/91 e nos apresentava diversos carros a cada edição, raramente, alguma motocicleta também era apresentada. Foi o caso garimpado nessa rara edição, que lhes apresento, caros leitores.

Há um pequeno grupo de colecionadores de motos BMW R100 GS PD do qual faço parte, grupo esse que não chega a 20 proprietários, razão simples de entender, essa moto, como demonstra a matéria aqui apresentada, foi das primeiras importadas logo na abertura, e naquela época não havia "BMW do Brasil", haviam importadores independentes e, no caso da BMW, o representante era a empresa "Regino Imports" - pois bem, estima-se que o número de GS PD (Paris Dakar) no Brasil não supere em muito as 20 unidades que conseguimos reunir, infelizmente os dados de época são raros, ma…

A moda norte americana....

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Nos anos 1980 por aqui o motociclismo era muito simples, haviam os treeiros com suas DTs, XLs e Agrales - haviam os urbanoides, munidos de CGs, Turunas, MLs, RDs e cia ltda - poucos aventureiros se arriscavam nas estradas, os que faziam usavam as recém lancadas XLX350R ou TÉNÉRÉS de 600cc, pois nossas estradas não eram lá grandes coisas (são atualmente?!?!)...  ahh claro, e no topo da cadeia alimentar estavam os CBzeiros - de 400/450cc ou 750cc esbanjando dourados (quis dizer, cromados) kkk.

Ei!  tá doido?  esqueceu-se das RDs 350?  claro que não, tamanha barulheira seria impossível esquece-las... é que elas estavam atras da nuvem de fumaça!!!!


Ai...  começo dos anos 1990...  um tal presidente da república (hei - combinamos de não falar de politica aqui... lembra-se?!  .... - pois é, más to citando um fato histórico apenas..) chamou nossos carros de carroças e abriu o mercado brasileiro às importações.

Entre as motos importadas que começaram a pipocar aqui e ali, esportivas, 1000cc, …

Garagem do colecionador: Honda NX650 Dominator 1992

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Mais de uma década havia se passado desde que as Big Trail passaram a habitar nosso planeta - 1975 foi exatamente quando a Yamaha colocou a XT500 no mundo - e desde então, a evolução dessa espécie foi rápida demais - curiosamente, podemos afirmar: "desde que nasceram, não paravam de crescer".

Tanques de combustível cada vez maiores, motores também cresciam, cursos de suspensão mais longos foram alguns dos recursos conquistados nessa década...  Más, Isaac Newton - em sua terceira lei de física - já nos ensinava: toda causa tem um efeito -  As motos ficaram lindas, incríveis, "Dakarianas", mas ganharam peso, ficaram pouco práticas para o dia a dia, complicando assim a vida do usuário urbano.

Original é o escambau!

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É amigos, infelizmente a "lei de Gerson" (com todo respeito e a devida desculpa aos leitores de nome Gerson) é válida até mesmo em nosso meio.  Somos colecionadores, apreciadores de motos antigas, motoqueiros com bom pedigree... mas nem sempre do outro lado do balcão tem alguém com a mesma boa índole.

Eu mesmo, quando comecei a comprar peças pras minhas motos já cai nesse golpezinho bobo.  Tem essa postagem então, a intenção de alertar aos amigos a respeito desses espertalhões de plantão.

A primeira Ténéré a gente não esquece

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Você lembra dessa frase "o primeiro Valisère a gente nunca esquece"? Ela ficou famosa na propaganda da menina que ganhou o primeiro sutiã e, num passe de mágica, se transformou de patinho feio numa jovem sensual. Lançada em 1987 ganhou as ruas e caiu na boca das pessoas. Naquela mesma época chegava às concessionárias da Yamaha a nossa primeira big trail: a gloriosa Yamaha XTZ 600 Ténéré.
Voltando a falar da menina e seu sutiã, a propaganda saiu do vídeo e ganhou as páginas das revistas, jornais e outdoors estampando o slogan e uma frase em letras miúdas "um menino não esquece a visão do primeiro sutiã ao espiar garotas no banheiro de um colégio de freiras"... Lembra da cara do moleque abobalhado? Pois bem, eu fiquei assim quando vi a Ténéré naquele distante 1988...


E lá se foram 30 anos e eu continuava com aquela cara de tonto cada vez que via uma Ténéré passando na rua ou na estrada.

A CB750 mais cara do mundo!

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Esse protótipo de pré-produção construído para fins promocionais em 1968 (foram construídos 4 e existem 2) foi vendido por US$ 263,725 no ultimo dia 04 de março (2018) durante um leilão realizado no "British National Motorcycle Museum" - tornando-se a mais cara motocicleta japonesa vendida em um leilão em toda a historia!

HONDA CB400

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Convido o leitor a fazer uma viagem ao tempo:  Imaginar-se bem no comecinho dos anos 80, importações fechadas ha 4 anos, as motos "grandes" importadas se deteriorando, quebrando, sofrendo da falta de peças e principalmente, perdendo prestigio rapidamente, pois já eram superadas no exterior e aqui eram "modelo antigo e descontinuado".  Eis que neste cenário surge, produzida no Brasil (muito embora apenas 15% nacionalizada) a noticia do lançamento da CB400. Apesar de ter apenas 2 cilindros e gerando algum descontentamento  aos "órfãos das four" dos anos 70, a CB era moderna, estava em linha na Europa e USA, era fabricada no Japão, trazia desempenho excelente para aquela época.

Uma pontinha dos anos 90

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Já é tradição, sempre que meu cunhado me visita, vamos dar uma volta com as motos antigas, Rogério é dos poucos caras que frequenta minha garagem, aponta pras motos e escolhe com qual vai sair.

Acontece que fazia um bom tempo que ele não vinha pra cá, e com isso, algumas das motos conhecia apenas por fotografia. Quando a família chegou pra passar o carnaval em casa, todos acomodados, e logo descemos pra garagem pra ver as novidades...

De cara Rogério apontou pra duas que queria experimentar primeiro, e curiosamente não eram motos dos anos 80, eram motos do inicio dos anos 90.

Como aqui somos democráticos, e, apesar do nome "Motos Clássicas 80", nos permitimos invadir os últimos anos da década de 1970 e os primeiros anos da década de 1990, desta forma vamos, nesta postagem, explorar justamente o "requinte" dos primeiros anos dessa década.  Os exemplares escolhidos nos permitem essa analise: